SÉBASTIAN LOEB PERDE TEMPO MAS MANTÉM A LIDERANÇA
Sébastian Loeb e Edouard Boulanger - Foto: Paulo Maria / Rally-Raid Portugal
Sébastian Loeb / Edouard Boulanger (Dacia) perde tempo mas mantém primeiro posto.
Leia também
RALLY-RAID PORTUGAL DISPUTADO AO SEGUNDO
Vantagem do líder Sébastian Loeb aumentou, numa etapa que foi ganha por Lucas Moraes
Tem, agora, 1m27s de vantagem sobre Seth Quintero/Andrew Short (Toyota).
Furos, avarias mecânicas e erros de navegação.
Foi assim o quarto dia do Rally-Raid Portugal, com a dupla Lucas Moraes / Dennis Zenz (Dacia) a levar a melhor sobre a concorrência e a subir ao último lugar do pódio na geral.
O vencedor não escondia a satisfação: “fizemos uma boa prova, limpa. O Dennis navegou super bem.
Mas foi muito difícil [com a pista] muito estreita para o nosso carro e lisa”, declarou de sorriso aberto o brasileiro.
Nas motos Bruno Santos (Husqvarna) voltou a estar aguerrido, mas foi Daniel Sanders (KTM) quem levou de vencida a etapa e, assim, consolidou o primeiro lugar.
Nasser Al Attiyah (Dacia), com problemas mecânicos, e Henk Lategan (Toyota), que sofreu um acidente, atrasaram-se bastante, mas podem retomar as pistas no dia de hoje.
Com a derrota do dia anterior ainda a pesar, os pilotos da Toyota saíram para as pistas com o propósito de atacar a liderança.
Porém, vários furos atrasaram Quintero e Ferreira.
Além disso, uma penalização de dois minutos por excesso de velocidade atribuída ao português, atrasou-o ainda mais.
Sem problemas, Lucas Moraes impôs o seu ritmo nas pistas rápidas da Extremadura espanhola e assegurou a vitória na etapa.
João Ferreira “admito que pudéssemos ganhar a etapa”
À chegada – e ainda antes de saber da penalização sofrida – Ferreira era o porta-voz do desalento da equipa:
“furámos perto do final e tivemos de mudar o pneu.
Vínhamos a impor um ritmo forte e se fizemos o segundo melhor tempo com o furo, admito que pudéssemos ganhar a etapa, mas é o que é”, declarou.
“vínhamos bem no início” Sébastian Loeb
Sébastian Loeb mantinha o pragmatismo que lhe é reconhecido, depois de também ele ter sofrido um furo nos derradeiros quilómetros do setor seletivo:
“vínhamos bem no início, mas tivemos um furo no final, na mesma pedra do ano passado, no mesmo sítio, e não vi.
Furámos e tivemos de mudar o pneu, o que nos fez perder tempo. Depois optei por ser mais cauteloso, já que o trilho começou a ficar um pouco mais escorregadio”, concluiu.
Alexandre Pinto imparável na sua categoria
Entre os Challenger, a dupla Alexandre Pinto / Bernardo Oliveira (Taurus) voltou a ganhar a etapa e saltou para a liderança.
Encontram-se à frente de Charles Munster / Xavier Panseri (KTM) e Puck Klaassen / Augusto Sanz (KTM).
O andamento da dupla portuguesa tem sido muito alto nos últimos dois dias.
Depois de perder quase 15 minutos na primeira etapa, recuperou a desvantagem e, neste momento, estão na frente da classificação com 4m14s sobre os segundo classificados.
Na categoria SSV, a disputa foi ao segundo, com os cinco primeiros de faca nos dentes.
Dispostos a redimir-se dos problemas mecânicos do dia anterior, Luís Cidade e Valter Cardoso (Can-Am) trocaram várias vezes de posição na frente com Luís Portela Morais / David Megre (Polaris), Andrea Deldossi / Jeremy Tricaud (Can-Am), Miguel Barbosa / Joel Lutas (Polaris) e João Monteiro / Nuno Morais (Can-Am).
Mas, no final, foi Cidade a levar a melhor sobre Barbosa e Portela Morais. Neste momento, as duas equipas estão separadas por 1m43s, com vantagem para a formação do carro 408.
Em Stock foi a vez da dupla Stéphane Peterhansel / Michael Metge (Defender) vencer a etapa.
Com este triunfo, assumiu, também, a liderança da categoria com quase sete minutos de vantagem sobre Rokas Baciuska.
Daniel Sanders repete triunfo em etapa
Num dia em que a escolha de pneus desempenhou um papel relevante, dadas as características das pistas e pela chuva que caiu, Bruno Santos (Husqvarna) voltou à carga.
Mas foi Sanders que arrecadou a vitória no setor seletivo, com o português a ficar em segundo, a apenas 59 segundos.
Após a terceira etapa, Tosha Schareina (Honda) é segundo e Santos é terceiro, com o mesmo tempo de Adrien Van Beveren (Honda), quarto classificado, após mais de sete horas de prova.
Na zona final de cronometragem, Sanders revelava a estratégia seguida:
“foi mais um dia complicado, a escorregar de um lado para o outro, mas foi divertido. Ontem fui demasiado lento, mas hoje puxei um pouco mais”, confessou o australiano.
Acerca da escolha de pneus, Sanders detalhava um pouco mais o raciocínio seguido:
“acho que todos, à exceção dos meus companheiros de equipa, escolheram pneus macios, por isso sabíamos que iriam puxar o máximo possível.
Esta foi a etapa onde, no ano passado, destruí [o pneu], mas desta vez todos estavam com o mesmo pneu por isso foi justo.
Foi apenas uma questão de escorregar de um lado para o outro e seguir”, destacou Sanders.
Bruno Santos “no final já estava a ficar um pouco cansado”
Após liderar por momentos o setor seletivo, Bruno Santos chegava em segundo e mostrava-se conformado:
“foi bom a chuva ter caído, o terreno estava muito bom, com zonas de muita tração e pistas muito rápidas, outras mais lentas e técnicas pelo meio dos olivais.
Senti-me bem na moto, mas no final já estava a ficar um pouco cansado”, confessou.
A liderança de Bruno Santos em Rally2 cresceu, com Martim Ventura (Honda) a mais de 12 minutos na classificação e Neels Theric (Kove) a 14 minutos.
Em Rally3, a grande surpresa foi a vitória do mongol Murun Purevdorj, que aproveitou os azares dos irmãos Amaral para vencer uma etapa pela primeira vez no W2RC.
Gonçalo Amaral (Honda) mantém, ainda assim, o primeiro lugar da categoria.
Nos Quad, o vencedor foi Antanas Kanopkinas (CFMoto) e Adomas Gancierius (CFMoto) continua na liderança da categoria.
De regresso a Portugal com o Estádio do Algarve à vista
Dia 21 marca o regresso a Portugal, com um extenso setor seletivo de 315 quilómetros que irá levar os concorrentes até Loulé.
A primeira moto vai para a pista às 7h e o primeiro carro às 9h30.
A chegada a Loulé está prevista para as 11h49 para as motos e 14h44 para os carros.
Para o público, o acesso gratuito ao bivouac é entre as 18 e as 22 horas.






