“CANHÃO DE FAMALICÃO” REI E SENHOR
O “Canhão de Famalicão” tem estado com a pontaria tão finada em 2022 que as vitórias nas duas primeiras provas entre os Legends foram “assunto arrumado” e sem oposição.
Luís Silva “mais do que nas vitórias nos Legends, o meu foco está em lutar nos tempos pelo top 10 absoluto em cada rampa!”
Como tal, busca na “guerra” dos tempos à geral motivação extra para ir em busca de mais rapidez e competitividade.
Texto: VMotores
Fotos: Pedro Monserrate Lopes
Mais do que vitórias está o foco no Top 10 absoluto de cada rampa
Não existem dúvidas de que Luís Silva e o seu imponente BMW M3 formam um dos binómios mais populares dentro do vasto e rico plantel da Montanha nacional.
Em 2022, rumaram para o Campeonato de Portugal Legends de Montanha e Luís Silva refere que tal opção “se deu por querer um desafio diferente dos Turismos, tendo até em vista a possível participação no mesmo Campeonato Legends mas de velocidade”.
O famalicense estava “à espera de muita oposição.
Nestas duas primeiras provas o ritmo a que rodamos foi muito mais intenso do que o dos nossos principais concorrentes.
As duas vitórias acabaram por ser a consequência lógica do domínio que exercemos”.
No que se refere particularmente à 43ª Rampa da Penha Paisagem Protegida, o triunfo nos Legends foi avassalador.
Luís Silva, cognome de o “Canhão de Famalicão”
Fazendo jus ao seu cognome de “Canhão de Famalicão”, o piloto do BMW M3 rodou num patamar inalcançável para os demais, ficando mais focado na luta por uma presença no top 10 absoluto da tabela absoluta de tempos da prova. Iria terminar em 11º.
A sua melhor subida de prova foi a segunda, cravando no cronómetro a marca de 1:36.739, com mais nenhum dos muitos contendores dos Legends a lograr baixar do 1:50.
No agregado dos tempos das duas melhores subidas, Luís Silva terminou com um avanço de 27,3 segundos!
O piloto do BMW M3 da Famacroncret tem assim “via aberta” para o título no Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Grou.
Olhando para mais esta exibição e consequente resultado de topo, Luís Silva sente que “mesmo sabendo que ainda faltam seis provas para o términus da época.
Que tudo pode acontecer, desejando eu que a oposição nos Legends venha a ficar muito mais forte.
Gosto de competir taco-a-taco, no presente momento busco um extra de motivação na tentativa de ficar dentro do Top 10 na tabela absoluta de tempos.
Será com esse objetivo suplementar que abordarei a próxima prova na Arrábida”, que acontecerá nos dias 23 e24 de abril.
Quanto aos planos para a velocidade tiveram de ser alterados: “este ano, ao contrário do que sucedeu em épocas anteriores, a Montanha e as provas de velocidade que incluem os Legends vão ter duas datas coincidentes.
Assim já não poderei disputar o CPLV como pretendia, pois, darei sempre prioridade à montanha durante esta época”.
No entanto, o craque da Famaconcret não coloca de lado “fazer uma ou duas provas, se se proporcionar”.
