Nuno Borges vice-campeão em singulares e campeão em pares

Nuno Borges

Nuno Borges

Terminou este domingo a semana quase perfeita de Nuno Borges no segundo ATP Challenger 50 organizado pela Federação Portuguesa de Ténis no Complexo Desportivo do Jamor.

O tenista maiato de 24 anos jogou pela primeira vez uma final de singulares e perdeu para o argentino Pedro Cachin, mas horas depois regressou ao court central e conquistou o título de pares, ao lado do amigo Francisco Cabral.

Texto: Gaspar Ribeiro Lança
Fotos: Sara Falcão

Sitio oficial do evento.

Nuno Borges
Pedro Cachin e Nuno Borges

Nuno Borges jogou pela primeira vez uma final de singulares a este nível

Na decisão mais importante da carreira, Nuno Borges (373.º do ranking ATP) cedeu ao nervosismo e perdeu por 7-6(4) e 7-6(3) para o tenista argentino, que chegou a Portugal como 336.º do mundo, depois de ser 166.º em 2015.

Depois de um primeiro parcial decorrido ao ritmo dos servidores, sem oportunidades de break para nenhum dos jogadores, foi o português quem entrou melhor no segundo e esteve muito perto de forçar um terceiro set.

Borges serviu a 5-2 e 40-0, teve um total de cinco set points nesse jogo e outros três a 5-4 e 40-0, mas não conseguiu aproveitar nenhuma das oportunidades e depois deixou escapar a recuperação.

Ainda estou a tentar perceber, mas houve um acumular de tensão muito grande para chegar àquele ponto e depois houve um momento em que perdi a energia que tinha, parti do princípio de que já tinha o set ganho, tirei o pé do acelerador e depois já não consegui reentrar no jogo”, admitiu o jovem maiato na conferência de imprensa.

No entanto, o atual campeão nacional absoluto fez um balanço positivo da semana que marcou a estreia em finais Challenger e que o vai catapultar para um novo máximo no ranking ATP (332.º): “Tenho de ambicionar mais, querer mais e trabalhar mais para da próxima vez conseguir ‘sacar’ uma vitória, mas sem dúvida que esta semana foi quase perfeita.

Pedro Cachin

“O Nuno Borges é um rival muito duro”

Pedro Cachin, por sua vez, teceu muitos elogios ao jovem português e explicou o que fez a diferença na final deste domingo: “O Nuno é um rival muito duro porque retira tempo, joga muito em cima da linha.

Tirá-lo daí é difícil. Foi uma partida dura e intensa.

o primeiro set não foi tão físico porque foi muito rápido, mas foi mentalmente complicado.

No segundo, perdi uma chance no início, ele aproveitou e eu fui um pouco abaixo.

Ele começou a jogar melhor e depois perdeu muitas oportunidades. Eu aproveitei e estou muito contente.

Nuno Borges
Francisco Cabral e Nuno Borges

Francisco Cabral e Nuno Borges campeões em pares

A fechar o segundo Oeiras Open masculino, vitória portuguesa: na final de pares, Nuno Borges e Francisco Cabral foram intransponíveis do início ao fim e aplicaram os parciais de 6-1 e 6-2 a Pavel Kotov e Chun-Hsin Tseng para colocarem a cereja no topo do bolo na primeira final a este nível.

Crescemos praticamente juntos e desde pequenos que jogamos os mesmos torneios.

Já jogámos muitas vezes um contra o outro e muitas vezes lado a lado.

Aos 18 anos seguimos caminhos diferentes, mas sempre que tínhamos oportunidade juntávamo-nos no verão e hoje colhemos os frutos do trabalho e dos jogos que temos feito lado a lado.

Fizemos um torneio muito bom”, apontou Francisco Cabral.

Nuno Borges concordou: “Sempre que temos oportunidade aproveitamos estes torneios para competir e tem-nos corrido muito bem.

Ainda é cedo para criarmos um contrato e jogarmos o ano todo juntos, para já estamos muito bem assim.

Jovens portuguesas travadas pela experiência das adversárias no Oeiras Ladies Open

No dia que marcou o início do Oeiras Ladies Open, as seis jovens tenistas portuguesas que foram a jogo na fase de qualificação do ITF de 60.000 dólares não conseguiram surpreender adversárias mais experientes.

Inês Oliveira perdeu para a primeira cabeça de série, Paula Ormaechea (282.ª WTA), por 6-0 e 6-0;

Carolina Azadinho para a terceira, Stephanie Wagner (297.ª), por 6-2 e 6-0;

Matilde Jorge perante a quarta favorita, Lea Boskovic (299.ª), por 6-0 e 6-3;

Maria Santos foi travada pela sétima pré-designada, Katie Volynets (316.ª), com parciais de 6-3 e 6-1;

Mafalda Guedes pela 14.ª cabeça de série, Suzan Lamens (410.ª), por 6-1 e 6-0;

e Sara Lança pela 16.ª favorita, Emily Wembley-Smith (449.ª), com 6-0 e 6-2.

Com os resultados deste domingo, a participação portuguesa no Oeiras Ladies Open fica reduzida às quatro jogadoras que receberam wild cards para o quadro principal:

Francisca Jorge (que só se estreia na terça-feira);

Inês Murta, Ana Filipa Santos e Elizabet Hamaliy, que vão medir forças na primeira ronda.

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