Ténis de Mesa perde e perdeu acesso aos 1/4 final

Tiago Apolónia e João Monteiro

Portugal em Ténis de Mesa não conseguiu o apuramento para os 1/4 de final da prova de equipas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, ao perder com a Alemanha por 0-3.

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Texto: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa

Ténis de Mesa não logrou vencer nenhum parcial

A Seleção Nacional não logrou vencer nenhum parcial, na quarta presença consecutiva em Jogos Olímpicos.

No primeiro jogo, de pares, a dupla João Monteiro / Tiago Apolónia, que em junho conquistaram a medalha de bronze no Europeu de Varsóvia, foi derrotada por Patrick Franziska / Timo Boll.

A partida teve um primeiro set muito equilibrado, dispôs de uma vantagem de sete pontos, em 10-3, mas a dupla alemã impôs o seu jogo e venceu por 17-15.

Dimitrij Ovtcharov, medalha de bronze em Tóquio 2020, confirmou está em excelente momento de forma e venceu Marcos Freitas por 3-0, o mesmo resultado averbado por Tiago Apolónia frente a Timo Boll.

Portugal é vice-campeão da Europa e 9.ª do ranking mundial. A equipa foi constituída pelos atletas Marcos Freitas (24.º ranking mundial), Tiago Apolónia (57.º) e João Monteiro (78.º).

A equipa alemã é a atual campeã europeia, vice-campeã mundial e medalha de bronze no Rio 2016. A seleção germânica subiu ao pódio nas três edições dos Jogos Olímpicos em que se realizou a prova de equipas, tendo obtido a medalha de prata em Pequim 2008 e de bronze no Rio 2016 e Londres 2012.

A equipa germânica é formada por Dimitrij Ovtcharov (10.º), Timo Boll (11.º) e Patrick Franziska (17.º).

Portugal terminou a participou nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, competição em que esteve representado por cinco atletas, nas provas de singulares e de equipas.

Em singulares, Marcos Freitas disputou os oitavos de final, Fu Yu chegou à 3.ª ronda e Tiago Apolónia e Shao Jieni foram eliminados na 2.ª ronda.

Portugal vai agora participar no Campeonato do Mundo individual que se realiza em Houston, nos Estados Unidos, em novembro, entre os dias 23 e 29.

Marcos Freitas

“foi um jogo difícil, como antevíamos”

Marcos Freitas afirmou na zona mista que “foi um jogo difícil, como antevíamos.

A Alemanha é a segunda favorita, ganharam medalhas no Rio’2016 e Londres’2012, foram diversas vezes campeões da Europa.

Eram favoritos. Tentámos equilibrar, não foi possível. Estiveram muito bem do primeiro ao último jogo. Temos de olhar para cima e tentar evoluir.

ténis de mesa
Tiago Apolónia e João Monteiro

“Há que tirar ilações e melhorar o ténis de mesa”

No primeiro set em pares, Tiago Apolónia e João Monteiro tiveram sete pontos de vantagem para fechar, a ganhar por 10-3, e não conseguiram vencer. “São uma seleção muito forte, temos de estar em todos os pontos no máximo.

Mesmo nesse primeiro set, foi mais mérito dos alemães do que demérito nosso.

Entrámos bem, contrariámos os pontos mais fortes do par germânico, mas nesses pontos, a quente, é difícil analisar. Há que tirar ilações e melhorar“, explicou Tiago Apolónia.

Ténis de mesa

“Queremos voltar aos Jogos Olímpicos”

O presidente da Federação, Pedro Moura, afirmou que “a participação portuguesa em Tóquio foi dentro daquilo que era esperado.

Estávamos dependentes dos sorteios e os nossos jogadores melhor classificados no ranking mundial não foram bafejados pela sorte.

O Marcos Freitas jogou com o número 1 mundial e a Fu Yu com a 2.ª cabeça de série, o que limitou um pouco as nossas aspirações a um resultado de mérito, porque era possível chegar aos quartos de final.

Tiago Apolónia e Shao Jieni “alcançaram os resultados esperados, com jogos equilibrados, mas difíceis”.

Na prova de equipas, continuou o dirigente, “o facto de não sermos cabeças de série, de não estarmos nos oito primeiros do ranking olímpico, deixou-nos à mercê do sorteio.

Tivemos como adversário a Alemanha, que é claramente a melhor seleção europeia e está no top 3 do ranking mundial.

Por aquilo que demonstrou hoje e que tem vindo a mostrar, é uma das candidatas a uma medalha.

Fomos eliminados por uma equipa que foi melhor que nós e a nossa participação foi meritória.

Queremos voltar aos Jogos Olímpicos e é já daqui a três anos, por isso temos que começar a nossa preparação para estarmos em Paris”.

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