Megalitismo, a pré-história e osTrogloditas Runners
Após a I edição ter tido mais de 500 participantes e ter sido uma aposta ganha e superando todas as expectativas, ouvindo as críticas dos participantes não poderia acontecer outro cenário a não ser da realização da 2ª edição do Trail do Megalitismo.
Trail do Megalitismo
A 17 de março de 2019 é a data escolhida onde mais uma vez a organização irá brindar todos participantes com o que demais bonito tem a serra e rio Lima, percorrendo trilhos com história, com passagem pela necrópole megalítica da freguesia de Britelo, e percorrendo um trilho de uma antiga calçada romana, tudo isto dentro da área do único parque nacional Português, PNPG.
A associação que organiza o trail, é a União Desportiva Recreativa e Cultural de Paradamonte designada por UDERCUP, é uma associação sem fins lucrativos, criada em janeiro de 2007.
Com a criação da mesma pretenderam fomentar uma colaboração efetiva entre todos os intervenientes nos seus projetos a nível desportivo, recreativo e cultural. Sem dúvida de que as associações locais são um meio de que vão ao encontro das necessidades dos lugares inseridas, e pretendem ser uma mais valia à sua Freguesia
Trogloditas Runners
Com o trail apareceu uma pequena equipa de trail, os Trogloditas Runners que nasceu no seio da associação UDERCUP, no dia 18 de março de 2018, no Trail do Megalitismo.
A UDERCUP teve a necessidade de criar esta equipa para promover a associação e o Trail do Megalitismo por essas serras e montes do nosso país.
Iniciou com os atletas de trail longo, Nuno Guimarães, nascido em Guimarães, mas com residência em Braga. No trail curto contamos com 3 atletas de Arcos de Valdevez, a Isabel Araújo, com família em Paradamonte e com uma grande ligação à terra onde passou bons momentos na sua infância, a Ângela Fornelos e a mais novinha a Patrícia Morais Castro. Neste momento já com mais de 30 elementos e já bem reconhecidos a nível nacional.
Britelo
A região onde se insere o trail do Megalitismo, Britelo, tem uma necrópole megalítica que é um dos conjuntos mais relevantes na área do PNPG.
Implantada nas pequenas chãs da serra Amarela voltadas ao rio Lima, entre os 300 e os 700 m de altitude, apresenta como elemento mais significativo a Anta ou dólmen da Lapa da Moura.
De grandes proporções, apresenta planta poligonal virada a nascente, tendo, no seu interior, pinturas e gravuras. Surge na paisagem como um marcador simbólico e milenar neste território.
Aproveitamento hidroelétrico nacional
Passando da pré-história para a arqueologia industrial, Britelo, mais propriamente Paradamonte, cresceu graças à sua história hidroeletricidade e confunde-se com a história da hidroeletricidade em Portugal.
Porque antes do Aproveitamento do Alto Lindoso havia (e há) a Central Hidroelétrica de Paradamonte (ou Central de Lindoso, como ainda se lê na fachada, apesar de se situar na aldeia de Paradamonte, freguesia de Britelo) e esta foi pioneira.
Na verdade, foi o primeiro grande aproveitamento hidroelétrico nacional: em 1922, quando “entrou em serviço”, os 8750 KVA de potência instalada não envergonhavam o país entre os seus vizinhos europeus.
Tudo começou no início do século XX, quando a industrialização em Portugal ainda dava os primeiros e tímidos passos. Em 1907 foi concessionado o aproveitamento das águas do rio Lima, as Quedas do Lindoso, utilizado pela empresa espanhola Electro del Lima e o empreendimento ficou concluído em 1922 (embora alvo de sucessivas ampliações até 1953) – abastecia os concelhos do Porto e Gaia, enquanto ali ao lado, em Arcos de Valdevez, a luz só chegou em 1925.
E é por esta história que o Trail do Megalitismo vai passar, pela arqueologia industrial, passando pela central de Paradamonte, e pela pré-história passando pelas gravuras e antas da nossa necrópole. Venham desfrutar de tudo isto e muito mais para descobrir.
Página da organização.
Página do evento.
Página da equipa.
[divide icon=”circle” width=”medium”]
Texto: Luís Barbosa
Fotos: Cedidas pela organização




