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Guidelines um problema no exercicio físico

No mundo do fitness existe uma procura incessante por métodos, estratégias ou tecnologias que permitam uma mais rápida e segura obtenção dos resultados pretendidos.

Seja o objetivo a perda de peso, a hipertrofia, recomposição corporal ou até o tratamento de determinada condição patológica, surge sempre um treino/exercício milagroso ou uma máquina revolucionária (frequentemente promovidos por Influencers ou marcas produtoras dos próprios equipamentos).

Mas serão as Guidelines institucionais a solução para combater estas recorrentes falsas promessas?

Vejamos, se as diretrizes de determinadas associações fossem a solução última e infalível para o objetivo que se propõem a atingir, qual seria o papel do TEF (Técnico de Exercício Físico) e do FE (Fisiologista do Exercício)?
Provavelmente apenas o de um executor de receitas pré-programadas com base nas condições de partida e resultado pretendido.

Nesta visão estaremos a ignorar, entre outros, 2 problemas graves:

O primeiro dos quais, um dos princípios basilares do treino – a Individualidade.

As guidelines são criadas com base em maiorias e médias globais (na realidade é bem mais complexo), mas todo e qualquer praticante adaptar-se-á de uma forma em particular, ao seu próprio ritmo, com as suas próprias limitações, e com a sua própria evolução.

Ainda, não esquecer a existência constante de High-responders e Nonresponders. Estes serão indivíduos que responderão a determinado estímulo/treino de forma óptimal ou nula, respetivamente.

E na eventualidade de nos depararmos com um praticante não-respondedor, que apesar da fidelidade extrema às recomendações institucionais, não mostra qualquer evolução ou adaptação positiva – o que fazer?

Esbarramo-nos com um problema sério que nunca deverá resultar em abandono da prática de exercício físico.

Guidelines

O segundo problema está na génese das próprias Guidelines.

Estas Guidelines são apoiadas por instituições e criadas por investigadores especialistas, todos eles com a sua própria visão da evidência científica.

As instituições são, na sua maioria, conservadoras relativamente à mais recente literatura (o que não é necessariamente negativo). Denotam portanto, regularmente, algum atraso na adopção de estratégias válidas para determinado fim.

Por exemplo, no tratamento da Hipertensão Arterial, a ACSM – American College of Sports Medicine não faz qualquer menção ao exercício isométrico, ao passo que a vizinha Hypertension Canada já relata a possibilidade do treino de preensão manual com este sentido.

Em quais nos devemos basear?

Uma breve revisão da literatura expõe claramente não só evidência muito positiva neste método, à exceção de algumas metodologias pouco eficazes, como também uma resposta institucional ainda atrasada.

Mais, e noutro sentido, não tivesse existido uma grande insistência do Prof. Eduardo Cadore para incluir a participação do Prof. Mikel Izquierdo no último Position Statement da NSCA – National Strenght & Conditioning Association relativamente ao treino de força no idoso, e o desfecho seria radicalmente diferente.

Este simples pormenor trouxe para estas directrizes o uso do treino de potência no idoso, que se tem relevado em alguns casos até mais eficaz do que o treino de força tradicional.

Por uma margem muito estreita, esta recomendação quase ficou de fora e sabe-se lá quantas mais não terão ficado esquecidas em outras Guidelines internacionais.

Estes dados não revelam, em ponto algum, uma inutilidade das Diretrizes Institucionais. As Guidelines são na sua generalidade uma fonte fidedigna de informação, uma base segura para a prescrição do exercício em condições gerais e normalmente um sumário de décadas de estudo por alguns dos maiores especialistas mundiais.

Simplesmente não são a solução para tudo/todos, e quase sempre, sendo baseadas em investigação pura, falta-lhes aplicabilidade na vida real.

O papel (e a formação) do profissional do exercício é o garante último de um treino bem estruturado e tão eficaz e eficiente quanto possível.

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Treino de força, o seu lugar na sociedade

Texto: Frederico Abreu / Promofitness

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