Sofia Beach proporciona prata a Pedrosa e Campos

A dupla portuguesa de Voleibol de Praia João Pedrosa/Hugo Campos conquistou a medalha de prata no Sofia Beach Open 2, etapa de uma estrela do Circuito Mundial (Beach Volleyball World Tour), realizada na capital da Bulgária.

Texto: Federação Portuguesa de Voleibol
Fotos: Organização

João Pedrosa/Hugo Campos conquistaram prata no Sofia Beach

Nas meias-finais, disputadas de manhã, Pedrosa e Campos voltaram a vencer a dupla italiana Windisch/Marchetto, por duplo 21-19, em pouco mais de meia-hora de jogo.

Na Final, o duo lusitano enfrentou os russos Petr Bakhnar e Valeriy Samoday, acabando por sair derrotado por 0-2 (17-21 e 19-21).

Em terceiro ficaram os italianos Cottafava/Dal Corso, que derrotaram (2-0: 21-19 e 23-21) os seus compatriotas Windisch e Marchetto.

Treinador Ricardo Rocha comentou “Foi uma prova com um nível superior à anterior [Sofia 1].

Os jogos foram todos mais difíceis. No início, não estivemos muito bem no side out, mas faz parte do crescimento, saber ganhar mesmo não jogando tão bem.

Curiosamente, no jogo em que estivemos melhor, mais consistentes e com um nível de jogo mais alto, foi na final, que perdemos frente a uma dupla muito boa, consistente, com um sideout tremendo, muito difícil de quebrar.

Mesmo quando criávamos problemas na sua receção, os russos eram muito eficazes no passe e devido ao alcance que tinham ficava tudo muito complicado.

Foi mais uma prestação muito positiva desta dupla, mas há que continuar a trabalhar, embora seja sempre bom trabalhar em cima de bons resultados“.

Sofia Beach Open 2
João Pedrosa/Hugo Campos medalha da prata

“…a final foi o nosso melhor jogo.”

Apesar de não termos atingido o nosso objetivo, que era o primeiro lugar na competição, o balanço tem de ser positivo.

Fomos consistentes durante todo o torneio e a final foi o nosso melhor jogo.

Este segundo lugar supera o anterior, em Sofia 1, e motiva-nos ainda mais no nosso trabalho” as palavras de Hugo Campos

“Não estava à espera de alcançar uma medalha…”

João Pedrosa referiu “Sinceramente não estávamos à espera de alcançar o segundo lugar, que é aquele lugar de que ninguém gosta, porque representa uma final perdida.

Mas foi positivo porque o nível desta competição era muito mais forte do que o da anterior que disputámos aqui e em que alcançámos o terceiro lugar.

Jogo a jogo fomos melhorando muito. Mesmo no jogo com os canadianos, nos quartos-de-final, que não foi a nossa melhor exibição, demos tudo em campo e só por esse jogo já teria valido a pena.

Tacitamente não estivemos perfeitos, mas foi um jogo muito aceso, um daqueles jogos que todos gostam de jogar.

Na meia-final, estivemos mais uma vez muito bem a servir, principalmente contra o vento, fator que condicionou muito o jogo, mas que soubemos aproveitar bem para chegarmos à vitória.

Na Final, temos de dar mérito aos adversários porque foram definitivamente superiores.

É uma dupla com vários anos de World Tour e é muito difícil superar duplas tão consistentes como esta da Rússia.

Em suma: estou muito contente pelo nosso trajeto até aqui.

Não estava à espera de alcançar uma medalha, quanto mais a de prata!”

Em femininos, Beatriz Pinheiro e Inês Castro classificaram-se no 21.º lugar ao perderem por 1-2 (21-15, 17-21 e 11-15) com a dupla austríaca Franziska Friedl/Eva Pfeffer na fase de qualificação.

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