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Coluna Dto
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Coluna Esq
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Orientação de Precisão ou Trail-O

Trail-O

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A Orientação de Precisão, também conhecida como Trail-O, é um desporto disponibilizado a pessoas com capacidades físicas muito diferentes, incluindo as que tenham limitações de mobilidade muito severas, competindo todas em igualdade de circunstâncias.

Uma das características da orientação, enquanto desporto, é que todos os indivíduos podem participar. Indivíduos de todos os estratos (sejam eles quais forem) juntam-se para praticar orientação; para manter a forma ao lado da élite; raparigas e rapazes, novos e velhos Por vezes observam-se famílias inteiras: avó e avô, mãe e pai, filhos, netos, todos juntos em conjunto seja durante treinos seja em competição. No fundo é uma mistura única no mundo do desporto.
Desde 1980 que os praticantes de Orientação de Precisão fazem parte da família da orientação.
Contudo as atividades de Orientação de Precisão não podem ser organizadas exactamente do mesmo modo que uma competição de orientação convencional.

Mas mesmo assim trata-se do mesmo desporto em que se realça a capacidade de leitura e interpretação dum mapa e da sua relação com o terreno, levando-nos, em plena floresta, a pôr à prova todas as nossas capacidades na interpretação dos problemas da orientação. De um modo mais geral, a Orientação de Precisão integra-se totalmente nas atividades da orientação convencional, recorrendo aos mesmos meios como: treinos, competições, clubes, campo/terrenos.
0 único desporto para indivíduos portadores de diferentes graus e em diferentes deficiências
Para muitos grupos de deficientes a Orientação de precisão torna-se o único desporto possível. Na maioria dos desportos o factor físico é decisivo.

Meios de deslocação

O meio de deslocação pode ser:
– a pé;
– em cadeira de rodas, manual ou eléctrica;
– de outra forma, dentro dos tipos de apoio reconhecidos à mobilidade.Os veículos movidos a motor de combustão não são permitidos, assim como veículos eléctricos desenhados para mais do que um ocupante.

Orientação de Precisão ou Trail-O 4Exercício fisico em lugar de competição

Apesar de não se competir fisicamente tal não significa que todos os factores físicos sejam -eliminados. Muitos participantes descobrem que deslocar-se durante 2 a 3 Km Trail-O1 em terreno irregular tona-se um exercício físico superior. Mas não se avalia a qualidade do exercício fisico, não é este o objectivo da competição! A ideia é testar a capacidade de leitura do mapa e interpretação do terreno. Deste modo a competição tem lugar no cérebro dos praticantes.

Pontuação, resultados/finalidades

A competição não tem a ver com quem completa a prova em menos tempo, mas sim com quem consegue interpretar melhor o mapa.Cada atleta visita, numa dada sequência, ospontos de controlo dispostos no terreno usando o mapa que lhes é fornecido e decide quais as balizas correspondentes àqueles dispostas no centro dum círculo desenhado no mapa de prova.
Em cada ponto de controlo existem de 1 a 5 balizas. Quem escolhe a baliza correcta é pontuado com um ponto. 0 atleta com o total de pontos mais alto é o vencedor. Um desporto para todos!

Mapas

Os mapas, o desenho dos traçados e o arranjo gráfico devem ser dispostos e impressos de acordo com as normas previstas nos princípios da IOF.
A escala do mapa deve ser de 1:5.000 ou 1:4.000. Outras escalas podem ser utilizadas em provas de tipo promocional. Todos os mapas duma prova, incluindo aqueles para os pontos cronometrados, devem utilizar a mesma escala.

Terreno

O terreno deve ser adaptado ao desenvolvimento de percursos competitivos de Orientação de Precisão de nível adequado.
A escolha do terreno deve levar em conta os atletas com menor mobilidade, as pessoas que se deslocam em cadeiras de rodas e aqueles que se deslocam lentamente e com dificuldade, de tal forma que todos possam completar a prova dentro do tempo previsto. Nalguns locais, com declive mais acentuado, a organização poderá colocar ajudantes adicionais que colaborarão no ultrapassar desses declives, torna-se sempre mais fácil com mais ajudantes.

Percurso

O nível dos percursos deve ser adequado ao tipo de prova. Deve ser levada em linha de conta a capacidade de observação e de leitura detalhada do desenho do mapa e a
capacidade de concentração dos atletas. Os percursos devem fazer apelo a diversas técnicas de Orientação.
A distância dos percursos deve ser medida tendo em conta a distância efectiva desde a partida, ao longo do percurso e até à chegada. Normalmente não deverá ultrapassar os 3.500 metros. Os trilhos não transitáveis por atletas em cadeira de rodas, devido à sua largura, raízes salientes, árvores caídas ou outras superfícies inadequadas, devem ser interditos e devidamente assinalados no terreno. A distância total deve ser dada em metros, calculada ao longo do percurso efectivo. Normalmente num percurso o declive não deve ultrapassar os 14% em mais de 20 metros. A inclinação transversal não deve superar os 8%.

Ajudantes

Todos os atletas que solicitem assistência para a deslocação, devem ser acompanhados por um elemento providenciado pela Organização. O acompanhante pode auxiliar na deslocação de mais do que um atleta. Os atletas podem ser acompanhados por assistente próprio: tais assistentes não devem ajudar, de forma alguma, na leitura do mapa nem na identificação dos pontos de controlo, na análise ou no processo de decisão. Os organizadores podem limitar o acompanhamento ao período de tempo necessário para a competição. Os acompanhantes não podem perturbar a concentração dos atletas.

Partida

No inicío da competição os participantes receberão um mapa de orientação com o percurso marcado, um centro de controlo e um picotador.
O ponto de partida está assinalado com um triângulo de cor purpura.
Os postos de controlo estão assinalados por um circulo e chegada por dois circulos concentricos.

Sinalética

A localização precisa do ponto de controlo indicado no centro do círculo, deve ser correctamente definida na descrição do ponto. A descrição dos pontos deve ser feita por intermédio de símbolos, de acordo com a Sinalética da IOF. Na coluna B da Sinalética, o número de balizas em cada um dos grupos será indicado por intermédio de letras (por exemplo: A-E para cinco balizas).
Uma seta na coluna H indica, se necessário, a direção da observação do grupo de balizas desde o ponto de decisão. A Sinalética, dada na ordem correcta para o traçado do percurso de cada atleta, deve estar fixada ou impressa na parte da frente do mapa.

Orientação de Precisão ou Trail-OPonto de Controlo

Na proximidade do ponto é colocado um grupo de balizas, das quais uma poderá ser a correcta. As balizas deverão ser colocadas de modo a serem visíveis (no mínimo, um terço de cada baliza) do ponto de decisão por concorrentes que estejam sentados. Cada grupo de balizas deve estar disposto com uma altura uniforme. O ponto de decisão deverá estar assinalado no terreno mas não constará no mapa. As balizas são designadas, por convenção, da esquerda para a direita, “A”, “B”… “E”, a
partir do ponto de decisão. Este aspecto é fundamental para a determinação da baliza correcta. No caso de nenhuma das balizas estar correcta, a resposta acertada é “Z”.

Orientação de Precisão ou Trail-O 3Cartão de Controlo

O cartão de controlo deve satisfazer as seguintes condições:
– Deve ser feito de material resistente ou estar protegido
– Cada quadrícula deve ter, no mínimo, 13 mm de lado
– Deve ser disponibilizado em cópia dupla e permitir a picotagem automática das duas cópias.
O cartão de controlo deve ser entregue integralmente na chegada e a segunda parte será restituída, como referência, após a partida do último atleta. O picotador pode pertencer ao atleta ou ser fornecido pela Organização.
É da responsabilidade do atleta a picotagem em cada ponto, a fim de registar a resposta que entende como correcta. Caso se trata da baliza mais à esquerda, a picotagem
deverá ser feita na quadrícula “A”, e assim sucessivamente. Se nenhuma das balizas é a correcta, deverá ser picotada a quadrícula “Z”. As picotagens devem ser feitas na
sequência respectiva. A picotagem correcta do cartão de controlo é da responsabilidade dos atletas, mesmo nos casos em que a mesma seja feita pelo acompanhante ou pelos organizadores (como também nos pontos cronometrados).

Orientação de Precisão ou Trail-O 1Pontos cronometrados

Na prova devem ser incluídos no mínimo dois pontos cronometrados, cujo tempo de decisão é registado no cartão de controlo. Estes podem estar colocados em qualquer
ponto do percurso, nomeadamente antes da partida oficial ou após uma pré-chegada. Para cada um dos pontos cronometrados é utilizado um mapa em separado.
A informação sobre a localização exacta do ponto cronometrado não deve estar referenciada no mapa. Nos pontos cronometrados o atleta deve, preferencialmente, estar sentado e numa posição tal que lhe permita observar todas as balizas. Quando se inicia a contagem de tempo, deve ser entregue ao atleta ou colocada à sua disposição a porção do mapa, orientada na direção correcta para a leitura, que mostra a área relevante, uma evidente linha de norte e o círculo, com a descrição dos pontos.
Nos pontos cronometrados, a tomada de tempo é feita quando é dada uma resposta clara. A resposta pode ser dada apontando a letra numa tabela fornecida ou utilizando o
alfabeto fonético internacional (Alfa, Bravo, Charlie, Delta, Echo). Nos pontos cronometrados não são permitidas respostas “Z”.
Nos pontos cronometrados é permitido o tempo máximo de um minuto. No cartão de controlo é registado quer o tempo gasto quer a resposta fornecida. O tempo será arredondado por defeito ao segundo. Deve estar presente, no mínimo, um cronometrista. No caso de haver dois cronometristas, o registo deve ser feito pela média de tempos.
Ao atingir-se o 50º segundo, o atleta deve ser avisado de que faltam 10 segundos para terminar a sua decisão.

Tempo de Prova

Para um atleta, a prova termina ao ultrapassar a linha de chegada. O tempo gasto entre a partida e a chegada, dentro dum limite máximo estabelecido, é irrelevante para o resultado final da prova. O corredor de chegada pode ser balizado. Quando um atleta cruza a linha de chegada, deve entregar o cartão de controlo e, se exigido pela Organização, também o mapa. A Organização deve estabelecer um tempo máximo para a execução de cada um dos percursos, calculado da seguinte forma: 3 minutos por cada ponto de controlo + 3 minutos por cada 100 metros de prova. Por indicação do Supervisor, um tempo adicional poderá ser dado face a condições adversas do terreno (excepcionais desníveis, superfícies pouco transitáveis ou outros factores). O atleta que supere o limite de tempo será penalizado com um ponto por cada cinco minutos de atraso.

Orientação de Precisão ou Trail-O 2Categorias

As provas de Preo disputam-se nas categorias Aberta e Paralímpica.

TempO

Recentemente foi criado outro tipo de prova em que todos os pontos são cronometrados (Temp O)
Nas provas de TempO a classificação é geral, não havendo distinção entre as classes Aberta e Paralímpica.

Cada filiado na Federação Portuguesa de Orientação, sem distinção de sexo, idade ou capacidade / incapacidade tem o direito a inscrever-se na categoria Aberta.
Apenas os atletas portadores de incapacidade física permanente que lhes confira uma desvantagem significativa têm direito a inscrever-se na categoria Paralímpica. Estes, de forma implícita, estarão igualmente inscritos na categoria Aberta.
As provas podem prever percursos / categorias com diferentes graus de dificuldade

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