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Petrus Run: Sol, competição e animação em Pedroso

O mês de Março já vai longo e o passado fim de semana foi repleto de competição com diversas provas a acontecerem no norte de Portugal. Se o destaque estava na Meia Maratona de Braga e da Primavera em Santa Maria da Feira, a prova mais dura esteve talvez em Pedroso na Petrus Run.

Petrus Run

A quinta edição da Petrus Run aconteceu em Pedroso, Vila Nova de Gaia e foi um evento levado a cabo pela Junta de Freguesia de Pedroso e Seixezelo e teve o apoio organizativo do Clube Spiridon de Gaia, do Clube os Gaienses/Toyota, cronometragem da EventSport e de OPraticante.pt como parceiro média. A fazer parte do evento estava uma corrida cronometrada de dez quilómetros e a tradicional caminhada com fins solidários com cinco quilómetros de extensão.

A equipa de OPraticante.pt esteve representada na prova e agora apresentamos todas as notas como decorreu o evento.

Percurso exigente e a fazer jus ao slogan da prova

No cartaz promocional da prova e em alguns outdoors colocados nas estradas perto de Pedroso podia-se ler em letras garrafais “Testa os teus limites”. Para muitos podia ser somente propaganda, para quem participou na prova certamente não tem como desmentir tal slogan.

A Petrus Run teve partida na alameda de entrada do estádio municipal de Pedroso e teve um início tranquilo em terreno plano com os atletas a estrada de acesso ao estádio. Saindo dessa via e entrando nas ruas mais internas da freguesia é que começaram as dificuldades.

 

Desde o primeiro quilometro até a meio do terceiro quilómetro o percurso era num “serpenteado” quase sempre em subida e que teve passagens na rua da Paradela, rua das Cavadinhas e rua de Fofim d`aquém. Se esta fase do percurso era feita com relativa tranquilidade, tal mudaria com o primeiro ponto crítico da prova que acontecia de seguida com a subida da rua da Cruz de Carrais onde a subida atingia níveis de 10% de inclinação e que castigava bem as pernas.

Depois da subida, era também justo dar um descanso aos atletas e como tal, a passagem pela rua do Padrão e rua da Igreja era em descendente rumo ao mosteiro de Pedroso. De seguida, os atletas entravam em mais dificuldades com uma nova rampa com mais de 8% de inclinação na Av. Padre Marçal da Silva Pereira e depois do retorno um percurso de sobe e desce junto a junta de freguesia.

 

 

Chegada dentro do estádio municipal

O segmento final da prova, faz os atletas regressarem novamente para a rua da Paradela e descerem para o estádio municipal e os últimos trezentos metros de prova são feitos no tartan da pista do estádio o que dá sempre alento para os atletas mais rápidos puderem sprintar.

Como se pode ver pela descrição do percurso, a Petrus Run tem um percurso bastante exigente para uma prova de estrada e que põe em sentido muitos atletas que nela vão participar. O percurso é bem adequado ao slogan da prova e quem nela participa testa mesmo os seus limites.

Vencedores

Vítor Santos vence Petrus Run 2019

O grande vencedor da Petrus Run foi Vítor Santos em representação da Peraltafil Running que terminou a prova de forma isolada com 32:29min. A completar o pódio ficou Nuno Costa do Clube Desportivo São Salvador Do Campo com 33:11min e António Fernandes do Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai.

Ana Lopes vence competição feminina

No sector feminino da prova, a grande vencedora foi Ana Lopes do Recreio Desportivo de Águeda que venceu isolada com 36:52min. A completar o pódio ficou Silvana Dias do Sporting Clube de Braga com 37:52min e Justyna Wojcik do ACD São João da Serra com 39:04min. Pelo terceiro ano consecutivo, Wojcik fica na terceira posição da prova.

Vencedores por escalões

A prova teve vencedores por escalões e estes foram os seguintes.

No sector masculino triunfaram Henrique Neves do A.R.L.V Gondomarense (Juniores), Vítor Santos do Peraltafil Running (Seniores), Ângelo Araújo do JOBRA- Associação de jovens da Branca (Vet1), Gil Ferreira do Clube Desportivo São Salvador do Campo (Vet2), António Fernandes do Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai (Vet3), António Jesus do Nascidos para Correr (Vet4) e Pedro Terra do S.S.T.S.J.M. Serviços Sociais do Pessoal do Município de S. João da Madeira (Vet5).

No sector feminino venceram Lúcia Soares (Juniores), Ana Lopes do Recreio Desportivo de Águeda (Seniores), Mónica Fernandes do Clube de atletismo de Ovar (Vet1) e Helena Santos do ACA São João da Serra (Vet2).

Equipa de OPraticante.pt constituida por José Martins, Susana Rodrigues, Patrícia Silva e Nuno Fernandes

OPraticante.pt

A equipa do OPraticante.pt esteve representada por quatro atletas tendo obtido os seguintes resultados: José Martins (358º geral / 93º sénior) – 59:22min, Nuno Fernandes (359º geral / 94º sénior) – 59:22min, Patrícia Silva (408º geral / 23ª sénior) – 01:03:02 e Susana Rodrigues (409º geral / 28ª Vet1) – 01:03:02

Prova mais uma vez com excelente organização

O ano passado tinha estado presente nesta prova e foi uma das provas que melhor se apresentou no vasto leque de provas onde estive presente e como tal decidi que era uma das provas que voltaria a estar presente neste ano. Foi com satisfação que mais uma vez verifiquei que a prova voltou a ter uma excelente organização.

A Petrus Run teve como ponto de partida o estádio municipal de Pedroso e era aí que estavam instaladas todas as valências para os atletas. A entrega dos dorsais no dia era feita nas bilheteiras à entrada do complexo desportivo e esta decorreu sem demoras. Dava para perceber que tinham tudo bem organizado e com staff em número para as entregas não serem demoradas.

No local havia todas as valências para se constituir uma boa prova. Casas de banho móveis junto à linha de partida, casas de banho no estádio. Serviço de bar no estádio para quem desejasse tomar um café antes da prova e ainda estacionamento junto ao local de partida. Havia ainda um palco para o aquecimento que foi usado por um ginásio que presumo tinha parceria com a prova.

No final da prova também não se registou qualquer demora para a entrega do chip, receber a medalha e o abastecimento final e sair do local. Quando uma prova tem todas as valências assim definidas e decorre sem atrasos nem filas, certamente que é meio caminho andado para tudo ser um sucesso.

Bom kit de atleta

No levantamento do kit da prova era entregue aos atletas um saco de alças de boa qualidade com o dorsal, chip, uma t-shirt técnica alusiva à prova de cor laranja (pessoalmente, gostei mais da cor preta do ano passado), uma caneca alusiva à prova, uma barra energética e alguns folhetos publicitários de alguns patrocinadores do evento.

No final da prova, os atletas recebiam para além da medalha finisher, água e uma banana.

Para um preço de inscrição de 8/10 euros, considero que o que oferecem aos atletas está de muito bom nível e acima do que muitas provas oferecem aos atletas pelo mesmo valor pago.

Organização descurou a separação da corrida da caminhada no percurso

O ano passado, a prova decorreu com um tempo frio e pouco convidativo a corridas e caminhadas e como tal não foi grande a afluência à caminhada do evento. Este ano, foi diferente, o tempo esteve espectacular com um sol primaveril a convidar para uma manhã de desporto. Para quem correu, até foi temperatura a mais. O certo, é que a caminhada do evento teve uma grande afluência, diria até que esteve ao mesmo nível de afluência da corrida em si.

Os percursos da corrida e da caminhada coincidiam nos primeiros e últimos quilómetros de prova e se nos primeiros a caminhada ainda ia disciplinada, no final da prova isso já não aconteceu e era como quisessem em toda a faixa da prova e como tal, os atletas mais lentos da corrida tiveram que fazer gincana por entre os caminheiros, algo que causa sempre desgaste e até pode acontecer atropelos desnecessários, a organização deveria a meu ver ter disciplinado melhor a caminhada nos últimos dois quilómetros de prova, este é para mim, o único ponto negativo a apontar a este evento.

No que resta ao resto do percurso, estava tudo bem isolado e com as ruas a serem fechadas nos cruzamentos quer por vaias, quer por agentes da polícia ou até voluntários.

Todos os quilómetros de prova estavam anunciados por placas informativas.

A prova teve um ponto de abastecimento ao quinto quilómetro com a temperatura da água a estar adequada. De registar que não havia recipientes para se colocar as garrafas vazias.

 

Uma prova que merecia mais público

A Petrus Run é uma prova que acontece por entre as ruas da freguesia de Pedroso e foi mais uma vez bom ver algumas pessoas a aplaudirem os atletas nas janelas de suas casas. Este ano, já se viu mais apoio popular nos cruzamentos por onde passava a prova, o tempo também convidava a isso ao contrário do ano passado, mas mesmo assim, sendo uma prova que decorre por entre as ruas de uma freguesia, merecia mais apoio.

Petrus Run, uma prova desafiante que merece mais afluência

A Petrus Run é uma prova que não mente, se anuncia que é uma prova para os atletas testarem os seus limites, estes serão mesmo testados. Num percurso rural por entre as ruas de Pedroso, os atletas são levados a um bom e desafiante sobe e desce que vai moendo as pernas.

Estando pela segunda vez na prova, foi com satisfação que vi que a organização do evento continua a apresentar qualidade.

Este ano, a prova aconteceu num fim de semana de grande concorrência com diversas provas a acontecerem na zona norte mas podemos fazer um balanço positivo do evento. Na corrida, aconteceu uma ligeira quebra de finishers passando dos 585 para os 503 mas pelo contrario, a caminhada teve uma excelente afluência. Podemos dizer que o grande número de provas que aconteceram não castigaram muito a afluência da Petrus Run e que esta prova já tem o seu público cativado.

Pelo que esta prova apresenta tanto a nível organizativo como de percurso, merece ter certamente mais afluência de atletas e acredito que é algo que acontecerá com o decorrer dos próximos anos, pois exceptuando este ano, é uma prova que tem vindo a ter um crescendo de afluência.

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Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Evensport

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