Trilhos Loucos Da Reixida

Como o titulo indica foi assim no dia 19 de junho, os corredores e os trilhos loucos… Trilhos Loucos??? Mas porque Loucos??

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O nome escolhido para a prova foi realmente o correto. Uma prova muito louca em termos de trilhos, trilhos únicos e duros, até aqueles que não eram trilhos, eram riachos onde andávamos cerca de 1 km dentro deles. E paisagens loucas que víamos, no topo de serras então desfrutava-se de zonas verdes que estavam a kms de distância.

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Uma organização fantástica… Uma prova fantástica

A prova de 12 kms para muitos era fácil, por ser só 12 kms. Muitos diziam 1h30m, 1h40m nos máximo, dos máximos… Mas não era assim tão fácil. Era muitas descidas, mas eram também muitas subidas, havendo o terror delas todas, a subida dos postes, a que massacrava pernas e cabeças. Decorei este nome devido a chegar ao final da subida, zona do abastecimento de líquidos e sólidos e dizer “isto nunca mais acabava… só se via postes e mais postes…”, no qual uma pessoa me responde, “normal isto é a subida dos postes”.

No final foi os cerca de 1 km dentro de agua que soube muito bem, os músculos adoraram, pois a seguir era logo a meta. Muito bem a organização em colocar esta parte no fim e não mais cedo, devido à agua relaxar os músculos.

A organização

Sobre a organização, cinco estrelas, muito simpática e muito brincalhona. Um desses casos foi no primeiro posto de abastecimento (no fim da subida dos postes) vinha com alguma fome, então aproveitei para comer bananas, laranjas e marmelada. Uma das pessoas que lá estava só me via comer então disse “não temos buchas, se não comias uma“, eu disse “também não a iria conseguir comer prefiro o que está aqui” e continuei a comer, passado um bocado diz-me ele numa voz imperativa “Come uma bucha!! ficas melhor“, eu comecei-me a rir e continuei.

O segundo foi no segundo posto de abastecimento, chego e pergunto “há agora alguma subida?” a resposta foi “não, agora é sempre plano, sempre em frente” e ao mesmo tempo apontava com o dedo indicador para uma enorme serra cujo topo era um pouco difícil de se visualizar cá de baixo.

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Os Loucos da Reixida

Para além da prova louca e brutal havia também os loucos da Reixida, que me iam fazendo rir e continuar a prova bem disposto.

O maluco

Aquele associava Reixida a Rei das descidas (Rei+xida) e então tudo o que era a descer parecia um velocista, mas depois a subir era feito tudo com calma. estudando o gráfico reparou que para além das muitas descidas, a maior descida dos  12,5 tinha cerca de 250 metros de desnível negativo e a dos 30, cerca de 300 metros. O problema é que tudo o que desce também sobe

O Louco da razão

Aquele que no meio da prova dizia “é impossível subir mais, sei do que falo” e quando acabava aquela subida estava uma ainda maior não dando hipóteses de respirar ou de rolar um bocadinho. A seguir a essa subida aparecia uma descida de 100 metros e ele dizia “eu não disse que descíamos??“, mas a seguir voltávamos a subir…

O louco da alegria

Aquele que parecia não ver uma subida ou descida há anos. Cansado mas sempre com um sorriso, que as abordava. Depois de acabar a prova voltava atrás para ir buscar família ou companheiros e para matar mais um pouco de saudades.

E terminou “Os loucos”

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No final o ambiente na meta era muito bom com o pessoal da OFFCRONO, e colegas de corrida a brincar com os atletas que iam acabando, ao mesmo tempo que iam registando os tempos e entregando de imediato em papel o resultado. Sempre com um computador na mesa ao lado onde os atletas podiam observar a sua classificação geral e no escalão, bem e não esquecer a nossa colaboradora Carla Figueira – O Praticante, que ia fotografando o evento.

Seguiu-se um belo e retemperador banho ao ar livre, num espaço reservado para o efeito e devidamente protegido dos olhares indiscretos, e claro venha de lá o almoço, sempre bem regadinho, que o organismo agradeceu, pelo esforço desenvolvido, e agora, agora é esperar por 2017 e voltar.

O Praticante teve em prova dois atletas, um em cada distância. David Silva nos 12 kms, 108º na geral e 42º no escalão SenM com 2h29m45s e Carlos Figueira  nos 25 kms, 144º na geral e 40º no escalão M40 com 4h55m52s

Classificações gerais

Trail Curto 12 kms

Masculinos
1º Nuno Gonçalves – SRJardoeira/runcrosstrail.com – 1h11m46s
2º Jorge Barreiro – individual – 1h13m58s
3º Samuel Reis – SRJardoeira/runcrosstrail.com – 1h14m47s

Femininos
1ª Carla Ferreira – Individual – 1h42m44s
2ª Cristina Santos – Individual – 1h43m10
3ª Cátia Santos – Individual – 1h46m05s

Trail longo 25 kms

Masculinos
1º Nélio Almeida – ACS. Mamede – 2h12m33s
2º Nuno Dias – CA Barreira – 2h14m35s
3º Paulo Duarte – CA Barreira – 2h19m24s

Femininos
1ª Fátima Alendouro – Desnível Positivo – 2h55m52s
2ª Maria Serrazina – CRP – Ribafria – 3h03m50s
3ª Filipa Agostinho – Clube SEM – 3h05m06s

Mais fotos aqui

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Texto: Miguel David
Fotos: Carla Figueira

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