Privacy Policy Page
Privacy Policy Page
Coluna Dto
Coluna Dto
Coluna Dto
Coluna Esq
Coluna Esq

Douro e o Vinho fizeram a festa na mais bela corrida

O último Domingo do mês de Maio é por norma o dia de uma das maiores provas do calendário de atletismo português. Atletas de todo país rumam a norte para passarem um fim de semana numa das zonas mais emblemáticas de Portugal e participarem na Meia Maratona do Douro Vinhateiro. Anunciada como a mais bela corrida do Mundo, poucos podem discordar deste cognome, pois a companhia é o rio Douro e as suas magnificas encostas com as suas características vinhas.

Meia Maratona Douro Vinhateiro

A 14ª EDP Meia Maratona Douro Vinhateiro, primeira etapa do circuito Running Wonders – Meias Maratonas em Patrimónios Mundiais aconteceu Domingo (26) de Maio e foi uma organização da GlobalSport em parceria com a Câmara Municipal de Peso da Régua.

A compor o evento estiveram três provas, a Meia Maratona com 21,097 km (distância oficial com medidas regulamentares, certificadas pela Federação Portuguesa de Atletismo), uma Minimaratona com seis quilómetros cronometrada, a caminhada na mesma distância somente com fins lúdicos e uma Meia Maratona (21 km) em Cadeira de Rodas, prova exclusiva no circuito EDP Running Wonders 2019 e autorizada pela Associação Nacional de Atletas em Cadeira de Rodas (ANACR), estando por isso incluída no seu calendário nacional.

A equipa de OPraticante.pt esteve presente no evento e agora apresentamos todas as notas como decorreu o evento.

 

Percurso de beleza ímpar, mas marcado pelo calor

A partida da prova acontece no tabuleiro da barragem de Bagaúste e termina no centro do Peso da Régua que este ano é a Cidade Internacional do Vinho e da Vinha. Anunciada como a mais bela corrida do Mundo, de facto poucos podem discordar disso pois não é todos os dias que se corre sempre com o Rio Douro como companhia e onde somos como que absorvidos pela beleza do percurso e nos sentimos como que impotentes e engolidos perante a imponência da altura das encostas que ladeiam o rio e a consequente a estrada onde a prova se desenrola. Só quem participa nesta prova pode experienciar essa sensação.

Na caixa de partida da prova, foi recorrente ouvir entre os atletas que os primeiros oito quilómetros da prova eram acessíveis pois eram “sempre a descer”. Na verdade, não é bem assim! Olhando ao perfil do percurso podemos dizer que está adequado à paisagem circundante, um percurso calmo que em certos troços complica-se. É como as águas calmas do Douro que ali estão, mas que em certos momentos se agitam!

 

Percurso apresenta faceta dupla

A prova desenrola-se na estrada nacional 222 e a primeira mão de quilómetros é de facto em toada de descida até Folgosa do Douro. Entre o quilómetro seis e dez o percurso apresenta faceta dupla com uma ligeira subida e depois concedente descida pois ao quilometro oito acontece o retorno da prova e onde os atletas podem contemplar do outro lado da margem do Douro o desaguar do rio Ceira.

O segundo momento da prova podemos considerar que seja desde a passagem ao décimo quilómetro de prova até ao ponto de início da prova lá no topo da barragem de Bagaúste e de facto os atletas têm que saber controlar este momento de prova e onde os quilómetros treze e catorze são os mais problemáticos de um segmento de cinco quilómetros em toada de subida que vai castigando os atletas.

O último segmento da prova é o mais acessível e ideal

O último segmento da prova é o mais acessível e ideal para os que conseguiram gerir as suas forças possam dar tudo pois é sempre em toada de descida desde a barragem até ao centro do Peso da Régua. O único ponto desagradável é a subida à antiga ponte da Régua por onde os atletas atravessam para a outra margem do rio e depois serem engolidos no último quilómetro de prova pela multidão que neste dia sempre enche as ruas da cidade.

 

Um percurso interessante e equilibrado

O percurso da meia maratona do Douro Vinhateiro é um percurso interessante e equilibrado. Para um atleta que saiba gerir bem ao longo de todo o percurso, é uma prova para boas marcas. Podemos dizer na verdade que a principal dificuldade colocada aos atletas não está no perfil do percurso em si, mas nas condições climatéricas que se fazem sentir.

Tal como a paisagem da zona que sofre as agruras das condições climatéricas, os atletas ao longo do percurso também são sujeitos a essas condições e o factor comum a quase todas as edições da prova é o calor que os atletas são sujeitos na prova. Na edição deste ano, o calor não foi de trintas e tais, mas mesmo assim fez-se sentir e castigou os atletas que em certos pontos de percurso procuravam incessantemente pontos de sombra para se refugiarem.

Paulo Paula

Paulo Paula vence 14ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro

A prova foi animada desde o tiro de partida. Desde início que Bruno Moniz tomou a dianteira da prova, mas acabou por ser alcançado por um grupo de sete elementos. A comandar esse grupo estava Paulo Paula da Run Tejo. O atleta olímpico brasileiro foi impondo um ritmo que fez com que o grupo fosse perdendo elementos.

Paulo Paula acabou por se isolar na descida para a Régua e acabou por vencer a prova com 1h04min59seg, naquele que foi o melhor tempo da prova desde 2012. Na segunda posição ficou o vencedor das duas últimas edições Licínio Pimentel do Sporting Clube de Portugal com 1h05min29seg e na terceira posição Nuno Lopes com 1h05min51seg.

Em declarações à imprensa, Paulo Paula afirmou que esta prova estava no seu plano de preparação e que as condições climatéricas que se fizeram sentir favoreceram-no devido a ser oriundo de uma zona do Brasil muito quente. Para além disso, o vencedor da prova congratulou-se com o tempo obtido e onde disse que nesta fase da carreira corre mais com cabeça do que com as pernas.

Emília Pisoeiro

Emília Pisoeiro vence competição feminina

No que toca à competição feminina da prova, esta não teve tanta emoção como a do sector masculino. A prova foi dominada de princípio a fim por Emília Pisoeiro do Recreio Desportivo de Águeda que terminou a prova com 1h15min04seg. A completar o pódio ficaram Carla Martinho do Recreio Desportivo de Águeda com 1h16min02seg e Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros com 1h16min45seg.

Marisa Barros

Falando aos jornalistas, a vencedora da prova mencionou que foi uma prova que lhe correu bem já que dominou e controlou sempre o ritmo da prova e que sofreu um pouco com o calor que se fez sentir.

Vencedores por escalão

A prova teve vencedores por escalão e estes foram os seguintes:

Na competição masculina triunfaram André Magalhães (Juniores), Nuno Lopes (Seniores), Paulo Paula da Run Tejo (Vet35), Licínio Pimentel do Sporting Clube de Portugal (Vet40), António Silva dos Nascidos para Correr (Vet45), José Silva do Grupo Desportivo A Ronda (Vet50), Ulisses Lopes do CPT Bairro de Carcavelos Synergie (Vet55) e Pedro Terra do SSP Município São João da Madeira (Vet60).

Na competição feminina venceram Emília Pisoeiro do Recreio Desportivo de Águeda (Seniores), Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros (Vet35), Carla Martinho do Recreio Desportivo de Águeda (Vet40), Dulcínea Silva (Vet45), Lídia Pereira do Gdr Granja – Trutas Mau (Vet50) e Paula Andrade do Grupo Desportivo Dos Ferroviários De Campanhã (Vet55).

 

Meia Maratona em Cadeira de Rodas

Na competição de desporto adaptado, o vencedor da meia maratona em cadeira de rodas foi Alexandrino Ribeiro ao terminar a prova com 55:12min. A completar o pódio ficaram Alberto Batista com 1h03min16seg e Fernando Mendonça com 01:39min54seg.

 

Minimaratona

A prova de seis quilómetros que complementou o evento, teve neste ano uma vertente competitiva. No sector masculino o vencedor foi Bruno Silva com 17:53min e no sector feminino triunfou Daniela Gregório com 21:07min.

Tiago Lopes – OPraticante.pt de camisola preta

OPraticante.pt sobe ao pódio

A equipa do OPraticante.pt obteve um lugar no pódio no escalão de VET 60 da meia maratona com Adelaide Veludo a subir ao segundo lugar classificação ao terminar a prova com 2h08min37seg. A completar a equipa estiveram na meia maratona Tiago Lopes (450º geral / 94º sénior ) – 01:38:36, José Saraiva ( 538º geral / 69º Vet50 ) – 01:40:51, Paulo Botelho ( 769º geral / 133 Vet45 ) – 01:45:40 e Nuno Fernandes (2052º / 380º sénior ) – 02:09:30. Na mini maratona participaram Helena Santos ( 343º geral / 64ª sénior) – 38:56min e Filomena Soares (355ª geral / 5ª Vet60) – 40:23min.

Adelaide Veludo, Filomena Soares e Nuno Fernandes que representam a equipa de OPraticante.pt, com Helena Santos uma das premiadas do sorteio efectuado por este projecto e que também representou OPraticante.pt

Os premiados

Helena Santos declarou à nossa equipa de reportagem, que “fiquei muito feliz por ter sido uma das premiadas do passatempo efectuado conjuntamente pelo OPraticante.pt e a Globalsport, que a prova é maravilhosa, e ficou cativada a voltar a participar na mesma“.

José Saraiva, premiado no sorteio de OPraticante.pt

José Saraiva outro dos premiados referiu “Agradeço a OPraticante.pt o sorteio efectuado em queacabei premiado com um dorsal e à organização pela excelente prova que nos proporcionou. Obrigado a todos, continuem o excelente trabalho.
Obrigado pelos muitos abastecimentos ao longo do percurso.
Obrigado ao Staff.
Parabéns !!!!

Paulo Botelho, premiado no sorteio de OPraticante.pt

 

Relativamente a minha prestação superou as minhas expectativas, pois fiz o segundo melhor tempo de uma meia maratona.
Uma primeira parte da prova mais rápida e uma segunda parte mais em gestão, pelo fato de se estar a sentir mais calor. Adorei a prova e quero repetir.
Organização extraordinária, uma moldura humana enorme, abastecimentos adequados ao calor que se estava a fazer e uma paisagem lindíssima, pois sou natural do distrito de Vila real.
Para o ano espero repetir e de preferência representar-vos” comentou Paulo Botelho sobre a sua prestação e o sorteio em que foi premiado.

Evento de grande exigência logística

Participando pela primeira vez nesta prova fiquei genuinamente impressionado com o aparato que estava instalado na marginal junto ao rio no Peso da Régua. Cedo na manhã e já os acessos para a avenida tinham sido encerrados e como tal tivemos de nos deslocar para o local a pé. Muitos eram aqueles que já se equipavam nos seus carros ainda longe do centro.

Chegados ao centro dá-se o encontro com o local onde seria a chegada da prova, onde se destaca a recta da meta e com o característico pórtico de chegada e o tapete verde que é imagem de marca deste circuito Running Wonders.

Tudo estava irrepreensivelmente isolado

 

 

Tudo estava irrepreensivelmente isolado. A caminho do secretariado, passa-se pelo local onde será o local para o comentário da transmissão televisiva. Com o aproximar do secretariado, cada vez mais eram os atletas que se misturavam numa mescla de cores, mas onde o amarelo das camisolas dos participantes na minimaratona destacava-se.

O secretariado era no piso superior do Museu do Douro e um grande número de voluntários a atender os atletas não permitia grandes filas de espera e depressa tínhamos o dorsal em mão para levantar o kit de prova, que era entregue em baixo junto aos stands de patrocinadores. De igual modo, o levantamento do kit de atleta foi sem demoras. Aos atletas da meia maratona era entregue um saco alusivo à prova com chip e dorsal, uma t-shirt técnica alusiva à prova em tom bordou, uma garrafa de vinho tinto, folhetos promocionais, barra energética e amostras de cremes.

Uma belíssima medalha finisher premiou o esforço

Após a prova os atletas recebiam para além de uma belíssima medalha finisher, uma garrafa de vinho do Porto e um saco de abastecimento final com barra energética, frutas, águas e leite. Para um preço de inscrição que rondou entre os 14 a 20 euros, o que os atletas recebiam está a um nível muito bom.

Para quem ainda não tivesse ficado impressionado com a afluência a este evento, teria no passo seguinte uma forma de o ficar pois tinha-se que apanhar o transporte para a partida na barragem de Bagaúste e isso podia ser por via de comboio ou por via de autocarro e aqui nesta zona e apesar da grande afluência de transportes, a fila de espera era longa, mas sempre em movimento.

De notar que os atletas tinham à disposição a valência de guarda-roupa para guardarem os seus pertences antes de rumarem à partida o que é sempre bom para uma prova desta envergadura.

 

Um mar de gente na barragem

Depois de uma curta viagem até junto da barragem, era impressionante ver o mar de gente que ali estava presente. No acesso ao tabuleiro da barragem estava um dos pontos negativos a meu ver com os atletas da meia maratona a terem o acesso através de um espaço exíguo e apertado tendo em certos momentos de fazer equilibrismo numa berma do passeio, já os participantes da minimaratona tinham todo um espaço de grande dimensão para aceder à caixa de partida. Porque não colocarem os participantes da prova secundária na entrada da barragem onde há espaço para isso até que saia a meia maratona e depois estes tenham o grande destaque que merecem.

Após a prova, tudo estavam também a um nível muito favorável com um espaço isolado onde os atletas podiam receber o seu abastecimento final já com a sua medalha ao peito. Para além das ofertas oficiais, os atletas podiam usufruir de abastecimento de isotónico, de cerveja, tudo oferta dos patrocinadores.

Num espaço lateral, era possível também usufruir gratuitamente do espaço de massagem e não muito afastado do local havia espaço para banhos. Neste ponto, algo a registar pela negativa foi os atletas que chegaram depois das duas horas de prova, não tiveram a oferta da garrafa de vinho do Porto pois o stock já tinha sido esgotado.

Prova com grande nivel de organização

Não haja dúvida, organizar uma prova deste calibre, requer uma máquina bem oleada e com uma equipa que sabe o que faz, tirando umas falhas que, diga-se acontecem, em todos os eventos, esta prova tem um nível de organização a roçar o exemplar e do melhor que se vê no país.

Preocupação com os atletas durante o percurso

Já participei em provas em que o abastecimento era nulo, já participei em meias maratonas em que o abastecimento era somente água, portanto posso dizer por experiência vivida que esta prova tem um excelente abastecimento aos atletas durante o percurso e onde é manifestamente visível a preocupação para com quem participa na prova.

A prova teve abastecimentos a cada 2.5 quilómetros. Começou com água nos primeiros abastecimentos, depois havia isotónico, laranja e redbull nos diversos abastecimentos ao longo do percurso. Ao quilómetro 17.5 havia ainda esponjas molhadas e ao quilómetro 20 aquele cálice de vinho do porto para dar aquela última forcinha para o último quilómetro.

Em vários pontos do percurso, nomeadamente nas aldeias do primeiro segmento de prova, havia pontos de água para refrescar os atletas, ora pelos populares, ora pelos bombeiros. O calor que se fazia sentir era muito, mas a vontade de refrescar os atletas era mais forte.

 

Mau civismo de alguns atletas

Se elogio a capacidade dos abastecimentos colocados em prova, também tenho de fazer nota que somente no abastecimento do quilometro dez e quinze havia local para depositar as garrafas e latas e nos abastecimentos onde havia laranja, os atletas mais atrasados tinham que redobrar atenção pois o chão estava totalmente cheio de cascas de laranja que eram um perigo pois podiam originar quedas.

O mesmo se passou ao quilómetro 17.5 onde eram entregues esponjas molhadas. Se no caso de não haver espaço para lixo nos abastecimento, a culpa será da organização, o facto da estrada estar cheia de cascas de laranjas, já é culpa do mau civismo de alguns atletas, para não falar já dos inúmeros atletas que se viram a atirarem garrafas para o meio da vegetação na beira da estrada em vez de as colocarem na berma.

No que toca ao isolamento do percurso, este esteve irrepreensível. Todos os cruzamentos isolados, tudo indicado e sinalizado com placas informativas. Faixa da meia maratona e minimaratona separadas nos últimos quilómetros. Nenhuma falha a apontar neste aspecto.

Dois eventos num só evento!

Não haja dúvidas quem participa neste evento fica impressionado com a moldura humana que este tem. Podemos dizer sem margem para dúvidas que se há atletas que guardam com antecedência esta prova no seu calendário, quem participa nas caminhadas também o faz. Sente-se algo que pouco se vê nos outros eventos.

São famílias inteiras que vão a esta prova! Convivendo com alguns caminheiros na ida para o ponto de partida foi possível ver a animação. Para muitos, não contentes só com os seis quilómetros de percurso até fazem o percurso de ida para a barragem a pé como era possível deslumbrar na viagem.

Em termos de ambiente, esta prova é fantástica. Ao longo do percurso, na primeira parte da meia maratona muitos são os populares presentes a apoiarem na beira da estrada e até algumas freiras de um convento das proximidades. E aquele vinho que estava a ser servido aos atletas por alguns pescadores que estavam na beira da estrada ao km 12?

Forte apoio dos presentes na beira da estrada

Se no último quilometro de prova, os atletas da meia maratona mais atrasados são brindados com um forte apoio dos presentes na beira da estrada, destaque também para os grupos populares presentes, a começar pelos tocadores de concertina na entrada da ponte.

Para os primeiros classificados da prova principal, os últimos quilómetros da prova devem ser de arrepiar com o tamanho apoio que os caminheiros transmitem á sua passagem.

Meia Maratona do Douro Vinhateiro – Um marco no atletismo nacional

A Meia Maratona do Douro Vinhateiro é uma prova que digo sem dúvida nenhuma que deve ser uma prova que todo o atleta deve participar. O ambiente que se vive neste evento é algo pouco visto no atletismo nacional e é fantástico.

A prova deste ano teve uma afluência de 2961 atletas finalizadores na meia maratona, um número deveras superior aos 2289 do ano passado, mas ainda longe do recorde da prova de 3775 no ano de 2016. No que toca à prova cronometrada de seis quilómetros teve uma afluência de 499 atletas.

Com estes números, com uma organização muito calejada em organizar provas de qualidade e poucas falhas apresentadas, com os atletas a serem bem-recebidos e a terem ao seu dispor todas as valências para uma grande prova, não há dúvidas que esta prova está no top das melhores meias maratonas nacionais e já é uma prova marcante do atletismo nacional.

Corrida dos Conquistadores será a próxima prova

A próxima prova do circuito Running Wonders acontece no próximo mês no dia 23 em Guimarães com a corrida dos Conquistadores. Mais informações sobre a prova.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: RUN 4 FFWPU

Sobre o Autor

Artigos relacionados

Deixe uma Resposta