Yuri Fernandes um “MAN OUT” com trajeto pelo BCR

Yuri Fernandes

Yuri Fernandes (2.5), de 30 anos, despontou para a modalidade na extinta ASCD “Os Trovões”, formação do Barreiro pela qual se sagrou campeão nacional da Divisão B, então 2.º escalão nacional.

A emigração para França e a consequente continuidade num BCR mais exigente apelou ao seu espírito de sacrifício, que se repercutiu numa escalada das divisões inferiores a um dos clubes gauleses de maior poderio, os Hornets Le Cannet.

Veloz e atlético, Yuri juntou ao seu jogo a cultura e disciplina de um campeonato que figura no top 5 da Europa e anseia pelo seu recomeço.

Texto / Fotos: Federação Portuguesa de Basquetebol

“MAN OUT” a Yuri Fernandes

Data de nascimento: 28 de abril de 1990

Ano de iniciação: 2006

Posição: Extremo/Base

Clube: Hornets Le Cannet

Palmarés: Campeão da Divisão B com a ASCD “Os Trovões” em 2011.

Yuri Fernandes

Yuri Fernandes o jogo da tua vida (e porquê):

Tenho alguns e espero ter mais ainda pela frente, mas diria quando fui campeão da 2.ª divisão portuguesa com a ASCD “OS Trovões”, e a minha estreia com a equipa principal Hornets Le Cannet.

Chamam ao BCR a modalidade Paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como o “vendias”?

Que venham ver ou experimentar, que não iriam ficar dececionados no final dos 40 minutos.

É um desporto em que os atletas com as suas limitações físicas dão tudo o que têm para garantir um bom espetáculo.

Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?

O jogador que mais fascínio guardo até hoje é o António Vilarinho, sem dúvida, porque me meteu o bichinho do BCR que ele tinha e tem.

Não me deixava faltar aos treinos e estava sempre à minha porta para mais uma semana de trabalho com a equipa.

Não fui o único jovem que ele marcou na altura.

Essa mentalidade de treinar e de querer sempre mais nos treinos vem também um bocado dele.

Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR.

Quando conheci o António Barreto, o António Vilarinho e o Victor Sousa, que me fizeram o convite para experimentar o BCR, respondi que não precisava de uma cadeira para jogar, que podia jogar em pé, mas quando experimentei já não queria sair da cadeira.

Yuri Fernandes

Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito?

Como se costuma dizer, uma boa assistência já é meio caminho para dois ou três pontos, ou então lançamentos apoiados sobre uma roda.

Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”?

A todos os adversários que puder, para a minha equipa ir para o ataque em superioridade numérica, mas se tiver que escolher um, Patrick Anderson!

O “Man Out” é essencial no BCR.

Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica.

O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.

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