EMOÇÃO ATÉ AO FINAL DO HEPTATLO EM BRAGA
Denis Hrabar - Foto: Daniel Leandro
Emoção até ao final do heptatlo com Denis Hrabar a fechar com recorde nacional, tal como os quartetos das estafetas 4×200 metros, pelo Sporting, em femininos, e pelo Juventude Vidigalense, em masculinos.
Em termos coletivos, o Sporting triunfou em femininos e o Benfica em masculinos, aqui apesar da desclassificação da sua equipa nos 4×200 metros e do engano de Gabriel Cunha, quando estava bem colocado para triunfar no heptatlo.
A segunda jornada dos Campeonatos Nacionais Sub-18, organizados pela Federação Portuguesa de Atletismo, com apoio da Associação de Atletismo de Braga e do Município de Braga, fechou com a obtenção de três recordes nacionais, somando para quatro os máximos melhorados no fim-de-semana.
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Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
Recorde mais emotivo foi no heptatlo
Comecemos pelo recorde mais emotivo, começado a desenhar-se logo na primeira jornada, o do heptatlo.
Dois atletas estiveram a competir sempre acima das somas parciais do anterior máximo. Gabriel Cunha (SL Benfica) e Denis Hrabar (J. Vidigalense) dividiram os triunfos e os bons resultados.
À entrada dos 1000 metros, o benfiquista estava na frente e tudo se iria decidir durante a prova.
Denis Hrabar, já detentor do anterior recorde nacional, estava e ambos estavam na luta antes da última volta e foi aqui que tudo se decidiu.
Inexplicavelmente Gabriel Cunha parou, achava que estava no fim, e Denis continuou. O benfiquista ainda reagiu, mas terminou quase a passo.
Assim, Denis Hrabar conseguiu somar 5397 pontos e Gabriel Cunha ficou como segundo melhor de sempre (e terceira melhor marca de sempre, perto do anterior recorde – 5145 pontos).
Campeonatos Nacionais de Sub-18 assistem também à superação de mais dois recordes
Os outros dois recordes nacionais foram obtidos nas estafetas de 4×200 metros.
Em femininos, o quarteto do Sporting, composto por Lara Ludovice, Mariana Relvas Pedro, Carolina Ventura e Margarida Oliveira, obteve um novo recorde nacional com a marca de 1.46,47, melhorando em mais de dois segundos o anterior máximo (1.48,90).
Em masculinos, a melhoria do anterior recorde (1.35,51) foi mais de um segundo: 1.34,40 conseguido pelo quarteto do Juventude Vidigalense, constituído por Rafael Dias, Salvador Oliveira, António Vasconcelos e João Mota.
A somar a estes três recordes nacionais tivemos mais dois dos campeonatos: no salto em altura, por Eduardo Carrolo, do Benfica, que passou 1,96 e por muito pouco não superou os 2,00 metros; no pentatlo, pela açoriana Natacha Candé, que somou 3578 pontos, mais 120 pontos que o anterior máximo.
Individualmente ainda uma palavra para Mariana Moreira (UD Várzea), que juntou o título dos 3000 metros ao que conseguira nos 1500 metros.
No que respeita à classificação coletiva, a desclassificação da equipa do Benfica nos 4×200 metros e o engano de Gabriel Cunha, quando estava bem colocado para triunfar no heptatlo, levaram a um equilíbrio pontual pouco habitual.
No final, o SL Benfica somou 88 pontos, mais quatro que o Juventude Vidigalense e cinco que o Sporting CP.
Já em femininos, o Sporting CP triunfou com 112 pontos, deixando bem para trás as formações do Juventude Vidigalense (68) e do Benfica (53).

