7.º GP Liberty Seguros – Rúben Guerreiro coroado em Odemira

O português Rúben Guerreiro (Axeon) venceu hoje o 7.º Grande Prémio Liberty Seguros – Troféu do Sudoeste e Costa Vicentina, graças ao triunfo na segunda e última etapa da competição, 187,6 quilómetros, com partida e chegada em Odemira.
O sub-23 português atacou a cerca de 10 quilómetros do final, levando consigo um colega de equipa e dois adversários. O quarteto entendeu-se bem e conseguiu alcançar a meta adiantado em relação ao pelotão, ao fim de 4h31m06s de corrida.
Rúben Guerreiro ergueu os braços diante de Colin Joyce (Team USA) e de James Oram (Axeon). O camisola amarela à partida, o polaco Pawel Bernas (ActiveJet), foi o sexto na tirada, a 7 segundos. Na geral, Guerreiro triunfou com 3 segundos de vantagem sobre Bernas e com 6 segundos à melhor sobre Colin Joyce, que compuseram o pódio final.
A vitória de Rúben Guerreiro foi a primeira do ano de um português em corridas internacionais. O GP Liberty Seguros atribui ao vencedor o mesmo número de pontos do que a Volta ao Alentejo e do que o Troféu Joaquim Agostinho.

“Não podia querer melhor estreia pela Axeon, pois ganhei a minha primeira corrida do ano. Sabia que o percurso não era totalmente à minha medida, mas sentia-me bem e tinha muita vontade. Por isso, ataquei a 10 quilómetros do final, tive a ajuda de um colega meu e consegui triunfar”, regozijou-se o jovem emigrante português, que, na próxima semana, vai disputar a Volta ao Alentejo e que espera ser convocado pelo selecionador nacional, José Poeira, para as provas da Taça das Nações de Sub-23 que vão realizar-se em abril.

A Axeon também ganhou coletivamente e Rúben Guerreiro foi o melhor jovem da prova. Pawel Bernas perdeu a camisola amarela, mas segurou a verde, da classificação por pontos. César Fonte (Rádio Popular-Boavista) impôs-se na montanha e Daniel Freitas (Anicolor) foi o melhor ciclista das equipas amadoras.

César Fonte da Rádio Popular-Boavista foi o “rei da montanha” do 7.º GP Liberty Seguros. Fez a diferença na segunda etapa, com partida e chegada a Odemira, amealhando a única classificação UCI conquistada por uma equipa portuguesa findos dois dias de intensa competição que, na análise, de José Santos, poderiam ter tido outro desfecho.

“Fomos a equipa que mais mexeu e atacou a corrida, procurando dar a volta à classificação na única etapa que se adaptava às nossas características. Estranha foi a resposta de algumas equipas portuguesas que substituiram-se aos blocos estrangeiros que estavam melhor classificados na perseguição”, ressalvou o responsável. Especialmente ativos no decorrer dos 187,6 quilómetros da segunda etapa estiveram os “axadrezados” Alberto Gallego, Frederico Figueiredo e César Fonte, presentes nas principais ofensivas da ligação.

Classificações
2.ª Etapa: Odemira-Odemira, 187,6 km
1.º Rúben Guerreiro (Axeon), 4h31m06s (Média: 41,520 km/h)
2.º Colin Joyce (Team USA), mt
3.º James Oram (Axeon), mt
4.º Krists Neilands (Rietumu-Delfin), mt
5.º Sergey Shilov (Lokosphinx), a 4s
6.º Pawel Bernas (ActiveJet), a 7s
7.º Taylor Eisenhart (Team USA), mt
8.º Sérgio Sousa (LA Alumínios-Antarte), mt
9.º Samuel Caldeira (W52-Quinta da Lixa), mt
10.º Daniel Mestre (Team Tavira), mt

Geral Individual
1.º Rúben Guerreiro (Axeon), 9h35m39s
2.º Pawel Bernas (ActiveJet), a 3s
3.º Colin Joyce (Team USA), a 6s
4.º James Oram (Axeon), a 8s
5.º Krists Neilands (Rietumu-Delfin), a 12s
6.º Samuel Caldeira (W52-Quinta da Lixa), a 13s
7.º Sergey Shilov (Lokosphinx), a 16s
8.º Rafael Silva (Efapel), a 17s
9.º Pawel Franczak (ActiveJet), a 18s
10.º Vicente García de Mateos (Louletano-Ray Just Energy), a 19s

Equipas
1.ª Axeon Cycling

8.ª Rádio Popular-Boavista

Nota.
Os ciclistas e staff da Rádio Popular-Boavista endereçaramm as sentidas condolências aos familiares e amigos do ciclista júnior Guilherme Silva, da equipa Sicasal/Liberty Seguros/Bombarralense, falecido este domingo, após queda, enquanto treinava na região do Montejunto.

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