RUNPORTO O IMPACTO EM PORTUGAL…
Foto: Runporto
Há 31 anos que a Runporto põe Portugal a correr.
Jorge Teixeira, fundador e rosto da organização, olha para trás e recorda momentos que marcaram a história do atletismo nacional, desde conquistas inesquecíveis à evolução das próprias corridas.
Entre desafios que se multiplicaram ao longo das décadas, sonhos que ainda aguardam realização e histórias curiosas de bastidores, partilha também o maior legado que quer deixar: não apenas no desporto, mas também à sua família.
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1. Nestes 31 anos da Runporto, qual considera ter sido o momento mais marcante?
Tenho vários momentos marcantes, mas talvez o mais marcante foi quando se correu a Meia Maratona do Porto em 59m30s por Zersnadei Tadesse.
2. Que diferenças nota entre organizar corridas nos anos 90 e organizá-las hoje?
Nos anos 90 era tudo muito mais fácil, não havia o grau de exigência que agora há, no que concerne à ocupação do espaço público, tudo mudou, agora há muito mais protocolos a cumprir, também as corridas agora são muito maiores e exigem muito mais atenção, daí que torne tudo muito mais complicado, mas faz-se.
3. Qual foi o segredo para a Runporto se manter relevante durante mais de três décadas?
Numa só palavra, CREDIBILIDADE.
4. Qual foi a situação mais inesperada ou divertida que já viveu numa prova?
Uma vez na Corrida de S. João aquando da cerimónia de pódio, um dos Quenianos não compareceu à chamada para a entrega do seu troféu, para desenrascar a situação, coloquei outro Queniano em seu lugar no pódio e ninguém se apercebeu de que não era o verdadeiro.
5. O que mais o motiva: os atletas de elite ou os milhares de amadores a cortar a meta?
As duas vertentes, a alta competição é um grande motivo de orgulho para mim, mas a quantidade de pessoas que participam é na verdade aquilo que mais me anima nas nossas corridas.
6. Qual é a prova que melhor traduz a essência da Runporto? Porquê?
Onde nasci como organizador, a S. Silvestre do Porto.
7. Que impacto acha que a Runporto teve na cidade do Porto e no crescimento da corrida em Portugal?
Acho que todos os organizadores tiveram e continuam a ter um enorme impacto não só económico como também desportivo com a realização destes eventos, quanto a nós, na verdade podemos nos considerar pioneiros no boom deste grande movimento da Corrida na Cidade do Porto
8. Depois de 31 anos, ainda há algum sonho que gostasse de concretizar?
Na vida de todos nós há sempre sonhos por concretizar, no que a mim me diz respeito, gostava muito de ter 15000 participantes na distância da Maratona no Porto.
9. Que legado gostaria de deixar aos seus filhos através deste projeto de vida?
O legado que lhes vou deixar, é a responsabilidade de continuarem o percurso que iniciei à 31 anos atrás, sei que isso está a acontecer.
10. Que mensagem deixa a quem vai participar pela primeira vez numa corrida da Runporto?
A todos os que alinham nos nossos eventos, a minha mensagem é a de que, vão participar num evento feito de corredores para corredores, logo, é sempre muito mais fácil que o evento nos agrade a todos, a nós organizadores e aos participantes.



