História na Volta a Portugal, regressa o grande palco

Um ano depois, a Miranda-Mortágua volta a marcar presença na mais mediática e importante prova por etapas em território nacional, a Volta a Portugal Edição Especial com muita história.

Este ano numa versão um pouco mais reduzida, a Volta a Portugal Edição Especial sairá para a estrada de 27 de Setembro a 5 de Outubro.

Esta é a prova mais aguardada da época e que representa um grande desafio para o coletivo que vai participar na montra do ciclismo português.

história

Miranda-Mortágua regressa aos grandes palcos

Os sete corredores que Pedro Silva, selecionou para correr a Grandíssima são:

o jovem Pedro Pinto, Ángel Sanchez, Daniel Freitas, Hugo Sancho, Leangel Linarez, Gaspar Gonçalves e Joaquim Silva.

Todos eles estiveram em estágios prolongados onde foi desenvolvido todo um trabalho de preparação para este momento tão importante no percurso da equipa.

Questionado sobre os objetivos para a prova, o diretor desportivo da equipa adianta que a ambição maior seria:

um lugar nos 10 primeiros da Geral, com Joaquim Silva para o qual ele é muito bem capaz e já o demonstrou”.

Mas além deste objetivo concreto existem mais dois: “Lutar em algumas etapas, já definidas, por uma vitória nessa etapa.

Temos ciclistas bem capazes de o fazer.

Quanto às expectativas, essas serão de acordo com o nosso valor, temos uma equipa ainda mais experiente que no ano passado.

Isso para este tipo de provas é muito importante, tudo o que estiver dentro das nossas possibilidades vai ser feito e cumprido”, garantiu.

Joaquim Silva medalha de bronze no Campeonato Nacional de Rampa 2020

Volta a Portugal Edição Especial com história

Tudo começa com uma história da luta contra o cronómetro, um prólogo de 7 quilómetros, em Fafe.

Os contrarrelogistas, os homens que aspiram à camisola amarela final e os velocistas que se adaptam a contrarrelógios curtos são os principais candidatos na jornada inaugural.

A primeira etapa é a mais longa da competição, fazendo uma travessia de este para oeste.

Ligando, numa viagem de 180 quilómetros, o transmontano concelho de Montalegre, terra-natal de Acácio da Silva, ao monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

A meta, coincidente com um prémio de montanha de terceira categoria, promete emoção.

Um local em que os favoritos à geral têm de estar na frente, embora, por vezes, haja sprinters que aguentam o ritmo e conseguem desfeiteá-los.

A segunda etapa é uma das tiradas decisivas

Começa em Paredes e termina, depois de ultrapassados 167 quilómetros, no monte Farinha, junto à ermida de Nossa Senhora da Graça, em Mondim de Basto.

A subida para a meta, de primeira categoria, é antecedida por duas montanhas de quarta categoria:

Rebordosa (km 11,6) e Velão (km 110,7),

e duas de primeira:

serra do Marão (km 96) e Barreiro (km 131,7).

Os velocistas deverão ter uma oportunidade no final dos 171,9 quilómetros da terceira etapa.

Entre Felgueiras e Viseu, com a chegada na Avenida Europa, habitual “pista” para dar brilho à arte do sprint.

Segue-se mais uma jornada provavelmente determinante para as contas da classificação geral.

A tirada número quatro tem apenas 148 quilómetros, mas vai provar que a distância não é tudo.

Os corredores partem da Guarda para chegarem ao ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre.

A meta, coincidente com um prémio de montanha de categoria especial, será alcançada pela vertente que muitos consideram a mais exigente da serra da Estrela, a subida de 20,2 quilómetros desde a Covilhã, com passagem pelas Penhas da Saúde.

A escalada de segunda categoria nas Penhas Douradas (km 72,5) e a subida de terceira categoria em Sarzedo (km 111) completam a ementa montanhosa do dia.

A quinta etapa dará nova hipótese de vitória aos sprinters, isto se houver equipas com interesse em pegar na corrida para impedir uma fuga de vingar.

A partida será em Oliveira do Hospital, um dos concelhos mais assíduos no itinerário da Volta na última década, e a chegada em Águeda.

Ángel Sanchez

Águeda, terra de bicicletas

Águeda, terra de bicicletas, terra de muita história e importante pólo da indústria velocipédica portuguesa.

A viagem de 176,3 quilómetros tem outro momento simbólico, quando a caravana passar junto ao Centro de Alto Rendimento de Anadia, em Sangalhos, a menos de 20 quilómetros do final.

O cinquentenário da primeira vitória de Joaquim Agostinho na Volta a Portugal será comemorado na sexta etapa da corrida.

Um périplo de 155 quilómetros na região Oeste, entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras.

O terreno ondulado e o vento, que muitas vezes se sente naquele território, vão exigir atenção redobrada a quem pretenda manter intactas as aspirações à conquista da Volta.

Loures, onde a República foi declarada um dia antes do resto do país, a 4 de outubro de 1910, assinala a efeméride com o arranque da sétima etapa, que terminará em Setúbal, ao cabo de 161 quilómetros.

A meta, na Avenida Luísa Todi, é um belo cenário para uma chegada ao sprint, mas a subida de segunda categoria na Arrábida, a 13,4 quilómetros da chegada, é um convite às movimentações dos candidatos à vitória na Volta a Portugal.

Em 2017, com um final de corrida semelhante a este, logo na primeira etapa, ficou encontrado o restrito lote de candidatos à vitória final.

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110 anos de história

No dia em que se celebram oficialmente 110 anos da Implantação da República Portuguesa, Lisboa vai coroar o vencedor da Volta a Portugal de 2020.

O dono da camisola amarela será encontrado no final do contrarrelógio de 17,7 quilómetros, que parte da Avenida Ribeira das Naus para chegar na Praça do Comércio, depois de percorridas algumas das artérias mais simbólicas da zona ribeirinha e da baixa da cidade.

A equipa está muito confiante e motivada. Houve um grande cuidado por parte de todos os corredores para estarem na sua melhor forma física.

É a corrida do ano!

E sabemos que vai ser um desafio muito duro, ainda para mais neste ano em que as competições foram poucas e que a Volta assume um papel ainda mais importante.

Todos encaram a Volta como um grande desafio e com a vontade de mostrar o seu valor.

Não queremos ser mais uma equipa a participar, queremos ser bem falados.

Página da equipa.

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Texto / Fotos: Miranda-Mortágua

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