TriChallenge Águeda “mas onde me vou meter?”

Sair da zona de conforto e do normal pode ser doloroso… mas sabe tão bem, e com amigos por perto em pleno estado de amizade e diversão … upa upa venha o TriChallenge Águeda!!!

E assim foi.

Desafiado pelo Henrique Resende e Ricardo Varalonga, e depois de ter sido adiado o Bairrada Ultra Marathon 2020, aceitei.

De seguida desafiei igualmente o Paulo Monteiro para participar no TriChallenge Águeda 2020.

Só depois de inscrito e validado é que caí na real e pensei “mas onde me vou meter?

Tudo bem que btt 38km estamos lá, mas 7km cayak que nunca fiz e 16km de trail… seja o que Deus quiser”, e o aventureiro do Paulo lá acedeu também.

Os treinos para a bicicleta foram sendo feitos, a corrida… 30’ aqui e ali, vá um dia ou outro 50’ e cayak nada… não deve ser difícil pensei eu.

TriChallenge

Chegou o dia do TriChallenge Águeda e com ele a prova.

Depois de brincadeiras com o Varalonga, Tiago Ribeiro, Henrique e Marisa João no Facebook acerca da prova com picardias salutares aqui e ali, chegou o dia do TriChallenge Águeda 2020.

Tínhamos de por à prova o “não treino” necessário para ultrapassar o desafio… e a chuva forte decidiu brindar nos o que ainda deu mais vontade de rir… pra não chorar.

Toda a organização da prova dentro das indicações e ordens da DGS, com os atletas, staff e público a cumprirem na íntegra.

O que não podia ser de outra maneira para salvaguarda de todos.

Para entrada no paddock medição temperatura, máscaras e afins e estava tudo pronto para ser dada a partida com as duplas a partirem 2 a 2 com 30” diferença.

Percurso btt duro qb, que a chuva tornou um pouco mais desafiante e onde os 38km com 900d+ guiados por GPS levaram atletas a darem o melhor de si, mas sempre com cuidado redobrado devido à chuva.

TriChallenge

Saída do btt para o cayak e foi “bonito” de ver…

Saída do btt para o cayak e foi “bonito” de ver… o que nos rimos de andar aos ss, remar descoordenados, enfim um pagode de riso, mas lá terminamos sem ir ao banho e ainda fomos ultrapassamos por 9 duplas na classificação.

Transição para o Trail feita com cuidado, troca meia molhada, limpa cara, comer e hidratar e seguir para 16km guiados por GPS tal qual no BTT.

Segmento todo feito à chuva num percurso bonito e duríssimo com subidas acima dos 20% inclinação, descidas arrepiantes e técnicas no meio vegetação, passagem de linha de água acima do joelho, tudo top.

A principal dificuldade foi a navegação GPS devido às condições climatéricas, mas igual para todos.

A dada altura decidimos seguir com a dupla Pedro Rilhó e Tiago e isso ajudou e bem até ao final.

Chegada à cidade de Águeda depois de 4km a acompanhar o serpentear da margem do rio Águeda e estamos perante a meta e final deste grande desafio que foi o TriChallenge Águeda.

De referir que mesmo os abastecimentos foram feitos dentro das regras DGS.

Nada neste evento foi deixado ao acaso ou que colocasse a saúde dos atletas, staff e público em questão.

Ricardo Saraiva e Paulo Monteiro

Que o desporto e convívio regresse à vida dos atletas, clubes

Infelizmente vivemos tempos difíceis devido à pandemia que nos assola, no caso COVID19.

Mas, ainda que difícil e com muitos custos associados é de enaltecer organizações como esta que tudo fizeram para que os eventos se realizem,

Que fazem e farão para que o desporto e convívio (dentro do razoável) regresse à vida dos atletas, clubes e até mesmo gentes das terras, pois tudo e todos saem a ganhar.

O meu agradecimento a todos com quem privei, sem esquecer todo o staff presente ao longo da prova que não deixou faltar nada aos atletas e sempre com uma palavra de apoio a quem se deslocou a Águeda.

Mesmo aos “tolos de longe”, como nos apelidou o amigo Ricardo Varalonga, para passarem assim um dia em pleno estado de regresso à competição o que se notava que estava fazer falta aos atletas.

Venham mais destas que é o que a malta gosta.

Ah… já agora… foi difícil e doeu… mas sem duvida que voltarei a participar neste evento no futuro

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Texto / Fotos: Ricardo Miguel

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