Fábio faz sonhar portugueses até aos últimos quilómetros
Fábio Costa
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Fábio Costa esteve ontem em destaque na prova de fundo para sub-23 do Campeonato do Mundo de Estrada, atacando na fase decisiva da corrida, pedalando em fuga cerca de 40 quilómetros, para ser alcançado apenas a 8 quilómetros do fim.
A corrida de 161,1 quilómetros, entre Antuérpia e Lovaina, teve todos os ingredientes de uma clássica da Flandres, com muito público, subidas cortas, mas empinadas, troços de empedrado.
Apesar disso tudo, correu-se a alta velocidade, com os primeiros a terminarem com uma média superior a 44 km/h.
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Texto: União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo
Fábio Costa atacou e fez sonhar portugueses
Os portugueses Fábio Costa, Pedro Miguel Lopes e Miguel Salgueiro sofreram as vicissitudes deste tipo de corrida, não caindo, mas ficando presos em várias quedas.
Conseguindo contornar estes obstáculos, Fábio Costa entrou no pelotão da frente nos últimos 50 quilómetros, altura em que a fuga do dia sucumbiu.
Aproveitando a indefinição que sempre acontece quando uma fuga chega ao fim, na transição entre o circuito da Flandres e o circuito urbano de Lovaina, Fábio Costa atacou a mais de 40 quilómetros da meta.
Integrou um grupo com dez unidades que ainda entrou adiantado na última volta ao circuito final.
Quando a iniciativa estava perto de ser alcançada pelo pelotão, Fábio Costa persistiu e pedalou em solitário, em perseguição do suíço Mauro Schmid, que saíra antes do grupo do português.
A persistência de Fábio Costa não foi premiada e o representante de Portugal seria absorvido a 8 quilómetros do fim.
Sem nunca baixar os braços, o português segurou-se no grupo da frente e terminou na 21.ª posição, a 2 segundos do vencedor, o italiano Filippo Baroncini, que atacou na aproximação ao quilómetro final, para ter no pódio a companhia do eritreu Biniam Girmay, segundo, e do neerlandês Olav Kooij, terceiro.
“…poderia discutir o top 5” Fábio Costa
“Foi o meu primeiro Campeonato do Mundo, uma experiência completamente diferente.
O posicionamento para as partes críticas da corrida é algo em que temos bastante dificuldade.
Isso impediu-nos de estar mais à frente na corrida, levando-nos a gastar muita energia, até porque houve várias situações em que os três tivemos de pôr o pé no chão.
Tentei surpreender e cheguei a pensar que poderia discutir o top 5.
Fui apanhado a 8 quilómetros do final, mas estou muito contente com a minha prestação. Foi uma forma muito boa de deixar o escalão de sub-23”, considera Fábio Costa.
Pedro Miguel Lopes também conseguiu chegar no primeiro pelotão, concluindo o Mundial no 33.º lugar. Miguel Salgueiro não conseguiu recolar após uma das situações em que se viu “cortado”, sendo o 91.º a cruzar a meta, a 9m43s do vencedor.
Artur Lopes distinguido pela UCI
O presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Ciclismo, Artur Lopes, foi recebeu hoje, durante o Congresso da UCI, realizado em Lovaina, o estatuto de Membro Honorário do Comité Diretor da União Ciclista Internacional, reconhecimento pelas várias décadas de trabalho em prol do ciclismo, ocupando cargos de relevo nacionais e internacionais. O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, aproveitou a presença no Congresso da UCI para entregar ao presidente desta entidade, David Lappartient, uma placa alusiva ao Centenário do Campeonato do Mundo.
Baixa na equipa de elite
Rúben Guerreiro é uma baixa na equipa de Portugal que no domingo irá disputar a prova de fundo para elite do Campeonato Mundial. O corredor de Pegões Velhos, com más sensações nos últimos dias, considera não estar na forma adequada para representar o país no Campeonato do Mundo. Depois de falar com o selecionador nacional, José Poeira, e de comum acordo com este, abdicou da presença na Flandres. Portugal vai alinhar com André Carvalho, João Almeida, Nelson Oliveira, Rafael Reis e Rui Oliveira.


