Jacob Kiplimo supera o Recorde do Mundo em Lisboa

Jacob Kiplimo

Jacob Kiplimo

O ugandês Jacob Kiplimo entrou esta manhã para história, ao bater o recorde mundial da meia maratona na 30.ª edição da EDP Meia Maratona de Lisboa.

Campeão do Mundo em título, o atleta de 21 anos chegava a Lisboa como grande favorito e confirmou o seu estatuto, concluindo a prova lisboeta em 57:31 minutos, um segundo mais rápido em relação ao anterior máximo, que estava na posse de Kibiwott Kandie (Valência, 2020).

Também houve história no feminino, no caso com um novo recorde do percurso, fixado pela etíope Tsehay Gemechu Beyan, que com 1:06:06 venceu a prova e superou o anterior máximo de Vivian Cheruiyot.

Beyan triunfou com 9 segundos de avanço para Daisy Cherotich e 13 para Joyce Chepkemoi Tele, ambas com registo que supera o anterior recorde lisboeta, de 2019.

Foto: Câmara Municipal de Lisboa

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Jacob Kiplimo
Jacob Kiplimo o vencedor e recordista Mundial da Meia MAratona

Recorde do Mundo para Jacob Kiplimo na EDP Meia Maratona de Lisboa

Grande favorito à partida, Kiplimo rapidamente assumiu a ponta da prova masculina e aos 3 quilómetros já estava sozinho na frente.

E foi assim, num verdadeiro contrarrelógio a solo, que o campeão do Mundo da meia maratona chegou à meta instalada em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, acabando com um sprint que se revelou decisivo para conseguir entrar para a história como o mais rápido de sempre.

A vitória de Kiplimo foi de tal forma demolidora, que os atletas que se seguiram na meta cruzaram a linha a mais de dois minutos.

O etíope Huseyidin Mohamed Esa foi segundo (59:39) e o seu compatriota Gerba Dibaba foi terceiro, com o mesmo tempo.

Foto: Câmara Municipal de Lisboa

9 atletas abaixo da hora

Ainda assim, note-se que Lisboa fica para a história como uma das corridas mais rápidas de sempre também por ter 9 atletas abaixo da hora.

Ao entrar no último quilómetro percebi que ia bater o recorde do Mundo.

Nesse momento coloquei na minha cabeça que só tinha de correr o mais rápido possível para chegar à meta“, assumiu o atleta ugandês.

Jacob deixou uma promessa de voltar no futuro: “Espero que sim, espero que sim. Vamos esperar que esta situação da Covid acabe e talvez possa voltar“.

Hermano Ferreira

No que a portugueses diz respeito, Hermano Ferreira foi o melhor, com um tempo de 1:03.32 horas, na 18.ª posição na geral, ao passo que Fábio Oliveira foi 24.º, com 1:05.18 horas.

Novo recorde feminino do percurso

Na prova feminina, Tsehay Gemechu Beyan assumiu as despesas da corrida numa fase inicial com um grupo de outras quatro corredoras, que por volta dos 10 quilómetros ficou reduzido a apenas 3.

Tsehay Gemechu Beyan vencedora feminina e nova recordista do percurso

E foi desse grupo, com Daisy Cherotich e Joyce Chepkemoi Tele que saiu o triunfo.

Beyan atacou por volta dos 17 quilómetros e deixou as mais diretas concorrentes para trás, com Cherotich a ser segunda (1:06:15) e Joyce Chepkemoi Tele terceira (1:06:19).

Cátia Santos foi a melhor lusa, no 11.º posto, com 1:11:15 horas, ao passo que Rafaela Almeida foi 14.ª (1:16.56) e Sara Duarte 15.ª, com 1:19:46.

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