Sopa da Pedra DBR, é em Amarante
Sopa da Pedra, é em Amarante
Ingredientes para a Sopa da Pedra
– 4 dias
– 3 Serras
– 300 km
– 9.000 D+
– 1 Betetista (destemido)
– 1 bicicleta (mas das rijas)

Douro Bike Race
No Douro Bike Race de 2017 a Nexplore desafiaos BTTistas a superar a dor por entre as serras em redor, Marão, Alvão e Aboboreira.
Sabendo de antemão a dureza do ano anterior, o desafio este ano foi endurecer a prova com mais Kms, mais acumulado… mais e mais… No total dos 4 dias atingimos os 300km e mais de 9000D+… “Are You Ready?”

Dia 1 – Prólogo Amarante
Num divertido percurso com cerca de 5km, desafiaram os RIDERS a rolar junto ao Rio Tâmega, subir e descer escadas pelo parque… pedalar por dentro de verdadeiros túneis de Vinha, isto tudo para definir quem iria vestir as coloridas Jerseys de Leader.

Dia 2 – Alvão
São 8 da manhã e sentimos que a já não há volta a dar, hoje vai ser a doer! 110km com 2600D+ de acumulado.
Rolando “rápido” por estradões e singles, num instante nos colocamos a rolar junto a uma levada de água.
Ao redor começamos a vislumbrar as serras…
Agora sim o DBR começou, chegados ao primeiro abastecimento em Campanhó lá temos de atestar os bidões e as barrigas, daí a nada é para começar a subir até ao mítico Rock Garden do Alvão, aí a descida é feita meio a pé, meio montado, é que ainda se vai no primeiro dia de etapas e não convém nada cair por ali…
Passando pela Aldeia de Pardelhas, nada como parar num pequeno café e sentir o carinho de quem lá mora, é que a seguir vai doer a subida é longa (recordo o ano passado os mais de 40º que aqui se fizeram sentir, felizmente este ano o tempo está ameno!!!)
Fazer uma paragem para contemplar a paisagem em redor é uma boa ideia, dali se vê a Senhora da Graça e lá bem ao fundo as Fisgas do Ermelo, o grupo aumenta, um grupo de EPICos veio do Brasil para o DBR… e nós é que somos os “doidos” em andar ali a pedalar?!
Fantástico o espírito que se vive ali.
A viagem segue por entre Single track, e mais pedra… até que se chega mesmo perto das Fisgas do Ermelo… que visão, dá vontade de ir ali dar um mergulho, mas o caminho ainda é longo.
O estradão que contorna as montanhas alarga a vista.
Por entre pedras e singles finalmente se vê a Placa AMARANTE… siga pelo alcatrão que amanhã é no Marão!!!

Dia 3 – Marão
Sempre que se fala em Marão, só me recordo de uma coisa, Muro da Ferraria… ufa que este ano não se sobe por lá, mas temos de lá chegar ao cimo, por isso a dureza é garantida.
Até chegar a Murgido a dureza das subidas levam a pensar que o muro da Ferraria até nem é assim tão pior, há zonas em que o desnível é bem acima dos 15%, o BTT também se faz a pé… que remédio!
Até chegar às antenas do Marão, Senhora da Serra, o caminho é sempre a subir até aos 40km onde já levamos 2000D+, mas, ainda faltam mais 67km e 1600D+.
Descer o Muro da Ferraria é bem mais divertido que subir, a velocidade é um pouco excessiva, e as mãos têm que ir bem firmes no guiador, os dedos bem postos nos travões, é que a velocidade é grande e o chão deve ser duro!

Pit STOP na Campeã e o caminho segue por um single fantástico, mergulhado numa densa floresta, fabuloso!!
Seguimos a contornar montanhas até ao verdadeiro Túnel do Marão, aqui não é preciso ligar os médios, porque já vamos com as luzes todas acessas, que empeno!!!
O Caminho seguinte vai junto ao IP4 finalmente dá para respirar um pouco melhor e por ritmo nas pernas para o que ainda nos falta.
A vista é aterradora, que montanhas de perder de vista, o Marão é realmente um Reino Maravilhoso.
Antes da chegada a Covelo do Monte, o caminho é feito num trilho apenas em pedra… é lá, já cá faltava o meu encontro com um animal de pontas afiadas, “Olá boa tarde… adeus que já fui!!!” os kms finais são feitos quase todos em single track, mas as forças já não deixam desfrutar o que ali temos, km’s e km’s de curvas e mais curvas para uma verdadeira diversão, mas tem que ser com mais pilha nas pernas!!!
FINALMENTE Alcatrão… o caminho segue a rolar até Amarante!

Dia 4 – Aboboreira
Ultimo dia, Capital dos Single Tracks, ABOBOREIRA!!
Arrancamos num grupo maior.
É Domingo e alguns grupos vêm fazer apenas este dia.
As subidas aqui são bem difíceis, não apenas pela enorme inclinação mas também por serem muito técnicos, cada pedalada tem de ser bem dada… finalmente lá se apanha um estradão onde dá para aliviar ligeiramente… até chegar bem lá ao cimo… a vista da Aboboreira é fantástica, vem sempre à memória o amanhecer Mágico do Mountain Quest!

Após o abastecimento começa o parque diversões.
Os Single tracks são de tirar o fôlego de tão rápidos, e a adrenalina vai mesmo lá em cima de tão técnicos que são, não se pode hesitar um segundo.
O sobe e desce é constante, mas o divertimento é sempre crescente até ao pico máximo a pista de Downhill, que carrossel, pedra, rego, pedra, rego, pedra rego… BRUTAL, mas como quem desce também lá tem que subir, e esta longa subida até ao 2º abastecimento bem que custou a quem já leva nas pernas com quase 300km destes dias… mas valem bem a pena!
O Caminho segue por trilhos e single tracks até chegarmos ao Rio Tâmega, o trilho vai bem na margem até à meta, que bem que sabe chegar a Amarante!
Que bom que é receber o caloroso abraço, a medalha de Finisher e sentir… “I Was Born Ready”

Por mais kms que se façam nestas serras “Sente-se um calafrio.
A vista alarga-se de ânsia e de assombro.
Que penedo falou?
Que terror respeitoso se apodera de nós?
Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena: – Entre!” o que nos espera o DBR 2018?
Visualize aqui o artigo sobre a edição de 2016.
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Texto: Carlos Augusto