Louzan1000 uma aventura que só se repete de 2 em 2 anos
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O Louzan1000 – km vertical é uma prova que apenas acontece de 2 em 2 anos. Esta particularidade desperta a curiosidade da família do trail, que rapidamente esgotou as cerca de 200 vagas existentes.

Os kms verticais caracterizam-se por provas curtas em distância e “largas” em desnível positivo, o obejtivo é percorrer 1000 m D+ no menor número de quilómetros possível, neste caso em particular foram 7 km, feitos sempre a subir.

Portugal tem sido “banhado” por muito chuva nas últimas semanas, acompanhada de vento, estes dois factores não quiseram faltar no dia da prova e presentearam os atletas com a sua presença, ventos fortes e precipitação na forma de granizo.
Se a prova já era dura… mais dura ficou… mas também mais saborosa.

A partida para a ascensão ao Trevim foi dada de forma simbólica às 9h50 e de forma oficial às 10h.

Ao mesmo tempo era dada a partida da caminhada em sentido inverso, descendo do Trevim para a Lousa, mas por trilhos diferentes. Desta forma a organização conseguiu abranger um maior número de pessoas, que mediante a sua condição física, optaram por uma ou outra forma para participarem neste evento.

Trilhos do Louzan1000
A serra da Lousa é sem dúvida uma das mais espectaculares a nível nacional, trilhos fabulosos, quer em dureza quer em beleza, coloridos por um conjunto de tons de verde, laranja e castanho, serpenteados por pequenos cursos de água formados à força pela quantidade de água que tem caído no nosso país. Estes aspectos ajudam a minimizar o esforço que cada um dos atletas aplicou ao longo daquela majestosa subida.

A prova tinha o seu final no imponente Trevim, os atletas após a sua conclusão tinham a possibilidade de efectuarem o regresso para a Lousa de autocarro ou podiam fazê-lo a correr pelo percurso da caminhada, muitos atletas optaram pela segunda hipótese e não se arrependeram, pois desta forma tiveram a possibilidade de usufruírem de mais uns km de trilhos desta serra fantástica.
O mais e o menos
O mais: os muitos jovens que fizeram a prova e com grandes prestações, os trilhos, as marcações, o ambiente entre atletas e organização, o staff, as muitas e fantásticas fotografias colocadas à disposição dos atletas após a prova.
O menos: O tamanho do balneário demasiado pequeno e com poucas condições, a água fria nos banhos.
Classificações
Masculinos
Guilherme Lourenço – CRP Ribafria não deu hipóteses à concorrência e voou pela serra a cima fazendo o percurso num fantástico tempo de 47’42’’, seguido de Bruno Silva – GD Estreito que gastou mais 2 minutos que o 1º classificado e em terceiro lugar ficou Diogo Gomes – Abutres Trail Running School, um jovem de apenas 16 anos que demorou apenas 51’ para percorrer os 7 km.

Femininas
Daniela Russo – Oralklass-Amigos do Trail não deixou os seus créditos por mãos alheias e deixou para trás toda a concorrência vencendo com o tempo de 1h03’, seguida pela Carolina Serrazina – Individual 1h08’ e em terceiro ficou Glória Serrazina – CRP Ribafria 1h09’.

OPraticante.pt presente
O Praticante fez-se representar pelos atletas António Soares da equipa OPraticante.pt que obteve o 76º geral / 26 º Veterano com 1h07m53s e por Viriato Dias da equipa OPraticante.pt / CTAD – Trilhos de Cinfães, que gastou 1h12’ para percorrer os 7 km da ascensão, obtendo lugar 100 da geral e 37º do escalão M40 com 1h12m44s.

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Texto: Viriato Dias
Fotos: Fotos do Zé