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Celebrar a República no sobe e desce de Rio Tinto

No término do mês de Setembro, o fim-de-semana foi vasto em provas. Seja na competição em trail, seja em estrada, muitas foram as provas que aconteceram na região norte de Portugal. Uma delas foi a Corrida da República que aconteceu na antecipação do feriado do 5 de Outubro e nada melhor que celebrar numa prova cheia de sobe e desce.

A corrida da República que neste ano celebrou a sua quinta edição aconteceu este Domingo (30) pelas 10:00 horas na freguesia de Rio Tinto e foi uma organização da EventSport e da Junta de Freguesia de Rio Tinto. Aos participantes foi apresentada uma manhã desportiva com uma corrida cronometrada na extensão de dez quilómetros e uma caminhada na distância de cinco quilómetros.

A equipa de Opraticante.pt esteve presente no evento e agora apresentamos as notas sobre como tudo decorreu.

Percurso exigente na Avenida da Conduta

A corrida da República teve partida e chegada junto à igreja matriz de Rio Tinto e aos participantes da corrida de dez quilómetros era apresentado quase na sua totalidade um percurso de ida e volta na Avenida da Conduta, a via que liga Rio Tinto a Gondomar.

Aos atletas era proposto um percurso exigente sob o ponto de vista físico e psicológico. Sob o ponto de vista físico já que havia um perfil de subida e descida e psicológico pois ao longo do percurso, longas eram as rectas e as subidas que se podiam ver na linha do horizonte.

O percurso começava em ligeira descida para uma ida a uma rua anexa à avenida da Conduta de forma a dar distância ao trajecto e se fazer o retorno para a via principal e logo aí o perfil era de subida até perto do terceiro quilómetro. Com algumas subidas leves pelo meio, o caminho até meio da prova era de boa velocidade e a compensar o que se perdeu nos quilómetros iniciais.

Feito o retorno, era tempo de voltar a sofrer e passar pelo comum ditado das provas, o que se desce, tem de se subir e do sexto quilómetro até perto do nono era sempre em subida e sempre com a inclinação no plano de vista. O último quilómetro de prova era o mais acessível com uma longa descida até a linha de meta.

Em suma, o percurso da corrida da República é um percurso desafiante e que exige aos atletas que façam bem a gestão das suas forças ao longo da prova, pois uma saída mais exasperada no inicio pode ser “a morte do artista” na fase de retorno.

Vencedores

Diogo Pinho vence 5ª Corrida da República

Quem participou na prova do ano passado e teve atento ao modo como começou a prova deste ano, certamente teve um flashback do ano passado pois a prova começou mais uma vez com o atleta do Sport Lisboa e Benfica, Pedro Ferreira a sair de imediato na liderança da prova e com a vitória praticamente na mão e pronto a celebrar a sua terceira vitória nesta prova. Mas quem anda nestas lides sabe dos azares que podem acontecer e o atleta benfiquista sofreu uma lesão nos primeiros quilómetros da prova e abandonou.

Com este abandono, a prova tinha então um vencedor incerto quase até final já que na passagem do quilómetro sete, a liderança era discutida entre Diogo Pinho do Nascidos para Correr e Renato Sousa do AD Rio Largo SC Espinho. No final, a vitória foi para Diogo Pinho que venceu de forma isolada com 33:57min. Na segunda posição ficou então Renato Sousa com 34:25min e a fechar o pódio Duarte Rodrigues do Maia AC com 35:12min.

Diana Sousa vence na competição feminina

Na vertente feminina da prova, a grande vencedora foi Diana Sousa do Centro Ciclista de Gondomar com um tempo de 39:14min. Recorde-se que na edição transacta, a atleta do clube gondomarense tinha alcançado a segunda posição. A completar o pódio ficou Niata do Ginásio Clube de Bragança com 40:08min e Filipa Vieira do Aminhacorrida com 43:16min.

Vencedores por escalão

A prova teve vencedores por escalões, os vencedores foram os seguintes:

Na vertente masculina venceram Diogo Pinho da Nascidos para Correr (Seniores), Paulo Rocha da RunRiver-Escola Atletismo de Rio Tinto (Vet35), Rui Gomes da Douroconta – Gabinete de Apoio e Contabilidade (Vet40), Antonio Sousa da Ripolins Grijó a Correr (Vet45), Paulo Reis do Sporting Clube de Espinho / António Leitão (Vet50), José Cabral da Juntos somos UM (Vet55) e António Graça da Nascidos para Correr (Vet60).

Na vertente feminina triunfaram Diana Sousa do Centro Ciclista de Gondomar (Séniores), Conceição Tenda do Sporting Clube de Espinho / António Leitão• (Vet35), Sandra Cardoso do Baguim Runners (Vet40), Emília Santos do ACD São João da Serra (Vet45), Maria Coelho (Vet50), Ana Barbosa do Invicta Runners Team (Vet55) e Adelaide Veludo (Vet60).

Adelaide Horta – Invicta Runners team, Adelaide Veludo – Individual e Filomena Soares – OPraticante.pt o pódio F60

Equipa Opraticante.pt em grande número e com um pódio

A equipa de Opraticante.pt esteve representado na 5ª corrida da República com seis atletas. Destaque para o terceiro lugar no escalão F60 por parte de Filomena Soares com um tempo de 1h14. Eis os restantes resultados da equipa: Nuno Fernandes (276º geral / 76º sénior) – 55:51min, José Martins (305º geral / 42º Vet35) – 58:02min, Susana Rodrigues (340ª geral / 9ª Vet40) – 01:00:47min, Patrícia Silva (407ª geral / 17ª Vet35) – 01:11:26min e Milene Santos (408ª geral / 26ª sénior) – 01:11:27min.

José Martins, Patrícia Silva, Susana Rodrigues, Milene Santos e Nuno Fernandes os restantes elementos que constituíram a equipa de OPraticante.pt

Mais uma excelente organização da EventSport

A 5ª corrida da República mostrou mais uma vez o poder de organização da promotora da prova, a EventSport. Com a partida e chegada da prova junto à igreja matriz de Rio Tinto, o largo adjacente à igreja estava bem composto com toda a logística e valências para a prova. Casas de banho, secretariando, guarda-roupa, espaço para receber o abastecimento final, espaço para receber a medalha de finisher, stands de patrocinadores, espaço de massagens. Muitas eram as valências ao dispor dos atletas e quando assim é a prova tem tudo para ser um sucesso.

O secretariado como sempre foi expedito na hora de levantar o dorsal, aos atletas era entregue um saco branco com o dorsal mais chip, folhetos promocionais e uma t-shirt técnica florescente alusiva ao evento. Após a prova, para além da medalha finisher, o abastecimento era composto por águas, banana e barra de cereais. Para um preço de inscrição de oito euros, o que foi entregue aos atletas esteve a bom nível.

A animação tomou conta do largo da igreja

Chegados ao local do evento uma hora antes do inicio da prova, já o rebuliço dominava o cenário. A música já se fazia sentir e os atletas na azáfama para levantarem o dorsal e se equiparem para a prova. Os participantes da caminhada iam chegando e já ansiavam pelo aquecimento que foi dado no palco presente no local. Esta parte do evento é essencial pois é a forma de quem vai caminhar aquecer para a sua caminhada e também o chamariz para se agregar todos no local para a partida.

Tive a oportunidade de entrar na box de partida quase em cima da hora e foi possível ver que o local estava muito bem composto tanto a nível de corrida como de caminhada e as duas com os seus espaços definidos.

Após a prova, foi bom ver que o largo se encheu de atletas e caminheiros para assistirem à entrega de prémios e aplaudirem os vencedores. Assim, o atletismo é bonito.

Prova com pouco público

Como mencionado, a prova decorreu na Avenida da Conduta e como tal não se podia esperar uma grande moldura humana presente nas bermas da estrada. Em muitos pontos da estrada, não há habitações, somente vegetação e como tal não se podia ter o aplauso do público.

Contudo, em certos pontos do percurso nomeadamente na zona mais habitada que coincida com as piores subidas do percurso, e onde existem alguns estabelecimentos comerciais, as pessoas estavam presentes na berma da estrada a incentivar e no último quilómetro da prova ainda se viram alguns espectadores a darem o seu incentivo.

Avenida da Conduta em obras…

Algo que não passou despercebido durante a prova, foi as obras que se estão a realizar ao longo da Avenida da Conduta e como tal em alguns segmentos do percurso teve-se que correr entre estas obras.

No que toca à postura da organização em relação ao percurso seguiu-se a mesma linha do que estava na partida/chegada com tudo bem organizado. Todos os cruzamentos estavam fechados por autoridades (alguns bem simpáticos a incentivarem os atletas), a quilometragem e locais de abastecimento estavam todos sinalizados.

Em relação aos abastecimentos da prova, e devido ao facto da ida e volta ser na mesma via, os abastecimentos foram vários e mesmo que a temperatura para se correr não estivesse elevada.

Na parte final da prova, foi visível a separarão de vias entre a corrida e a caminhada de modo a evitar acidentes.

Mais uma corrida da República, mais uma bela medalha

Tal como na edição do ano passado, quem finalizou a prova recebeu uma medalha finisher que só podemos elogiar pela sua beleza e detalhe naquele que foi mais um trabalho de qualidade da Oficina das Medalhas.

Corrida da República, uma prova que já é uma certeza

Como mencionado no inicio deste artigo, o fim-de-semana foi marcado por muitas provas na região norte e algumas já de créditos firmados e a antevisão desta prova podia alterar a adesão na prova.

Mas, olhando aos números finais, um total de 422 finalizadores, podemos dizer que a mudança de data foi um sucesso e em nada beliscou a afluência pois é um número semelhante ao do ano passado e se formos ao detalhe até superior.

Com este dado, podemos dizer que a corrida da República é já uma prova de créditos firmados na zona em que se realiza e com a excelente capacidade organizativa da EventSport poderá crescer cada vez mais e atrair mais atletas.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: EventSport

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