Zegama, está de volta o vibrante, Ester Alves também

Zegama

Ester Alves em Zegama 2015 - Foto de Guillem Casanova Potography

Zegama – Aizkorri Mendi Maratoia, a maratona de montanha mais mítica do calendário mundial regressa no próximo dia 2 de junho com os seus 42.195km e 5472m de desnível acumulado, e a atleta da Salomon Suunto Portugal, Ester Alves, terá novamente a oportunidade de os percorrer.

Megan Kimmel, Maite Maiora, Yngvild Kaspersen e Eli Gordón são as favoritas à vitória, mas Ester leva o brilho especial nos olhos de quem voltará a percorrer aquela que é considerada a corrida mais épica do mundo.

Kilian Jornet, Stian Angermund-Vik, Rémi Bonnet e Aritz Egea são os grandes nomes na frente masculina.

Sancti Spiritu – Foto de Aritz Gordo

Zegama – Aizkorri Mendi Maratoia

Chega no próximo domingo dia 2 de junho, a Zegama – Aizkorri Mendi Maratoia, a maratona de montanha mais esperada do calendário do trail running mundial, Zegama – Aizkorri, no país basco em Espanha. A corrida que todos os apaixonados pela montanha desejam viver e correr pelo menos uma vez na vida. Com os seus 42.195 km e 2736 metros de desnível positivo de sofrimento, felicidade e satisfação pelo traçado no maciço de Aratz e a Serra de Aizkorri. Será também a primeira prova das Golden Trail World Series.

Este ano foi, mais uma vez, um recorde. Mais de 10.000 sonhadores fizeram o pré-registo, mas apenas 500 sortudos terão oportunidade de alinhar na partida no domingo às 9 da manhã para começar a correr. E a atleta da Salomon Suunto Portugal, Ester Alves é um deles. Esteve pela primeira vez em 2015 numa edição ganha por Azaria García, mas muito disputada entre esta, Paula Cabrerizo (2.ª), Oihana Kortzar (3.ª) e Emelie Frosberg (4.º). Para Ester voltar a Zegama é um sonho, “porque é a corrida com mais personalidade do trail”. Refere a atleta.

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Ester Alves em Zegama 2015 – Foto de Guillem Casanova Potography

Quando penso em Zegama, penso na origem e alma do trail

Quando penso em Zegama, penso na origem e alma do trail: vencer as dificuldades da montanha pura. Aqui não existem prémios de finisher, nem medalhas, nem abastecimentos abastados; existe o trilho e a honra de participar no ambiente mais intenso de trail running do mundo, onde todos vibram”. Reforça Ester Alves.

A dificuldade e tecnicidade desta maratona são bem conhecidos, mas a sua beleza também. Os atletas terão a oportunidade de percorrer os picos mais altos do país basco: Aratz, Aizkorri, Aketegi e Andraitz e pisar as suas pedras escorregadias, zonas íngremes de rocha viva, áreas arborizadas e pastagens altas.

Os corredores partem do centro de Zegama, para se dirigirem ao monte Aratz (1.445 m), o primeiro dos quatro, situado ao km 16. Daí seguirão até um dos pontos mais famosos da prova, Sancti Spiritu, ao km 19, onde a pele se arrepia e se ouvem os gritos de ânimo e os aplausos dos espectadores, que os acompanharão os atletas até ao pico de Aizkorri (1.523 m), o mais alto do percurso ao km 22,5.

Uma extensão, em que apesar de quererem caminhar, o ânimo e calor do público, impedem-nos de o fazer. Daqui os participantes dirigem-se a Aketegi (1.551 m), ao km 23,2, para descer e voltar a subir até Andraitz (km 30) adicionando dor, cansaço e felicidade nas pernas.

E sempre acompanhados desta inexplicável ligação que nasce nos espectadores mas, também nos mais de 500 voluntários que cuidam de cada detalhe, para que tudo saia perfeito.

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Texto: Ana Águas

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