Sprint, participação mais discreta dos portugueses
Davide Machado
Os atletas da seleção portuguesa, presentes nos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT _ JWMTBOC&MTBOC 2021, pautaram por um registo mais discreto, a sua participação na prova de Sprint, realizada ontem.
Texto: Federação Portuguesa de Orientação
Davide Machado destaca-se no JWMTBOC&MTBOC 2021
A competição decorreu em Hyllykallio, num terreno parcialmente urbano e de parque florestal, com densa rede de estradas, vias e caminhos técnicos, com áreas rochosas e outras sulcadas por muitas raízes, que fruto das chuvas recentes se apresentavam escorregadias.
Ainda assim, destaca-se a classificação de Davide Machado em 26º lugar, com 25:02.
“…num sprint, lentidão não faz parte do dicionário.”
João Ferreira que se classificou em 41º com 26:57 considerou a prova “desafiante num terreno cheio de single tracks de raízes, pedras e musgo que tinha tudo para ser perigoso e lento.
Mas num sprint, lentidão não faz parte do dicionário.
Após uma entrada menos boa com cerca de 50segundos perdidos para o ponto 5, consegui colocar um ritmo físico e tecnicamente competitivo.
Acabei a pouco mais de 2mnts do top25. As sensações físicas começaram a voltar ao normal o que me deixou um pouco mais tranquilo”.
“correu mal logo desde início”
Já para Paul Roothans, que obteve o 50º com 29:42 a prova “correu mal logo desde início, tendo perdido muito tempo no início devido a grande dificuldade em fazer a leitura do mapa neste terreno, em single track com pedra e raízes húmidas.
Depois de um início conturbado, consegui fazer um resto do percurso com poucos erros, mas nunca tendo conseguido colocar um ritmo alto, muito devido a dificuldade de leitura neste terreno”.
“a prova de sprint ia a correr mais ou menos bem.”
Por seu lado, para Marisa Costa que foi desqualificada manifestou “a prova ia a correr mais ou menos bem.
Ia a conseguir ler bem o mapa e a sentir-me bem fisicamente.
Na troca de mapa não confirmei o código do meu ponto e acabei por picar outro…”.
“Eu fui com tudo, mas não resultou.”
A atleta Ana Filipa Silva conseguiu terminar a sua prova em 33º lugar com 31:43, escrevendo na sua página “Eu fui com tudo, mas não resultou 🙊.
Não tenho a certeza que isto se possa dizer mas… Com um Model event tão fixe, com single-tracks tão porreiros, um mapa tão técnico e ao mesmo tempo tão ciclável, ainda me estou a perguntar que opção de terreno foi esta, para um terreno tão, tão sujo numa prova de sprint.
Não foi bom: o trilho de saída do ponto 1 era realmente mau e saí totalmente desconcentrada para o ponto 2.
O resto foi tentar evitar mais percalços e desfrutar do desafio, bem interessante tecnicamente!“.
Os resultados alcançados por todos podem ser consultados aqui.
No 3º dia de competição, decorre hoje a prova de Distância Média, em Alajärvi (Valkealampi).
Conhecer um pouco mais sobre a modalidade da Orientação
Embora as competições oficiais da Orientação sejam todas baseadas no mesmo conceito e regras, existem diversas distâncias oficiais (Sprint, Média, Longa) onde deverá existir uma variação considerável no equilíbrio entre a leitura do mapa, escolha do itinerário e capacidade física requerida.
Consoante o tipo de prova a realizar existem também diferentes tipos de terreno mais adequados à sua especificidade.
A escala do mapa deve ser escolhida tendo em consideração que se deve privilegiar a fácil leitura do mapa, ou seja, não deve ser difícil ver qualquer elemento no mapa.
Orientação Sprint
Preferencialmente mapas de grande complexidade técnica e que permitam uma elevada velocidade de progressão.
Embora exista em Portugal uma grande tradição de organizar provas de Sprint em meio urbano, é possível e desejável a realização de provas desta natureza em floresta aproveitando zonas muito pormenorizadas de terreno.
Caso sejam realizadas em meio urbano, devem-se planear percursos onde seja muito importante a rapidez de interpretação do mapa com muitas mudanças de direcção.
Escala 1:5000 ou 1:4000.
Fonte: Orientação – o desporto do mapa na floresta





