A mítica, a histórica, a desafiante Maratona de Elvas

Maratona de Elvas

Realizou-se a Maratona de Elvas, denominada Maratona BTT Cidade de Elvas 2018, que fez juntar atletas nacionais e nossos vizinhos vindos da cidade Badajoz – Espanha.

 

Maratona de Elvas

Evento organizado Cicloclube BTT de Elvas, que muito intensamente trabalhou para dar aos participantes bons momentos da prática do Btt e algumas dores nas pernas.

A Maratona de Elvas era constituída por dois trajetos alternativos, 80 e 45km, com início marcado para as 09h00, os atletas iam-se juntando na manga de partida, bem ao lado de um dos Monumentos da Cidade de Elvas, o Aqueduto da Amoreira.

A barreira linguística entre portugueses e espanhóis não se fazia sentir, o desporto fazia a união, sorrisos, abraços e até trocas de comparações sobre material se ouviam.

 

Mas a mítica, a histórica, a desafiante Maratona de Elvas, estava quase no início, todos estavam ansiosos para desfrutar dos novos trilhos com passagem pelo histórico Património Mundial de Elvas.

Partida iniciada com um pouco de atraso, devido a um acontecimento menos agradável a um participante, que por respeito ao mesmo, não vou descrever, mas sim deixar um enorme abraço em nome de todos que fazem parte da equipa OPraticante.pt / SFOA Cycle Team e votos de rápida recuperação.

 

Inicio do trajeto guiado por alcatrão, passagem pelo primeiro monumento o Forte de Santa Luzia, os atletas ainda em fase de pelotão, procuravam as melhores posições para recuperarem lugares na classificação.

Apresentava-se a primeira dificuldade para alguns, entre o km3 e km4 um topo com alguma inclinação que fez provocar algum engarrafamento e criar alguns grupos.

Ao km 8,5 após o atravessar da estrada municipal 511, os atletas eram brindados com uma zona de percurso composta por uns singles tracks maravilhosos, um serpentear constante a subir, até se chegar a uma cota de 350 mts e onde existia o primeiro abastecimento liquido.

Diversão, encontros imediatos e algumas quedas

Mas se subimos também tem que se descer, a diversão era vista nos atletas, entre curvas apertadas, uns encontros imediatos com alguns ramos, algumas quedas suaves porque o pé ficou preso no encaixe, gargalhadas e algumas fotos, era o espirito de diversão que reinava.

 

Enquanto uns se divertiam, os verdadeiros atletas, os que não estavam lá para brincadeiras, já iam ganhando minutos e kms de avanço, destacando-se desta forma do enorme pelotão com mais de 300 inscritos.

Até a divisão dos percursos 80 e 40kms da Maratona de Elvas foi um alternado de caminhos rolantes e alguns singles mais largos para se procederem aos momentos de ultrapassagens e recuperar posições na classificação.

 

As paisagens eram deslumbrantes, zonas de cultivo e pasto verde, contrastando com o azul do céu sem nuvens, sim ainda sem nuvens, mas falarei dessa parte mais a frente.

No percurso da Maratona de Elvas, os atletas tinham pela frente um trajeto mais rolante, rápido, mas um verdadeiro parte pernas, com as falsas subidas a aparecerem, levando os atletas a pensarem que iam em plano, mas no GPS os metros iam subindo lentamente.

Passagem pelo centro de Terrugem, população nas ruas a aplaudirem os atletas que iam passando, oferecendo água e até outros tipos de bebidas, mas atleta que é atleta, só consume bebidas energéticas e sumos.

Ponto de abastecimento em Terrugem, com gente muito simpática, muito divertimento, grande diversidade de abastecimento sólidos e líquidos. A fartura era tanta e tão apetitosa que um atleta queria trazer uma caixa de bolos para o caminho não vá as barras energéticas acabarem.

O céu azul deu lugar a umas nuvens cinzentas

Mais uns estradões para se rolar, pouca dificuldade técnica, nesta fase do percurso, os atletas tinham tendência para se juntar e trabalharem juntos, mas o céu azul deu lugar a umas nuvens cinzentas, carregadas de uma água gélida e traziam consigo um companheiro inimigo do ciclista, vento que parecia que vinha de todo os lados.

Se já os kms nas pernas se faziam sentir, para quem não era habitual fazer esta distância, com este contratempo apresentado pela natureza, a dificuldade aumentou e observava-se algum desânimo nas caras dos atletas.

Mas o Sol voltou a aparecer, era ver os impermeáveis a voltarem para os bolsos dos jerseys, os andamentos a serem mais rápidos e objetivos, parecia que tinha havido ali uma introdução de dose de energia extra em todos.

Vamos lá” era a palavra de guerra entre todos, o objetivo de acabar estava próximo, mas o melhor estava guardado para o fim.

A partir do km70 iríamos enfrentar o que ninguém nesta altura quer ver pela frente, subidas e mais subidas. A determinação de chegar a linha de meta era superior as dores nas pernas, aos equipamentos molhados.

Do cimo da primeira dificuldade, uma subida com um terreno cascalho mas compacto, junto a um marco geodésico, os atletas aproveitaram para descansar, mastigar a ultima barra energética, já se avistava Elvas.

Descida num single, em parte escorregadio, devido ao período de chuva, que apareceu nalguns momentos da prova, até a base da encosta do Forte da Nossa Senhora da Graça. E já com muito cansaço nas pernas, alguns optaram por fazer alguma parte a pé, outros faziam aos poucos.

Forte da Nossa Senhora da Graça, um mítico Monumento

Forte da Nossa Senhora da Graça, um mítico Monumento, oferecendo aos atletas uma passagem pelas suas muralhas, que circunscreveram toda a sua dimensão e grandeza.

Após a saída deste monumento os atletas desciam a encosta em single, já castiga por todos os atletas dos dois percursos, obrigando a uma boa leitura do terreno e experiência técnica a descer.

O último Monumento esperava por todos que pedalavam, Museu Militar de Elvas, passagem por uma zona de oficinas, viaturas militares em estado de degradação e abandono. Uma clareira onde poderíamos admirar viaturas em exposição, bem conservadas, relembrando os tempos militares.

Poucos metros faltavam para a linha de meta, último esforço, o objetivo estava concluído para todos que enfrentaram, esta magnifica prova que a o Cicloclube BTT de Elvas organizou.

Medalha original

Linha de meta, todos os participantes eram brindados com uma medalha bastante original, elaborada em cortiça, com o símbolo do evento e a palavra FINISHER.

Mas esta prova não foi só para os atletas, a organização teve mais um ponto alto, juntando a todos que apresentou.

Para os acompanhantes estava reservado, após o início da prova, sem qualquer custo adicional, o acompanhamento de um “guia turístico”, por alguns pontos interessantes da Cidade de Elvas, que segundo testemunhos, era uma enciclopédia de conhecimento da história de Elvas.

Deixou aqui uma mensagem de agradecimento ao Srº José Manuel Nunes Martins, que tão bem soube receber gentes de fora e deixando-os apaixonados pela Cidade de Elvas.

Classificações Meia Maratona

O evento terminou com o pódio e ai a surpresa para muitos, no trajeto 40kms, um verdadeiro CAMPEÃO, Rodrigo LaranjeiraBTTTeam SUColarense / CSTreino / UltraControlo, com apenas 15 anos, subia ao lugar mais alto e erguia com imensa felicidade o troféu de vencedor. Seguido de José Saez – Club Ciclista Recambios Antolín e de Manelito SilvaRevo Revolution Energy Drinks.

Em femininos a vencedora foi Tamara Cardoso, seguida de Mónica Russo e Sónia Almaça, todas individuais.

Classificações Maratona

No trajeto 80kms, subiu ao lugar mais alto do pódio, Hugo “Espigão” Carvalho – individual seguido por Tiago LavadelasBTTAssumar / Muachos e de Nuno FitasClinica Hernani Broco.

Não participou nesta distância nenhuma corajosa senhora.

Hugo “Espigão” Carvalho do Algarve a Elvas, um saltinho e porque não fazer a Maratona de Elvas ?

Hugo “Espigão” Carvalho

E Hugo “Espigão” Carvalho era o rosto da felicidade no final, e as sua palavras eram prova disso “E do Algarve um salto até Elvas visitar a Linda Família e porque não fazer a Maratona de Elvas?…
Saiu então a terceira vitória consecutiva nesta Maratona de Elvas que teve este bom momento e outro menos bom.
No final dediquei esta vitória às simpáticas e humildes gentes de Elvas, onde se inclui a minha linda família que tão bem me recebe e trata sempre que aqui venho e só mesmo a este grupo de gentes.
Parabéns também à boa gente desta Organização que uma vez mais brindou os participantes com mais uma Maratona Épica, bem dura e técnica. Ainda o frio extremo e a chuva à ajudar…
Obrigado a quem acredita em mim, em quem me apoiou sempre e isso voltei a sentir ao longo da prova. Obrigado a todos vós!

Prestação de OPraticante.pt / SFOA Cycle Team

Os atletas em representação de OPraticante.pt / SFOA Cycle Team, terminaram nas seguintes classificações:

Meia Maratona 40kms – 67º lugar – Nelson António

Maratona 80kms – 75º lugar – Luís José e 76º lugar – Rui Bastos, ambos com o mesmo tempo e terminando por clubes em 12º lugar.

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Texto: Rui Bastos
Fotos: Jorge Rolhas / Paulo Gambutas / Somente Lina /

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