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3ª Légua Nudista no Meco sem preconceitos

O Naturismo é uma forma de viver em harmonia com a Natureza caracterizada pela prática da nudez social, com o propósito de favorecer a auto-estima, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente.

Tal como é mencionado nesta definição da Federação Naturista Internacional, o Naturismo consiste na prática da nudez num meio social e procura o bem estar resultante da partilha do nosso corpo com os elementos naturais. Afinal, se pensarmos bem, que mais natural e agradável poderá existir que o prazer da liberdade corporal no contacto integral com a água, o ar e na exposição solar.

Infelizmente, na nossa sociedade moderna, a nudez teima em aparecer fundamental e intimamente ligada ao erotismo, sobre sexualizada, sendo o corpo apresentado como um mero objecto de prazer, ou então, explorada até à exaustão, pela publicidade, numa perspectiva de “perfeição” física, ao serviço da moda e do lucro, ou de outro modo, condenada pelo costume sociocultural e religioso de uma pseudo-moral que exige a “clandestinidade” de determinadas zonas do nosso corpo, julgadas “sujas e pecaminosas”. Afinal de contas, duas faces da mesma moeda – a da falta de respeito pela nossa essência e pela unidade e dignidade de todo o nosso corpo.

Abolidos estes preconceitos e tabus verificamos que a prática naturista promove uma maior alegria de viver e uma harmonia psíquica e física que favorece a auto-estima, a calma e o relaxe físico e emocional.

Bastará viver uma experiência naturista uma vez, para compreender e sentir o alcance salutar desta prática. Se bem que a nudez seja o aspecto mais saliente e polémico da prática naturista, o seu universo de influência é muito mais alargado e, a sua percepção irá aumentando à medida que nos inserimos mais nesse estilo de vida.

O Naturismo em Portugal teve o seu primeiro registo histórico nos anos 20 do século passado, associado à Sociedade Naturista Portuguesa, onde o anarco-sindicalista José Peralta era figura de relevo. Praticava-se já a nudez nas praias da Costa da Caparica.

Com a implantação do regime ditatorial, os movimentos naturistas ficaram limitados às correntes vegetarianas e de medicinas alternativas, já que a nudez era proibida e associada ao crime de “atentado ao pudor”. Só depois do 25 de Abril se (re)começam a gerar as movimentações ligadas à prática da nudez colectiva.

E foi nesse sentido que José Sousa, um adepto do atletismo, que conta no seu palmarés com 66 maratonas de estrada e montanha e 56 Ultramaratonas, iniciou este evento em 2013, e que hoje se realizou a terceira edição, integrada este ano nas comemorações 20º aniversário da legalização desta praia, para a pratica do nudismo.

Julio Esteves, presidente do Clube Naturista do Centro, referiu que é uma honra apoiar eventos destes que contribuem para a desmistificação do nudismo, e que o naturismo dá uma sensação de liberdade, indescritivel, contribuindo para a auto-estima, concluindo que nestes eventos somos todos iguais, a unica diferença uns mais magros, mais gordos, mais altos ou baixos, mas todos na mesma copndição sem roupas.

A praia do Meco ou praia do Moinho de Baixo é uma praia na costa ocidental do concelho de Sesimbra. Extensa (cerca de 4 km) e de mar por vezes bravio, a parte a sul da grande duna encontra-se legalizada para a prática de naturismo. Foi, aliás, este facto que celebrizou a Praia do Meco.

A praia do Meco permaneceu praticamente desconhecida devido ao isolamento e difíceis acessos. Começou a ganhar fama no Verão do princípio da década de 70. Um grupo de hippies americanos, suecos e holandeses descobre a praia, sem estradas. Quinze anos depois da chegada deste grupo, a praia tornou-se destino de férias de alguma elite lisboeta, composta sobretudo por artistas, políticos, gente da televisão e da alta finança.

A Praia do Meco foi uma das 21 praias finalistas no concurso As 7 Maravilhas – Praias de Portugal, na categoria de Praias de Arribas.

A prova que percorreu parte da praia do Meco, têm uma volta mais pequena e outra maior, com um declive mais acentuado que nas edições anteriores e depois de os primeiros passarem parecia que tinha sido o areal bem grossinho lavrado, mas nada que desmotivasse os participantes de prosseguir e terminarem a prova, este ano também com a particulariedade de uma boa parte dos atletas terem utilizado ténis, para protegerem os pés, mas como o próprio regulamento dizia tirando as senhoras “que por razões fisicas tenham dores nos peitos, poderão utilizar um soutien, o mais discreto possivel” nada mais era permitido utilizar.

81 inscritos novo recorde, 65 ( 59 homens e 6 mulheres ) terminaram, Vasco Marques com 23 anos, foi o mais novo atleta em prova e Alberto Marinho o mais idoso com 71 anos.

Joaquim Fernando foi o vencedor sem contestação, seguido de Amandio Antunes e Vasco Marques a ocuparem as posições imediatas, em femininos a habitual suspeita foi a vencedora Isabel Maldonado, seguida de Patricia Ribeiro e de Lisandra Pungirum (uma brasileira) que voltou para repetir a sua participação da edição anterior, e manter este evento com nivel internacional.

A nossa equipa O Praticante / C. D. Asas Milénium teve uma maior representação cinco atletas contra os três de 2014) através de Fábio Pratas o melhor classificado ao obter o 9º lugar da geral, António Soares e David Silva, em femininos Elisete Manuel foi a 4ª feminina e Vanda Ferreira a 5ª.

Após a corrida os participantes foram presenteados com um beberete para todos poderem recuperar energias, principalmente com as loirinhas bem fresquinhas.

Para o ano lá estaremos a participar, a contribuir para a sua divulgação, e desejamos que o número de 100 participantes seja ultrapassado, também por um maior número de representantes deste projecto “O Praticante”.

 

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