A alimentação vegetariana pode ser uma opção saudável, desde que bem planeada
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A evolução dos nossos hábitos alimentares ao longo dos anos tem vindo a sofrer profundas transformações: consumimos cada vez mais carne e produtos de origem animal (como ovos e lacticínios), produtos demasiadamente processados e com elevado teor de gordura, açúcar e sal; e cada vez menos produtos de origem vegetal, sobretudo frescos. Grande parte destes hábitos têm contribuído, nas últimas décadas, para o aumento da prevalência de diversas doenças, tais como a obesidade, a diabetes, as doenças cardiovasculares ou mesmo certos tipos de cancro.
Pode o vegetarianismo ser uma opção alimentar saudável?
No Oriente, são inúmeras as populações que subsistem com hábitos alimentares baseados em produtos hortofrutícolas, cereais e sementes, excluindo o consumo de todo o tipo de carne e peixe. As razões são diversas, não só fundamentadas pela religião ou cultura, como motivadas por convicções éticas e/ou ecológicas. Porém, a saúde não pode deixar de ser considerada como um dos motivos mais importantes na adopção desta prática alimentar.
Existem, de facto, diversos tipos de vegetarianismo, uns mais extremos do que outros. Contudo, tal como defende a American Dietetic Association, as dietas vegetarianas bem planeadas (incluindo as dietas totais ou vegan) são consideradas opções saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem trazer diversos benefícios à saúde, tanto a nível da prevenção, como no tratamento de diversas doenças.
Apesar de ser um regime milenar, a palavra “vegetarianismo” surge, pela primeira vez, na primeira década do séc. XIX, com a fundação da Vegetarian Society, no Reino Unido, pioneira na desmistificação de diversos preconceitos infundados acerca da prática vegetariana ao longo dos tempos.
O vegetarianismo é, actualmente, considerado uma opção saudável, cujos princípios nutricionais básicos assentam no consumo de produtos de origem vegetal, incluindo os vegetais e frutos, os cereais integrais, as leguminosas e derivados de soja (como o tofu ou o tempeh), as sementes e oleaginosas, as algas e, em alguns tipos de vegetarianismo, os produtos de origem animal, como os ovos e os lacticínios. Os diversos tipos de vegetarianismo incluem: os ovo-lacto-vegetarianos, que comem ovos e lacticínios; os lacto-vegetarianos, que comem lacticínios, mas não comem ovos; os ovo-vegetarianos, que comem ovos, mas não lacticínios; os vegan, que excluem todos os produtos de origem animal, chegando mesmo a eliminar o mel e a gelatina (de origem animal) da sua dieta; os frugíveros, que se alimentam exclusivamente de frutos, grãos e sementes; os crudíveros, que se alimentam exclusivamente de alimentos crus; e os pixi-vegetarianos, que consideram o consumo ocasional de peixe e outros produtos de origem marinha.
Como em todos os regimes alimentares, o vegetarianismo deve, no entanto, ser uma opção equilibrada e variada, para providenciar um aporte energético e nutricional adequado, sendo, por este motivo, importante consultar um nutricionista caso opte por se tornar vegetariano.
Alguns vegetarianos famosos: Albert Einstein, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, John Lenon, Tolstoy, Moby, Paul MacCartney, entre outros.