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Limites, o seu teste anual na Petrus Run

O mês de Março segue ou seguia triunfante no seu grande número de eventos desportivos. No fim de semana sem que o coronavírus levasse a muitos cancelamentos de provas, o calendário foi deveras completo com um vasto número de eventos. Um desses eventos é já paragem obrigatória com os atletas a passarem por Pedroso para testarem os seus limites na Petrus Run.

VI Petrus Run a crescer sem limites

A sexta edição da Petrus Run aconteceu domingo (8) de março pelas 10:00 horas em Pedroso, Vila Nova de Gaia e foi um evento levado a cabo pela Junta de Freguesia de Pedroso e Seixezelo e teve o apoio organizativo do Clube Spiridon de Gaia, do Clube os Gaienses/Toyota e cronometragem da Lap2Go.

Do evento fazia parte uma corrida cronometrada de dez quilómetros e a tradicional caminhada com fins solidários com cinco quilómetros de extensão e para a promoção do bem-estar e da saúde.

Equipa de OPraticante.pt esteve representada na prova a testar os seus limites e agora apresentamos todas as notas como decorreu o evento.

Percurso exigente e a fazer jus ao slogan da prova “ Testa os teus limites ”

No cartaz promocional da prova e em alguns outdoors colocados nas estradas perto de Pedroso podia-se ler em letras garrafais “Testa os teus limites”. Para muitos podia ser somente propaganda, para quem participou na prova certamente não tem como desmentir tal slogan, os limites de cada um foram testados em mais uma edição.

A Petrus Run teve partida na alameda de entrada do estádio municipal de Pedroso e teve um início tranquilo em terreno plano com os atletas a percorrem a estrada de acesso ao estádio. Saindo dessa via e entrando nas ruas mais internas da freguesia é que começaram as dificuldades.

Desde o primeiro quilometro até a meio do terceiro quilómetro a testar os limites, o percurso era num “serpenteado” quase sempre em subida e que teve passagens na rua da Paradela, rua das Cavadinhas e rua de Fofim d`aquém.

Se esta fase do percurso era feita com relativa tranquilidade, tal mudaria com o primeiro ponto crítico da prova que acontecia de seguida com a subida da rua da cruz de carrais onde a subida atingia níveis de 10% de inclinação e que castigava bem as pernas.

Depois da subida, atingia-se o ponto central da prova e era também justo dar um descanso aos atletas e como tal, a passagem pela rua do Padrão e rua da Igreja era em descendente rumo ao mosteiro de Pedroso.

De seguida, os atletas entravam em mais dificuldades com uma nova rampa com mais de 8% de inclinação na Av. Padre Marçal da Silva Pereira e depois do retorno um percurso de sobe e desce junto a junta de freguesia.

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Chegada dentro do estádio municipal

O segmento final da prova, faz os atletas regressarem novamente para a rua da Paradela e descerem para o estádio municipal e os últimos trezentos metros de prova são feitos no tartan da pista do estádio o que dá sempre alento para os atletas mais rápidos puderem sprintar.

Como se pode ver pela descrição do percurso, a Petrus Run tem um percurso bastante exigente para uma prova de estrada e que põe em sentido muitos atletas que nela vão participar. O percurso é bem adequado ao slogan da prova e quem nela participa testa mesmo os seus limites.

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Bruno Jesus

Bruno Jesus vence VI Petrus Run

O grande vencedor da Petrus Run foi Bruno Jesus. O antigo atleta do Maia AC cortou a linha de meta isolado com 32:46min. A completar o pódio ficaram André Guimarães do ACD São João da Serra com 33:05min e o vencedor do ano passado Vítor Santos do EV Peraltafil com 33:13min.

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Daniela Cunha

Daniela Cunha vence competição feminina

No sector feminino da prova, a grande vencedora foi Daniela Cunha que tal como o vencedor masculino terminou a prova isolada. A ex-atleta do Sporting Clube de Portugal a correr actualmente como individual terminou a prova com 36:15min. Completaram o pódio Andreia Santos da Run Tejo – CM Socks com 37:05min e Sofia Teixeira da União Desportiva do Várzea com 37:20min.

Vencedores por escalões

Masculino triunfaram Marco Medo do ACD São João da Serra (Júnior), Bruno Jesus (Sénior), Vítor Santos do EV Peraltafil (M40), António Silva do Nascidos para Correr (M45), Jorge Brito do Clube de Atletismo os Gaienses/Toyota (M50), António Jesus do Nascidos para Correr (M55) e Benjamim Soares do CPTB de Carcavelos (M60).

Feminino venceram Filipa Diamantino do ACD São João da Serra (Júnior), Daniela Cunha (Sénior), Elisabete Sousa do ACD São João da Serra(F40) e Matilde Baptista do JAM – Juventude Atlética Mozelense(F50).

Vencedores por equipas

No sector masculino triunfou o ACD São João da Serra, completaram o pódio o EV Peraltafil e o Nascidos para Correr.

No sector feminino venceu a Run Tejo – CM Socks, completaram o pódio, ACD São João da Serra e Madu Gym.

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Patrícia Silva, Nuno Fernandes e Helena Santos – OPraticante.pt

OPraticante.pt a testar os seus limites

A equipa do OPraticante.pt esteve representada por cinco atletas tendo obtido os seguintes resultados: Pedro Rodrigues (39º geral / 24º M40) – 44:01min # Marco Batista (295º geral / 41º M45) – 51:47min # Nuno Fernandes (415º geral / 119º sénior) – 59:35min # Patrícia Silva (513ª geral / 53ª sénior) – 01:09:48 # Helena Santos (514ª geral / 64ª sénior) – 01:09:48.

Mais uma edição, mais uma excelente organização

Pelo terceiro ano consecutivo na Petrus Run! Não sou de repetir muitas provas no meu calendário anual de provas e somente algumas transitam de ano para ano e a Petrus Run é uma dessas provas.

Motivo? Simples, apresenta uma organização competente em que não falha quase nada e os atletas são respeitados.

O quartel-general da prova estava situado no estádio Municipal de Pedroso. A prove teve partida na alameda de entrada do complexo e terminava na pista de tartan. Todas as valências da prova estavam no complexo.

O secretariado funcionava na bilheteira de entrada do complexo. Na entrada do estádio estava o palco onde se realizou o aquecimento de muitos dos presentes por parte de um instrutor de fitness do ginásio parceiro do evento. No local havia ainda casas de banho e serviço de bar.

Após a prova, a zona de abastecimento era debaixo da bancada do estádio e os atletas eram rapidamente escoados para o exterior. A cerimónia do pódio decorreu na pista onde terminou a prova e muitos dos presentes puderam assistir nas bancadas.

Bom kit de atleta

A Petrus Run tem apresentado sempre kit de atleta bem composto e na edição deste ano não foi excepção. O levantamento do kit de atleta decorreu como mencionado na bilheteira do complexo desportivo e não apresentou muita demora.

No espaço era possível verificar a boa organização do staff presente, ou não fosse esta a sexta edição do evento. Aos atletas era entregue um saco alusivo ao evento de boa qualidade com uma t-shirt técnica azul, o dorsal com chip, folhetos, voucher e a ainda a tradicional caneca que é imagem de marca da prova.

Após a prova, os atletas recebiam a medalha finisher um primeiro abastecimento final com água e uma barra energética. Para um preço de inscrição na prova que rondou entre os dez euros, o que os atletas receberam está a um nível bem interessante.

Celebração do dia da mulher

O evento coincidiu com o dia internacional da mulher e a organização teve um lindo gesto com as atletas presentes no evento com estas a receberem no final da prova uma rosa.

Pré-partida debaixo de chuva

O dia de Domingo contrastou com o Sábado. O sol primaveril que brilhou no Sábado deu lugar ao frio e à chuva na manhã de Domingo. As horas que antecederam a prova foram marcadas pela chuva e com esta a cair “certinha” na hora antes do tiro de partida.

Assim o aquecimento dos atletas foi feito debaixo de água e com muitos a se refugiarem antes do tiro de partida.

Percurso conhecido da aldeia e de qualidade

Certo é que a chuva deu tréguas e durante algumas horas deu um descanso aos presentes e assim a prova decorreu seca numa temperatura agradável para a prática desportiva e o único senão, era mesmo algumas rajadas de vento forte que se sentiam, dentro dos limites, e que quanto a isso ninguém podia fazer nada.

O percurso da Petrus Run é sobejamente conhecido pelos atletas nortenhos e apresentou-se igual às edições anteriores, ou seja, um percurso equilibrado, de boa qualidade e bem organizado.

Todos os pontos de cruzamento estavam isolados por autoridades ou staff, partes de convergência entre corrida e caminhada bem delimitadas e com a quilometragem assinalada.

A prova teve um abastecimento de água ao quinto quilometro na zona dos Carvalhos e não se verificou um espaço para depositar as garrafas vazias, sendo esse um aspecto a melhorar.

Excelente comportamento dos caminheiros

Ao contrário dos anos anteriores onde fui bastante critico, este ano tenho de elogiar o comportamento dos caminheiros presentes na caminhada que complementou o evento.

Nos segmentos do percurso coincidentes entre a corrida e a caminhada, os caminheiros mantiveram-se na faixa da esquerda e deixaram a faixa da direita livre para os corredores, ao contrário do ano passado em que ocupavam as duas faixas.

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Pós-prova sem confusões

No término da Petrus Run não se verificou confusão. Num espaço amplo onde terminou a prova, os atletas recebiam a medalha finisher e um primeiro abastecimento e depois recebiam um segundo.

Posteriormente, os atletas decidiam se saiam para fora do estádio ou regressaram para dentro para se sentarem nas bancadas para retemperarem forças, tirar uma foto e assistir à cerimónia do pódio.

 

Petrus Run – Um evento sem limites, que se consolida de ano para ano!

A Petrus Run é uma prova que não mente, se anuncia que é uma prova para os atletas testarem os seus limites, estes serão mesmo testados. Num percurso rural por entre as ruas de Pedroso, os atletas são levados a um bom e desafiante sobe e desce que vai moendo as pernas.

O evento voltou a apresentar a qualidade de sempre e desta vez com uma melhoria no percurso da prova.

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Este ano, a prova aconteceu igualmente num fim de semana de grande concorrência com diversas provas a acontecerem na zona Norte, mas podemos fazer um balanço positivo do evento.

Na corrida, depois de no ano passado a prova ter tido uma quebra de afluência, este ano voltou a ter um aumento passando dos 503 para os 550 finishers.

De referir que a caminhada teve uma excelente afluência. Podemos dizer que o grande número de provas que aconteceram não castigaram muito a afluência da Petrus Run e que esta prova já tem o seu público cativado.

Pelo que esta prova apresenta tanto a nível organizativo como de percurso, merece ter certamente mais afluência de atletas e acredito que é algo que acontecerá com o decorrer dos próximos anos, sem limites.

 

Evento.

Junta de Freguesia de Pedroso e Seixezelo.

Clube Spiridon de Gaia.

Clube de Atletismo Os Gaienses.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Cedidas pela organização

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