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Luís Costa Vice-Campeão da Taça do Mundo

Luís Costa participou na Taça do Mundo de Paraciclismo em Baie-Comeau, Canadá, último evento de 2018 dessa competição, onde se sagrou vice-campeão da Taça do Mundo e ouvimos as suas declarações.

Luís Costa com possibilidades de conquistar a Taça, obtêm titulo de vice-campeão da Taça do Mundo

“Parti para a mesma no 4º lugar da classificação geral da minha classe, mas ainda com possibilidade de lutar pela conquista da Taça. Tudo dependia dos meus resultados, bem como dos resultados de outros atletas presentes. Infelizmente obtive apenas o 4.º lugar, tanto no contrarrelógio como na prova em linha, e o atleta australiano Stuar Trip venceu ambas.

Isso nas contas finais fez com que ele levasse para casa a Taça, enquanto eu tive que me contentar com o 2.º lugar da classificação geral. Não é mau ser o vice-campeão da Taça do Mundo, tal como já aconteceu em 2016, mas é sempre frustrante ficar tão perto da conquista de um título tão importante.”

Sporting Clube de Portugal suporta deslocação

“De qualquer modo, fiz pontos muito importantes para o ranking mundial, onde deverei ficar no 4.º lugar da minha classe, bem como para o ranking das nações, o que poderá ser um grande contributo para que Portugal garanta já no final de 2018 uma vaga para o paraciclismo nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020 e ficando com boas hipóteses de conquistar mais vagas nos dois anos que faltam.

Queria salientar que só pude lutar por este título na Taça do Mundo até ao fim porque o clube que represento, o Sporting Clube de Portugal, suportou na íntegra a minha deslocação ao Canadá. Nos primeiros dois eventos da Taça do Mundo, na Bélgica e na Holanda, representei a Equipa Portugal, mas para esta etapa final a Federação Portuguesa de Ciclismo já não tinha verba.”

Patrocínios diminuem à medida que as conquistas aumentam

“É lamentável e só demonstra que o paraciclismo ainda não é devidamente reconhecido neste país, apesar das minhas oito medalhas em Taças do Mundo (quatro de prata e quatro de bronze), tendo sido vice-campeão desta competição por duas vezes, bem como também conquistei uma medalha de bronze no Campeonato do Mundo em 2017.

Um currículo internacional destes noutra modalidade provavelmente teria outro impacto, mas no paraciclismo não. Até os patrocínios diminuem à medida que as conquistas aumentam, o que não deixa de ser irónico. Para terem uma ideia, em 2018 tive cerca de 1/3 dos apoios particulares que tive em 2017.

A viagem de regresso do Canadá foi atribulada, perdi o voo programado, por negligência da companhia aérea e ainda por cima deu-se o extravio da bagagem, handbike incluída, o que me impediu de chegar a Alcobaça a tempo de participar na última prova da Taça de Portugal de Paraciclismo.”

Circuito de São Bernardo em Alcobaça

“Mas ainda cheguei a tempo da cerimónia de entrega de prémios no Circuito de São Bernardo , em Alcobaça e assim recebi a Taça de Portugal da minha classe, que já garantira antecipadamente. Esta época está concluída para mim. Não foi perfeita, teve altos e baixos, falhei o objetivo principal que era a conquista de medalhas no Campeonato do Mundo, mas fiquei perto, com um 4.º lugar.

Luís Costa e Flávio Pacheco – vencedores da Taça de Paraciclismo

Agora vou relaxar um pouco e daqui por algum tempo começo o trabalho de preparação da época de 2019, que tenho fé será bem melhor do que esta. Obrigado ao meu clube, à Federação Portuguesa de Ciclismo, aos meus patrocinadores e a todos os que diariamente me dão força e acreditam em mim, especialmente a minha companheira Inês Neves, o meu pilar nesta guerra que é a alta competição.

Até breve.” despediu-se Luís Costa

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