Mafalda Marques conquista Bronze

marchaMafalda Marques conquista Bronze para a Casa do Povo de Corroios.

Na Vila da Batalha, a Casa do Povo de Corroios esteve de novo em evidência na Marcha Atlética, desta vez nos Campeonatos Nacionais de Marcha Atlética, que se realizaram ontem, dia 27 de Fevereiro nesta bonita Vila.

 

A estes Campeonatos a Casa do Povo, apresentou em sua representação, quatro marchadores que a dignificaram muito bem, assim como ao Concelho do Seixal e ao Distrito.

Mafalda Marques conquistou mais um excelente 3º Lugar nos 10 Kms Marcha em Juniores Femininos, com a marca de 56’ 40”, que lhe valeu mais uma Medalha de Bronze, à sua frente ficaram Carolina Costa – COP – 52′ 04 e Catarina Anastácio – CDRR – 56′ 20.

Mais azarados estiveram os seus colegas, que apesar de terem feito óptimas provas, dois com recordes pessoais, ambos ficaram à beira do Pódio, o Júlio Téran 4º Classificado nos 10 Kms em Juvenis (51’46”), e o Ricardo Bernardino que fez aqui a sua primeira Prova da época, vindo de uma lesão, deixou excelentes indicações para o resto da época ao obter um surpreendente 5º lugar nos juniores, com uma marca de 52’ 10”, muito perto do seu melhor registo, obtiveram o pódio Paulo Martins – Sporting CP – 47′ 35, Rodrigo Marques – COP – 48′ 01 e Rúben Santos – CFOD – 48′ 01.

O André Antunes também 4º Classificado nos 10 Kms nos Júniores com 51’ 48”, com a vitória a ser obtida por Vitor Ramos – SL Benfica – 47′ 02, seguido de Vitor Cabral – CFOD – 49′ 40 e Pedro Amaral 51’37.

Inês Henriques, do CN Rio Maior, e Pedro Isidro, do SL Benfica, conquistaram os títulos nacionais de 20 km de estrada por ocasião dos campeonatos disputados no sábado (27 Fev.) na Batalha, em condições atmosféricas adversas, especialmente pela chuva (com granizo) e pelo frio, cujas provas tiveram um incompreensível programa horário definido pela FPA que levou a que todos os concorrentes terminassem, como esperado, já de noite. Lamentável!

Nos 20 km femininos, Inês Henriques, com 1.30.52, obteve o seu terceiro título na distância depois de 2009 e 2011, assumindo o controlo ainda antes dos 10 km, na ocasião à frente da grande favorita, Ana Cabecinha, que chegou a liderar isolada. Contudo, um infeliz acidente ainda antes da prova se iniciar (queda a descer escadas) levou que a atleta do CO Pechão desistisse cerca dos 15 km, tendo sido assistida no local pelos bombeiros e posteriormente pelo INEM que a transportou ao hospital de Leiria tendo-lhe sido diagnosticado um traumatismo torácico. Mais de três minutos depois de Inês Henriques finalizavam as atletas do Leiria MA, que venceu coletivamente, Susana Feitor, com 1.33.34, e pouco depois, Daniela Stoffel Cardoso, com 1.33.46, recorde pessoal (antes 1.34.13) e que assim, agora de forma válida, junta-se às atletas com marcas de qualificação para o Rio 2016. Mara Ribeiro, do SL Benfica, foi a 6.ª da geral e a 1.ª sub-23 com 1.39.30, recorde pessoal por 3 segundos. Antes, na 5.ª posição, cortava a meta a primeira benfiquista, a lituana Kristina Saltanovic, com 1.36.16.

Nos 20 km masculinos, Pedro Isidro, com 1.25.08, ganhou o seu 1.º título nacional sénior e obteve a sua 2.ª melhor marca de sempre, desta vez superiorizando-se, na parte final, e por três segundos, ao campeão de 2015, Sérgio Vieira (1.25.11) também do SL Benfica, clube que venceria coletivamente os campeonatos de seniores. Miguel Rodrigues, do CN Rio Maior, com 1.31.39, fechou o pódio absoluto nacional e alcançou o título sub-23. Esta prova contou com a presença de atletas estrangeiros, a competirem extra campeonatos, nomeadamente o norueguês Erik Tysse, o primeiro a cortar a meta, com 1.24.21, o seu compatriota Haavard Haukenes (4.º na geral, 1.26.19) e o italiano Teodorico Caporaso (5.º, 1.28.02).

Nas provas de 10 km para sub-20, em simultâneo com os 20 km, venceram individualmente Carolina Costa (CO Pechão, 52.04 em estreia na distância) e Vítor Ramos (SL Benfica, 47.02). Não houve qualquer equipa classificada.

Nas provas para sub-18, de 5 km femininos e 10 km masculinos, os registos dos vencedores, Inês Reis, do Penta CC, com 25.00, e Paulo Martins, do Sporting CP, com 47.35, constituem recordes pessoais e os esperados mínimos de participação para os europeus da categoria em Tbilisi, na Geórgia no próximo mês de julho (25.00/48.00). Referência ainda para Rodrigo Marques (CO Pechão), a 1 segundo do mínimo (48.01), e para Rúben Santos (CO Oliveira Douro, 48.32), também com melhores marcas pessoais. Os clubes do Algarve, CO Pechão em femininos e CA Tunes em masculinos, obtiveram os títulos coletivos.

Finalmente nas provas para veteranos, Sandra Silva (W40, GRECAS), com 24.42 nos 5 km femininos, e Augusto Cardoso (M45, ACR Senhora do Desterro), com 47.03 nos 10 km masculinos, foram os vencedores absolutos e campeões nas suas categorias etárias. Outros títulos obtidos: W35, Felicidade Rosa (CAG, 27.29), W45, Anabela Moreira (COP, 27.36), W60, Maria Orlete Mendes (CAG, 30.20), W55, Helena Rodrigues (CATunes, 33.47) e W50, Maria José Dias (GDPCD, 34.13) nos femininos, M55, Francisco Reis (CAG, 50.13), M50, Henrique Santos (GDD, 52.52), M40, Luís Bidarra (CAS, 54.37), W60, José Magalhães (ACA,54.40) e M35, Carlos Pereira (GDPCD, 1.16.34) nos masculinos. Coletivamente o Centro de Atletismo das Galinheiras, colectividade de Lisboa, venceu em masculinos e femininos, neste último caso com o mesmo número de pontos que o GDP Chão Duro (Setúbal).

Sendo verdade que difíceis condições atmosféricas complicam a organização de um evento, contudo, não é compreensível que num campeonato nacional de marcha continuem a acontecer problemas de vária ordem, como por exemplo, a chegada noturna dos atletas de 20 km dificultando a avaliação regulamentar dos juízes de marcha, os atrasos no início das provas e também muito consideráveis nas premiações, etc., finalizando-se o programa com a total ausência de resultados (desta vez até houve «chips»), apenas disponíveis via internet e no dia seguinte. A menos que não se queira reconhecer, urge repensar as organizações federativas, e em particular das provas de marcha.

Jorge Vieira reconheceu antes da realização do Campeonato Nacional de Marcha, ontem realizado na Batalha, que os melhores atletas portugueses não estarão ainda num pico de forma: “Não seria bom que estivessem neste momento no seu melhor, nem seria natural. Mas, para muitos deles, será uma grande motivação fazerem resultados dentro do que se conhecem nestas primeiras participações. Eles sabem a que nível devem estar nesta altura, dentro da trajetória que querem fazer para estar ao mais alto nível. Não se esperam recordes nacionais nem pessoais.”

O presidente da FPA espera que a prova disputada no distrito de Leiria sirva para que “os atletas e os clubes tenham um momento alto de entrada na época” e, dessa forma, “se motivem aqui para o grande caminho desta época, com o objetivo da participação olímpica, no Rio de Janeiro, em agosto”.

O campeonato da Batalha vai também servir para ajudar a escolher que marchadoras Portugal indicará para as olimpíadas.

Atualmente, Sérgio Vieira e João Vieira têm mínimos para os 20 km e Miguel Carvalho para os 50 km. Mas, em femininos, há quatro atletas para três lugares: Ana Cabecinha, Ana Henriques, Vera Santos e Susana Feitor.

Jorge Vieira defende que isso faz da marcha “um dos setores mais performantes do atletismo português”, daí a FPA ter de fazer “provas de seleção para escolher as representantes para os Jogos Olímpicos”.

“Tomara nós, que nas 24 disciplinas olímpicas dos homens e nas restantes 23 das mulheres, se passasse o mesmo. Seria sinal de desenvolvimento da modalidade, a diferença existente de 24 para 23, é as mulheres não efecuarem a disciplina de 50 kms marcha”, finalizou.

As classificações completas (ainda com algumas incorrecções) podem ser consultadas aqui.

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Texto: O Marchador / Mário Rato / Henrique Dias

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