Alentejana uma das grandes provas do ciclismo nacional

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A 38ª Volta ao Alentejo “Alentejana” / 1º Grande Prémio CMTV organizada em conjunto pela CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e a Podium Events foi apresentada oficialmente esta terça-feira, 15 de junho no Auditório Municipal de Reguengos de Monsaraz.

A “Alentejana” esteve em risco mas soube evoluir, adaptar-se aos tempos, internacionalizar-se, afirmar-se como uma das grandes provas do ciclismo nacional e manter a sua identidade.

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E, aí está, na paisagem, nas estradas, aldeias, vilas e cidades alentejanas mais uma edição da “Alentejana”, sacudindo a pandemia Covid-19 e levando o Alentejo mais longe.

O diretor de prova, Joaquim Gomes, resume numa declaração os mais de oitocentos quilómetros onde vão competir 19 equipas.

Com renovado orgulho, que apresentamos mais uma edição da “Alentejana” plena de interesse desportivo e promocional de um território a todos os níveis fantástico”.

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Diretor de prova, Joaquim Gomes

Texto / fotos: Podium

As voltas da “ALENTEJANA” 2021

Portugueses e espanhóis têm discutido ao longo dos anos o domínio da corrida, mas continuam a ser os corredores lusitanos, com 14 triunfos, a liderar o top das nacionalidades com mais êxito em terras alentejanas.

Espanha com 13 vitórias é o segundo país no palmarés da prova enquanto a Rússia com três sucessos ocupa a terceira posição neste ranking.

Com duas etapas iniciais a rondar as duas centenas de quilómetros e sem grandes dificuldades de montanha, a prova será numa primeira fase destinada aos roladores.

Quando entrar no fim de semana tudo vai mudar, com particular ênfase para o que reserva o dia de sábado.

A quarta etapa será curta, mas muito decisiva para quem aspira ao triunfo no Alentejo, num dia em que se realiza também a curta, intensa e espetacular luta contra o cronómetro.

Esta será a “Alentejana” mais longa das últimas edições com quase 820 quilómetros.

Reguengos de Monsaraz recebe a etapa inaugural

Será na cidade de Reguengos de Monsaraz que se vai começar a escrever a história deste ano.

A etapa inaugural com 193,7 quilómetros vai chegar a Beja depois de atravessar as Metas Volantes de Mourão, Moura e Mértola.

O segundo dia com partida em Almodôvar será o mais longo com 195,5 quilómetros e vai levar a competição até ao litoral.

Antes de chegar a Sines, o pelotão passará por Castro Verde, Ourique, Odemira, Cercal, Santiago do Cacém e Porto Covo.

Já com o fim de semana à porta, a caravana embalada pela brisa do Sado partirá de Alcácer do Sal com destino a Mora passando por Grândola, Alcáçovas, Montemor-o-Novo, Ciborro, Brotas e Cabeção, totalizando a terceira etapa 171,7 quilómetros.

À semelhança dos últimos anos e comprovado o sucesso que têm tido os dias de dupla competição, também desta vez ano o sábado terá dois momentos distintos.

De manhã discutem-se 85 quilómetros entre Monforte e Castelo de Vide com passagem nas Metas Volantes de Arronches e Portalegre, seguindo-se a sempre difícil e espetacular subida ao Cabeço de Mouro, uma contagem de Montanha de 2ª categoria que antecede a escalada a Monte Paleiros e à Senhora da Penha.

No período da tarde, a quinta etapa é, nada mais nada menos do que, o contrarrelógio de 8,4 quilómetros de Castelo de Vide que regressa ao terreno inclinado onde está a Ermida da Senhora da Penha que nas duas últimas edições decidiu a corrida.

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Portalegre na consagração dos vencedores

A conclusão vai acontecer no domingo, 27 de junho, quando o ciclismo se instalar na Avenida da Liberdade, em Portalegre.

Do norte alentejano o pelotão partirá em direção a Évora para consagrar os vencedores.

As derradeiras Metas Volantes serão discutidas no Crato, Estremoz e Redondo e após 162,9 quilómetros o pelotão estará na histórica Praça do Giraldo que mais uma vez acolhe o final da prova.

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