SJL Trail Running com surpresas e obstáculos
O 2º SJL Trail Running 2018 decorreu no dia 17 de junho, organizado pela comissão de festas São João Baptista, de São João de Loure e teve duas vertentes: trail de 14 km com 85 participantes; e caminhada com, aproximadamente, 8 km com 140 participantes.
Percorrendo locais e lugares circundantes à localidade, permitiu explorar espaços naturais, passando por estradas, caminhos rurais e principalmente por trilhos, reservando algumas surpresas como obstáculos nas passagens, onde se incluiu a travessia do rio.
O prémio para maior equipa foi para MT CRECUS Sport

SJL Trail Running
O 2º SJL – São João de Loure Trail Running envolveu pouca logística para nós. Sendo um trail na nossa área de residência, conseguimos levantar os dorsais no dia anterior, um processo muito tranquilo. Sendo a partida do trail apenas às 10 horas, também propiciou a preguicite aguda na hora de levantar da cama.
Chegando a São João de Loure, o estacionamento junto aos Plátanos, local da partida, foi, também, fácil. Para quem não conhece, os Plátanos são um pequeno parque junto ao rio com as árvores a fazer sombra, um bom local para um piquenique e uma tarde bem passada junto à natureza. Fomos conversando com quem ia passando.

Tranquilos. Dali era possível ver as cordas que previam a passagem no rio que a organização prometia. Aí comecei a ficar algo ansiosa, tenho medo da água além de não saber nadar. Um senhor dizia-me, para me tranquilizar, que a água não passaria da cintura.
Já perto da hora de partida, vemos a Rosário, atleta e também membro da organização da prova que nos cumprimenta e nos diz para não levarmos, de todo, telemóvel porque a água chegaria ao peito. Aí sim, entrei em estado de nervos. Toda eu tremia. Já dizia ao Pedro que já nem sequer iria correr. O Pedro, como sempre, com toda a sua capacidade de demonstrar calma para ver se me acalmo eu, disse-me que correria ao meu lado. O ritmo dele é bem maior do que o meu, não seria justo travá-lo desta forma e, assim, recusei, cheiinha de medo mas recusei.

Partida do SJL Trail Running
Foi feita a contagem e os perto de 100 atletas arrancaram para o SJL Trail Running. Logo no início apanhamos single track e, visto que ainda não tinha dado para dispersar, lá tivemos que ir uns atrás dos outros a caminhar. Mas eu sabia que o trail seria rolante, o Pedro já o tinha feito o ano anterior e, assim foi.
A inclinação que vai dando para o pessoal descansar, era pouca o que obrigava a dar às pernas por baixo de um sol tórrido que, muito antes do meio do trail, já se fazia sentir. Eu só pedia mangueiradas de água nos abastecimentos, mas tive que me contentar com despejar garrafas de água cabeça a baixo. Os abastecimentos, para uma prova de apenas 14 km foram bastantes, o que é ótimo tendo em conta o calor que se fazia sentir.
Aqui, saliento uma coisa que há algum tempo não via, as garrafas disponibilizadas nos abastecimentos foram depois abandonadas ao longo do percurso. Tenho a certeza que a organização teve o cuidado de, posteriormente as recolher. Mas, atletas, não coloquem lixo no chão. O nosso objetivo é desfrutar, não sujar. Beber é no abastecimento e deixar lá as garrafas.

Sentimos que a organização se preocupou com a desidratação a que esse mesmo calor poderia levar. Tinham fruta, bolos. Tudo bom. O percurso estava bem marcado sem levar a enganos. Muitos membros da organização ao longo do percurso e extremamente simpáticos e disponíveis. Pessoas em alguns pontos a dar força aos atletas. Vi, pelo menos num local de uma subida um pouquinho mais inclinada, cordas para quem quisesse. Muito bom.
Coincidimos com o percurso da caminhada que tentaram facilitar a nossa passagem e ainda nos deram força.
Metade já está
Passados 7 km estava tranquila, já só faltavam 7. Era um tirinho a continuar assim. O pé não dava sinais. Caibras também não. Perfeito. Apenas calor.
A organização guardou a lama toda para o fim da prova. Mas também fez questão que cruzássemos a meta com os pés limpinhos. Ainda passamos água, rasteirinha onde havia umas tábuas que não impediam que molhássemos a meiinha. Sensivelmente aos 12 km, como eu previra, aparece o rio… ainda estava longe e já estava a reclamar, a dizer que não sabia nadar e que não me ia enfiar na água.

Já via atletas mais à frente com água pelo peito, quase. E eu, no meu metro e meio? Nem queria pensar. Os senhores sorriram e disseram que já estavam avisados. Mandaram-me saltar para o barquito em que me levou um Sr. muito simpático e preocupado. O Pedro disse-me, quando veio ao meu encontro que foi ele que os avisou.
Fiz cerca de metade do rio no dito barco. Quando vi que a água já não seria tão funda, pedi para o Sr. simpático me deixar e ele, após perguntar se eu tinha mesmo a certeza, lá me deixou e eu segui caminho, parte agarrada a corda e tal mas lá fui.
Segui. Sabia que estaríamos a chegar. Mas ainda faltava mais uma surpresa da organização…a dada altura, aparece uma rede para subir diretamente a ponte mas com alternativa para quem quisesse ir por outro caminho a correr, ainda hesitei mas, burra, decidi ir pelo caminho alternativo.

Entretanto, aparecem umas escadas que desciam para o rio. O Pedro apanhou-me e fez-me companhia até ao final. Ainda recebi palavras de incentivo, quase a chegar à meta, da malta da Jobra, obrigada. Tão bom cruzar a meta. Desta vez com um sabor ainda mais especial: fui a 1ª menina.
Balanço final do SJL
Apesar de ser suspeita pois conheço a organização, estão de parabéns, são todos 5 estrelas. Miguel, agradeço-te a ti como representante de toda a equipa por trás do trail por fazerem tudo para acelerar a entrega de prémios para eu poder ir para junto da minha mana que fazia anos e estava à nossa espera.

Nota ainda para o balneário, do CRECUS, água quente embora ache que ninguém, face ao calor que estava, conseguia tomar banho em água quente, limpinho e grande.
A bifaninha no pão a que tivemos direito no final, muito boa também, tenrinha, saborosa. Espetáculo. Ainda conversamos mais um bocadito com o pessoal que por ali andava. Carla, parabéns miúda.
Por último, entrega de prémios. De sublinhar que subiram ao pódio os primeiros 5 atletas a cruzar a meta tanto no masculino como no feminino. A entrega de prémios (belos prémio. Eu recebi um belo presunto e uma garrafa de vinho bem como as flores – lindíssimas, o troféu que está muito bonito
e ainda uma faixa de Miss, ups, do respetivo lugar classificativo ;)) correu, também, muito bem.
Nossos Resultados
Eu – 01:24:14 – 1ª Geral feminina
Pedro – 01:12:48 – 9º Geral
Resultados
Feminino
1ª Sílvia Gomes – Correio de Albergaria Trail Running – 01:24:14
2ª Rosário Leite – MT CRECUS Sport – 01:32:53
3ª Carmo Gonçalves – A. D. Travassô – 01:42:27
4ª Aurea Melo – MT CRECUS Sport – 01:44:06
5ª Carla Barbosa – JamaisFariaIsto – 01:51:29

Masculino
1º Rogério Bessa – Jobra – 00:59:34
2º Pedro Mota – OZ Xtreme – 01:02:06
3º Marcelo Pereira – Jobra – 01:04:45
4º João Santos – Casa do Povo de Alquerubim – 01:07:02
5º António Gomes – MT CRECUS Sport – 01:07:03

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Artigo: Sílvia Gomes – Correio de Albergaria Trail Running
Fotos: Ana Martinha Henriques