TIAGO PEREIRA É A NOVIDADE DA SELEÇÃO NACIONAL
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Tiago Pereira é a novidade da convocatória da Seleção Nacional para a Taça Davis que, a 6 e 7 de fevereiro, vai estar na China a defrontar a congénere local, vencedora do sorteio para a eliminatória do Grupo Mundial I, pelo que tem a prerrogativa de escolher local e piso (hardcourt).
Além do algarvio, de 21 anos, classificado na 265.ª posição do ranking mundial, a aposta do capitão Rui Machado recaiu em Nuno Borges (45.º) e Francisco Cabral (20.º), os melhores tenistas lusos da atualidade em singulares e pares, respetivamente, além de Jaime Faria e Henrique Rocha.
Fonte: FPT
Confiança do capitão Rui Machado
“O Tiago Pereira tem vindo a evoluir bastante e, nos últimos meses, tem obtido bons resultados não só em singulares como em pares, o que faz dele uma opção para as duas variantes.
É um excelente elemento para levar e vai ser um dos jogadores mais jovens da equipa.
Não duvido que vai integrar-se muito bem”, comentou Rui Machado sobre o estreante que vai representar as cores nacionais na mais importante competição masculina por equipas.
Desempenho recente de Tiago Pereira
O jovem tenista encerrou 2025 como campeão de pares no Maia Open, variante na qual é 182.º mundial e conta com 13 troféus, três conquistados em 2025, incluindo o ATP Challenger 100 maiato.
Em singulares, os três títulos profissionais de Tiago Pereira consumaram-se em hardcourts, o último deles ITF M25 da Figueira da Foz, no passado verão.
Na mesma época, atingiu as semifinais do ATP Challenger de Pozoblanco, também em piso rápido.
Experiência de Nuno Borges e Francisco Cabral
A representar a Seleção Nacional desde 2021 e uma presença assídua no top-100 desde 2022, Nuno Borges (45.º e ex-30.º) já disputou oito eliminatórias.
Merecendo a confiança tanto nos singulares como nos pares, tem por registo cinco vitórias e outros tantos desaires a solo.
Regista também o mesmo número de sucessos e revezes nas duplas (4-4).
Com a melhor classificação de sempre de um português no ranking mundial, Francisco Cabral teve ascensão meteórica em 2025 como especialista de pares.
O olímpico português, de 29 anos, é 20.º da hierarquia ATP nas duplas após a conquista de três troféus ATP (Atenas, Hangzhou e Gstaad) em 2025, com o austríaco Lucas Miedler como parceiro.
No entanto, ao lado do compatriota e amigo Nuno Borges, o portuense também somou ao currículo o título do Estoril Open em 2022.
Nesse mesmo ano, estreou-se na Taça Davis.
Iniciou então os oito encontros disputados, com 50% de eficácia (4-4).
Henrique Rocha e Jaime Faria – jovens promessas
Henrique Rocha (157.º ATP) e Jaime Faria (151.º) tinham sido, até a esta convocatória, os mais recentes estreantes.
Ambos entraram em 2024 ao serviço da Seleção Nacional.
Rocha tem três eliminatórias jogadas e Faria duas.
O primeiro venceu os três encontros de singulares que disputou, incluindo um frente ao norueguês Casper Ruud, à época nono do ranking mundial.
Desafios de jogar fora de casa
Portugal não compete em casa desde setembro de 2022, então frente ao Brasil, e a condição de visitante não é favorável.
Não obstante estar ciente disso, Rui Machado confia no grupo que vai levar para a China.
“Temos noção que vai ser uma eliminatória bastante difícil frente a uma equipa com jogadores experientes, com bastante potencial e que já provaram conseguir jogar a um nível muito alto.
Nós vamos com uma equipa com grande compromisso quando representa a Seleção Nacional, sabemos que jogar fora é sempre difícil”, assumiu o selecionador nacional da Taça Davis ainda sem saber quem serão os escolhidos do homólogo Di Wu.
“Na última experiência fora, perdemos frente ao Peru em condições que não eram favoráveis, mas também já mostrámos ser capazes de ganhar como visitantes.
Tivemos uma vitória em piso rápido na Áustria [setembro de 2023] com a maior parte destes jogadores em prova.
Sinto que a equipa vai ter oportunidade de chegar bastante em forma.
Pelo que tenho tido oportunidade de falar com eles estão a sentir-se bem”, salientou Rui Machado.
Adversários chineses
Yunchaokete Bu é o mais cotado dos jogadores chineses em singulares e figura na 120.ª posição do ranking, mas já foi top-100, seguido de Yibing Wu (179.º) ou Yi Zhou (248.º).
Aoran Wang é o número de pares chinês, surge em 259.º da tabela da hierarquia.

