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Coluna Dto
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Rota das Carmelitas, uma grande riqueza natural

Tem sido um dos meus objetivos pessoais concretizar os Caminhos de Fátima, num ato de Fé ou mesmo por realização pessoal, desta vez optei por fazer a Rota das Carmelitas.

Os Caminhos de Fátima remontam à data das aparições de Fátima (1917) e são percursos situados em Portugal.

Percorridos, a pé, ou de bicicleta, pelos peregrinos que se dirigem ao Santuário de Fátima, situado na Cova da Iria, em Fátima.

Foi só mesmo preciso a minha mente decidir e a elaboração da viagem foi tão rápida como um relâmpago a rasgar o céu.

Mas desta vez a Aventura era praticamente a solo.

Dias antes pesquisei o máximo sobre a Rota das Carmelitas, arranjar o ficheiro de GPS para ir mais confiante na jornada.

Ficando a promessa que irei faze la de novo na companhia dos meus AMIGOS de Aventuras.

Rota das Carmelitas, cenários de grande riqueza natural

Para quem não conhece a Rota das Carmelitas tem início no Carmelo de Santa Teresa em Coimbra com final no Santuário de Fátima.

São 114 kms desenhados nos Concelhos de Coimbra, Condeixa a Nova, Penela, Ansião, Alvaiázere e Ourém.

A fauna e flora, as paisagens da Serra e os cursos de água atravessados oferecem, no seu percurso cenários de grande riqueza natural e certamente enriquecimento na nossa memoria fotográfica.

Cruzei aldeias típicas e paisagens entre o campo e a serra.

As antigas capelas são um ponto obrigatório de passagem, aumentando desta forma em alguns casos a dificuldade do percurso.

O contato com as simples gentes, que estão habituadas ao passar dos peregrinos faz sempre ganhar forças através de um sorriso.

Os espaços histórico-patrimoniais e as iguarias locais são também um dos bons motivos para viver a Rota.

Esta Rota é também um convite à evolução espiritual

Sendo um caminho de inspiração Carmelita, esta Rota é também um convite à evolução espiritual.

Para os crentes, é uma Rota na sua história a inspiração da jornada.

Mas voltemos ao início, o dia começou pelas 04h30 da madrugada, uma noite não bem dormida pela ansiedade de mais uma Aventura.

Tudo preparado desde a noite anterior dava-me algum sossego.

A viagem até Coimbra foi feita de comboio, 06h30 e já o “cavalo de ferro” me transportava e cada vez mais perto de iniciar a Aventura.

Uma avaria na linha atrasou a viagem em 40 minutos, tempo que teria de tentar recuperar para chegar ao Santuário a hora que tinha marcado.

GPS ligado, track na linha, capacete colocado e tudo preparado para o início.

Rota muito bem marcada

Rota muito bem marcada por linhas tracejadas de cor azul no chão, acompanhadas de placas em forma de macros na estrada.

Pelo caminho, após alguns kms, consegui alcançar dois viajantes que iam fazer a mesma Aventura, dois viajantes que já tinha pedalado com eles na visita ao Centro de BTT da Pia do Urso.

Uma viagem a 3 elementos até a localidade de Rabaçal, a partir deste ponto iniciei a minha luta pessoal.

Rota das Carmelitas

A nível técnico, o percurso não tem muita dificuldade, algumas zonas com pedra característica da zona, alguns singles tracks, mas nada que não esteja ao alcance de um normal praticante de BTT.

A nível físico ai sim já um pouco mais exigente, pois as subidas tornavam-se duras km após km.

Também devido ao calor, que se fazia sentir juntando ao acumular de kms nas pernas.

Mas desde que o aventureiro tenha a sua condição física preparada para o trajeto o final é sempre alcançado.

Rota das Carmelitas

“Descanso do peregrino”

Foram várias as paragens para umas fotografias para mais tarde recordar.

Destaco principalmente uma num local chamado “Descanso do peregrino” onde existe um espaço para acampar, descansar, ou até trocar umas palavras de encorajamento entre peregrinos.

Pensamentos diversos me passavam pela mente naquele momento de solidão, era só eu e a minha bike, mas km a km o Santuário estava mais próximo, mas o final da Aventura ainda não terminava por ali.

Rota das Carmelitas

Uma paragem rápida num café para um delicioso Pastel de Nata e um Sumol fresquinho deu-me mais um pouco de animo para continuar a minha jornada.

A paisagem ia mudando, ora estava na solidão dos vales e serras, ora estava no alcatrão a atravessar localidades, onde as suas gentes nunca me negaram um pedido de água fresca e para além desse precioso bem elogiaram a minha vontade e a minha loucura de fazer a Rota das Carmelitas em pleno Agosto.

Chegado ao Santuário de Fátima as dores das pernas eram enormes, sentei-me numa das pedras que rodeia a área do local, de óculos postos, senti as lágrimas a correrem me pela face.

Rota das Carmelitas

Rota das Carmelitas numa Aventura a solo

Dever cumprido por quem tinha prometido 2 dias antes fazer esta Aventura a solo.

Mas ainda faltava regressar a casa, mas primeiro queria desfrutar de alguns minutos em Fátima.

Sentei-me numa esplanada, a saborear uma belíssima fatia de tarte de maçã, vendo as fotos que recolhi pelo caminho.

Rota das Carmelitas

Bem era hora então de tratar do regresso a casa, tracei o trajeto até Riachos onde apanhei o “cavalo de ferro” que me iria trazer até Santa Apolónia.

Depois o barco até Cacilhas onde os meus maiores troféus estavam a minha espera, os meus filhos!!!

Para além de momentos memoráveis da prática desportiva, ficou também o registo de novas gentes bondosas, novas paisagens e de mais uma Aventura para o currículo.

Em relação ao Percurso efetuado, aconselho vivamente a aventurarem-se nele pois por mais palavras que possa tentar escrever nestas linhas seriam sempre poucas para vos tentar transmitir paisagens, a beleza e dureza dos trilhos.

Metam as bikes no comboio, juntem uns amigos ou a solo e façam a Rota das Carmelitas.

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Texto / Fotos: Rui Bastos

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