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Brandon Stone lidera, com Tomás Silva a entrar no Top-20

Depois de seis ingleses, dois irlandeses, um espanhol, um australiano, um francês e um dinamarquês, há fortes probabilidades de o 13.º Portugal Masters poder ser conquistado pela primeira vez, por Brandon Stone, um sul-africano, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura.

Após a penultima volta do único torneio português do European Tour, de 1,5 milhões de euros em prémios monetários, há dois sul-africanos nas duas primeiras posições, com Brandon Stone a liderar e cinco nos oito primeiros da classificação geral.

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Brandon Stone lidera o Portugal Masters após a 3.ª volta – Foto: Harry Trump / Getty Images

Brandon Stone já detém três títulos do European Tour

No topo do leaderboard surge Brandon Stone que, aos 26 anos, já detém três títulos do European Tour, com grande destaque para o Open da Escócia em julho do ano passado, um evento da Série Rolex, ou seja, um dos mais importantes da primeira divisão europeia.

«Hoje bati incrivelmente na bola. Acertei 18 greens (em 18), o que é fantástico. Tenho estado a trabalhar imenso com o meu treinador e percebi que estava a colocar demasiada ênfase em bater a bola direita, quando uma das minhas qualidades é a velocidade de taco e a capacidade de dominar os campos com a minha distância», disse Stone, depois de assinar uma volta de 66 pancadas, 5 abaixo do Par, pelo terceiro dia seguido.

O seu resultado total de 198 pancadas, 15 abaixo do Par, dá-lhe o comando por escassos 2 ‘shots’, uma vez que o seu compatriota Dean Burmester (70+65+65) e o inglês Oliver Fisher (65+65+70) vêm logo atrás. E, ao contrário de Stone, ambos necessitam de um bom resultado para se manterem no European Tour.

Os outros três sul-africanos com boas hipóteses de chegarem ao título estão todos empatados com 202 (-11), no grupo dos 5.º classificados, com o sul-coreano WangJeunghun (66+65+71). São eles George Coetzee (69+65+68), Haydan Porteous (68+65+69) e Justin Walters (65+66+71), um antigo vice-campeão do Portugal Masters.

O terceiro dia apresentou-se com bastante calor mas com um vento de claramente afetou o jogo. Mesmo assim, houve dois jogadores a fazerem uma boa volta de 65 (-6): Dean Burmester e o inglês Steven Brown que surge isolado no 4.º lugar com 12 abaixo do Par.

Tomás Silva e João Magalhães – Foto: Carlos Alves Sousa / Foto: United Photo Press

Tomás Santos Silva assinou o terceiro melhor resultado do dia

Foi, por isso, extremamente positivo para Tomás Santos Silva ter assinado o terceiro melhor resultado do dia, em 66 pancadas, 5 abaixo do Par, a sua melhor volta de sempre no Portugal Masters, igualada por outros quatro jogadores: o líder Brandon Stone, o inglês Matt Wallace que é o melhor classificado na Corrida para o Dubai de todos os concorrentes (5.º), o inglês Andy Sullivan que venceu este torneio em 2015, e o sueco Joakim Lagergren.

«Esta volta deve-se sobretudo à tranquilidade no trabalho, em casa, no ambiente fantástico, no caddie que também transmitiu-me muita tranquilidade, estava um excelente dia para se jogar. Havia bandeiras apertadas que eu costumo chamar de bandeiras para os gulosos e eu deixei que as oportunidades de birdie se criassem naturalmente em vez de ir à procura de criar oportunidades. Foi assim que fiz 6 birdies e 1 bogey, e 5 abaixo é um grande dia», disse o bicampeão nacional, que se vê pela primeira vez no top-20 de um torneio do European Tour (17.º), com um agregado de 206 pancadas, 7 abaixo do Par.

Tomás Silva está a carburar bem no ultimo mês

Uma classificação extremamente positiva para o jogador do Club de Golf do Estoril que era 87.º no final da primeira volta e 51.º quando terminou a segunda. Depois de um início de época menos bom, Tomás Silva está a carburar bem no ultimo mês: revalidou o título de campeão nacional, passou a Primeira Fase da Escola de Qualificação do European Tour no Bom Sucesso, em Óbidos, em 13.º (-1) e está a assinar a sua melhor exibição de sempre em torneios do European Tour.

«Não planeei estar a jogar bem nesta fase final da época. Nos últimos dois meses tivemos alguns torneios e penso que só estive duas semanas sem jogar. Não houve uma preparação específica para este torneio. O trabalho que tenho feito com o meu treinador (Steven Bainbridge) e com o meu ‘mental coach’ (Pedro Matos) foi de procurar sobretudo ter tranquilidade em campo e deixarem as coisas acontecerem naturalmente», acrescentou o português de Cascais, de 27 anos, que partiu o driver de há alguns anos há duas semanas e não deixou que isso o afetasse. Diga-se que o seu caddie, o ‘pro’ João Magalhães, tem ajudado bastante no bom ambiente evidente em campo.

Ricardo Melo Gouveia na 3.ª volta – Foto: João Lobato MR

Ricardo Melo Gouveia com o pior cenário possível

Se para Tomás Santos Silva ir jogar a Segunda Fase da Escola de Qualificação do European Tour, depois deste Portugal Masters, é já em si positivo, para Ricardo Melo Gouveia esse seria o pior cenário possível. O português melhor classificado na Corrida para o Dubai (167.º) perdeu ontem praticamente as esperanças de ganhar o seu primeiro título do European Tour e de garantir logo a manutenção na primeira divisão europeia.

Uma terceira volta em 70 pancadas, 1 abaixo do Par, não sendo negativa, foi insuficiente para levá-lo a atacar o top-10 como desejava e, pelo contrário, atirou-o para for a do top-30, para o 33.º lugar, com 208 pancadas, 5 abaixo do Par. «Ganhar já vai ser bastante difícil mas amanhã vou tentar fazer o melhor resultado possível e ver se consigo acabar nos cinco primeiros, mas terei de fazer uma volta bastante baixa para conseguir esse objetivo», disse o atleta olímpico.

Um top-5 no Portugal Masters (como o 5.º lugar que alcançou em 2017) levá-lo-ia a subir na Corrida para o Dubai para o top-145 que tem acesso direto à Final da Escola de Qualificação, isentando-o da Segunda Fase. Mas se o Portugal Masters terminasse agora, este 33.º lugar que ocupa iria apenas permitir-lhe subir para 164.º no ranking europeu.

Tiago Cruz na 3.ª volta – Foto: João Lobato

Tiago Cruz, que foi o melhor português em 9º lugar passou para …

Também no grupo dos 33.º classificados em Vilamoura está Tiago Cruz, que foi o melhor português durante as duas primeiras voltas e que até começou o dia no 9.º lugar. Foi um valente tombo na classificação que não se previa, até porque o antigo bicampeão nacional arrancou em força, com birdies nos buracos 1, 4 e 6, este último com o ‘shot’ do dia do torneio – uma bola tirada do bunker diretamente para o buraco! Nessa altura, Tiago Cruz estava com 10 abaixo do Par, a apenas 2 pancadas da liderança do torneio, mas foi o último birdie que fez. Em contrapartida sofreu bogeys nos buracos 7, 8 e 17, e 1 duplo-bogey no 16 para a sua pior volta da prova em 73 pancadas, 2 acima do Par.

Texto: Hugo Ribeiro
Fotos: Carlos Alves Sousa – United Photo Press / Harry Trump – Getty Images / João Lobato

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