Gonçalo Tavares “aguentar a parte final sem morrer”

Gonçalo Tavares

Gonçalo Tavares

Gonçalo Tavares, 40.º classificado, foi ontem o melhor português no contrarrelógio para juniores do Campeonato do Mundo de Estrada, disputado, ao longo de 22,3 quilómetros, entre Knokke-Heist e Bruges, na região belga da Flandres. António Morgado ocupou a 44.ª posição.

Mais artigos sobre este evento

Nelson Oliveira a 2 segundos do top 10 no Mundial

Daniela Campos “Há muito que não sofria tanto!”

Texto: União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo

Gonçalo Tavares 40.º no contrarrelógio júnior do Mundial

O primeiro dos dois portugueses a competir foi Gonçalo Tavares, sendo aquele que se sentiu melhor com o percurso totalmente plano, sem zonas de descanso, a exigir cadência e esforço constante ao longo de toda a prova.

Mais solto do que no contrarrelógio do Europeu, há duas semanas, o corredor de Proença-a-Nova completou o contrarrelógio de hoje em 27’39’49, mais 2’02’’07 do que o dinamarquês, que conquistou o título mundial em 25’37’’42.

Hoje senti-me melhor do que no Europeu, num ‘crono’ de caraterísticas diferentes. No Europeu havia zonas em que dava para descansar, respirar um bocado.

Aqui tínhamos de ir sempre a pedalar, sempre a fundo. A zona de paralelo, então, foi muito dura!

Parecia que a bicicleta não desenvolvia e eu ia ali a saltar. Era mais difícil, mas correu-me melhor do que há duas semanas.

Tenho de salientar os incentivos recebidos do carro de apoio, foram fundamentais para aguentar a parte final sem ‘morrer’”, conta Gonçalo Tavares.

António Morgado

António Morgado “Vim a sofrer desde o quilómetro zero”

António Morgado viveu um dia menos conseguido na bicicleta, sentindo-se incapaz de alcançar os mesmos níveis de rendimento atingidos em ocasiões recentes. Foi o 44.º classificado, com mais 2’15’’38 do que o vencedor.

Vim a sofrer desde o quilómetro zero. Sempre que tentava ir para um patamar mais alto de potência, tinha de baixar.

Não conseguia dar mais do que dei. Hoje deixei tudo o que tinha na estrada”, confessa o natural de Caldas da Rainha.

O selecionador nacional, José Poeira, explica que os dois corredores, sendo ainda juniores de primeiro ano, têm margem de evolução e que o exercício de hoje mostrou uma linha que ambos devem trabalhar mais.

Num contrarrelógio com estas caraterísticas, totalmente plano, e estando os juniores com andamentos condicionados, a cadência é fundamental para melhorar os resultados.

Os nossos corredores devem trabalhar esse aspeto. É um dos aspetos a melhorar para futuro”, explica o responsável.

Além do dinamarquês Gustav Wang, que conquistou a medalha de ouro, o pódio também recebeu o britânico Joshua Tarling, que ficou a 20,20 segundos do primeiro, e o belga Alec Segaert, que gastou mais 29,48 segundos do que o campeão mundial.

Regresso de Portugal à competição na sexta feira

A Seleção Nacional volta à competição nestes Mundiais da Flandres na sexta-feira.

Às 7h15, António Morgado, Diogo Pinto, Gonçalo Tavares e Lucas Lopes iniciam a prova de fundo para juniores, que terá 121,8 quilómetros, com partida e chegada em Lovaina.

No mesmo dia, às 12h25, começa a prova de fundo para sub-23, uma corrida de 160,9 quilómetros, entre Antuérpia e Lovaina, em que Portugal estará representado por Fábio Costa, Miguel Salgueiro e Pedro Miguel Lopes.

Parceiros

Deixe uma resposta