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ABC com etapa 2 a ser a mais dura e exigente dos 3 dias

Ainda era bem cedo e já se notava movimento em Tavira, os cafés iam se enchendo, as esplanadas montadas recebiam os primeiros atletas a chegar ao local de partida do ABC – Algarve Bike Challenge e nos Hotéis disponibilizados pela organização era tempo do pequeno almoço bem reforçado de alimentos energéticos.

Foto: ABC

Etapa Rainha do ABC – Algarve Bike Challenge

Para este dia a Etapa Rainha do ABC, o GPS dava a informação de uma Etapa dura e exigente, 88kms e 2100mts de acumulado, de certeza bem diferente que um passeio no parque.

No ponto de partida já se recebiam atletas que entravam nas boxes consoante o resultado e classificação do Prologo, era feito o controlo zero e os nervos começavam a se sentir. Os sorrisos expressos nas faces, as trocas de palavras, as risadas, algumas brincadeiras entre atletas até desconhecidos começavam a dominar o momento.

Equipamentos de todas as cores e desenhos, bikes a brilhar, tudo pronto para mais um dia.

Os 900 atletas estavam prontos fechados nas boxes, as suas máquinas já salivavam por sentir os trilhos e encherem-se de pó e lama. 09horas certas e a partida foi dada, para muitos era só mais um ABC, mas para outros era a sua estreia neste evento.

Foto: Edgar Costa

Já se sentia algum movimento e via-se ao longe os primeiros a pedalar na retaguarda do veículo da organização que fazia manter um andamento controlado.

Passagem pela partida por todos os atletas e Tavira começava os preparativos para se transformar para o local de Meta.

Os primeiros 5 a 6 kms sem dificuldade de maior em alcatrão, mas não era para isto que atleta e máquina estavam e tinham-se preparado, ambos esperavam ansiosamente por o que define o BTT, queriam os trilhos, as subidas e descidas. Mas mesmo neste momento ninguém estava para brincadeiras, o andamento era forte uns ganhavam posições outros perdiam, mas calma pessoal!!!! Ainda há muitos kms e acumulado para se fazer!

Foto: Edgar Costa

Uma “centopeia” ia se desfazendo aos pouco

Quanto mais se pedalava mais se entrava no interior da Serra Algarvia e os kms até a linha de meta iam diminuindo, apareciam as subidas e aquele grupo compacto de atletas, aquele pelotão de várias cores e que visto do ar por alguns drones fazia lembrar uma “centopeia” ia se desfazendo aos poucos.

Começava os trabalhos dentro das duplas concorrentes, o mais forte a subir passava para a frente e dava proteção ao colega, servia de guia, palavras de incentivo eram agora as dominantes. Nada demais para quem ainda se encontrava fresco.

Foto: Paula Silva

Mas tudo o que sobe, também se desce, ai aproveitava-se para descansar ou rolar ao sabor do embalar ou então para atacar e ganhar velocidade.

Ao km20 primeiro abastecimento e era a preparação para o que ai vinha… uma subida com cerca de 5/6kms que se situava entre o km32 e o 38 esta sim exigente com umas pendentes de puxar pelo cabedal. Mas para que o pessoal não se sentisse desanimado, uma surpresa no topo de um serro.

Rui Bastos da equipa de OPraticante.pt / SFOA Cyckle Team – Foto: Sandra Conceição

Espetáculo brutal do baterista Max Drum

O baterista Max Drum, fazia um espetáculo brutal, eram mais os atletas que se esqueciam do momento de competição e que paravam para umas selfies e gravar em vídeo o momento do que que aqueles que se sentiam indiferentes ao momento.

Km38 e ponto de água para abastecimento e refrescar os radiadores, não das máquinas mas sim dos atletas, pois estamos em Março e o calor era muito alto para esta altura do ano. Aproveitava-se também para apreciar as vistas e tirar umas fotos.

Depois começava outro tipo de diversão, descidas e trilhos mais técnicos, momentos de pura brincadeira para os atletas. Aqui vinha ao de cima a técnica do participante e cada vez mais próximo estava a linha de Meta.

Foto: ABC

Mas calma que a organização tinha preparado uma surpresa para os mais destímidos, para quem leva o BTT de uma forma muito mais séria, que um passeio ou treino de domingo.

Ao km55 foi feito uma parte de uma pista de downhill, ai a notar-se a diferença de técnica dos bikers, muita pedra, drops para ultrapassar, algumas avarias mas nada fazia parar quem queria chegar ao fim.

Mais uma paragem para abastecimento e continuava-se no interior da Serra, deixando todos maravilhados com as paisagens, algumas zonas rápidas intercalavam com técnicas, mas já se notava que o fim estava cada vez mais próximo.

Foto: ABC

Abastecimentos eram verdadeiros banquetes

Km72 e o último abastecimento, no interior de uma pequena localidade, de referir que todos os abastecimentos eram verdadeiros banquetes, ouvia-se alguns atletas a comentar que assim nem valia a pena trazer as famosas barras energéticas ou de alimentação.

Seguia-se em direcção a Tavira, mas nada estava terminado, ainda iriam aparecer uns últimos trilhos técnicos e com alguma pedra, (natural da zona do Algarve).

Uns últimos estradões e os cavaleiros cansados de tanto sofrimento, ganhavam uma nova vida, por fim entrava-se no alcatrão e avistava-se Tavira que já se encontrava, em grande momento de festa e confraternização entre atletas, famílias e povoação, pronta para receber os corajosos que tinham partido às 09horas de Sábado.

Foto: Edgar Costa

Linha de Meta ultrapassada, via-se os rostos de cansaço, as marcas do calor e sofrimento, as máquinas sujas de lama e pó, mas objetivo concluído, era altura de parar por momentos, um abraço entre companheiros de equipa.

Ponto de lavagem das bicicletas era o local definido para os atletas darem uma limpeza superficial nas suas “meninas”, o mercado municipal foi o escolhido pela organização para o almoço.

Mas peço desculpa a organização, aquilo não era almoço, era um verdadeiro banquete de casamento he,he,he,he, o atleta tinha direito a uma bela sopa, a escolher entre vários tipos diferentes de massa, arroz e até uma salada de bacalhau com grão. Mas assim torna-se difícil esta vida de atleta.

Foto: Paula Silva

ABC – Algarve Bike Challenge a demonstrar que não está ali para brincadeiras

Mais uma vez a organização do ABC – Algarve Bike Challenge a demonstrar que não está ali para brincadeiras, porque é tão famoso este evento e tão procurado por tantas nacionalidades diferentes.

Agora era tempo de recuperação, que na manhã seguinte já se encontrava preparada a etapa 3, a etapa final do evento.

Mas antes de nos irmos, ouvir as declarações do responsável do ABC – Algarve Bike Challenge – Marco Fernandes “Disputou-se a etapa 2, tradicionalmente a etapa mais longa e exigente. Com 900 atletas em prova a primeira metade da etapa exigia um percurso amplo e fluido para evitar engarrafamentos e como tal a grande maioria dos singletracks e zonas técnicas estavam na segunda metade da etapa.

Luís Filipe José da equipa de OPraticante.pt / SFOA Cyckle Team inserido no pelotão – Foto: Sandra Conceição

A maior dificuldade desta etapa estava entre o km30 e 35

A maior dificuldade desta etapa estava entre o km30 e 35 com uma longa escalada ao Arimbo. Na passagem pelo concelho de São Brás de Alportel os atletas encontram algumas secções de enduro que fazem parte da rede de trilhos da fonte férrea promovidos pelo Avalanche Café. Outras ainda foram criadas pela organização para satisfazer ainda mais os atletas do ABC.

Foto: Paula Silva

Já após a 3ª zona de abastecimento os atletas entraram na zona do típico barrocal, característico pelo seu terreno de pedra solta e que se tornou um desafio acrescido aos atletas. Este ano pelo clima que se esperava a organização reforçou os abastecimentos com uma maior diversidade de produtos existentes e forneceu ainda mais um ponto de água suplementar.

Alguns regressavam aos Hoteis outros a alojamentos locais. Mas durante a calma da noite de Tavira avistavam-se grupos de atletas a passear e a confraternizar.

Equipa de OPraticante.pt / SFOA Cyckle Team – Foto: Sandra Conceição

E claro amanhã será o dia de novo artigo será da 3ª etapa, a etapa final, artigo que será da autoria do meu colega Horácio correia que conjuntamente com David Valério representaram a parceria de OPraticante.pt / Só Vai quem quer, quanto à minha dupla que formei com Luís Filipe José em representação da parceria de OPraticante.pt / SFOA Cycle Team, ele irá referir as nossas classificações, bem como a que eles obtiveram.

E nesta minha despedida, dizer que voltaremos, para 2020 não sabemos, mas voltaremos.

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Texto: Rui Bastos
Fotos: ABC / Edgar Costa / Sandra Conceição / Paula Silva

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