Joaquim Rodrigues Jr. recuperou concentração na penúltima etapa

Joaquim Rodrigues Jr.

Joaquim Rodrigues Jr.

O português Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) admitiu hoje ter recuperado a “concentração” após “a difícil etapa” da véspera, terminando a 11.ª e penúltima etapa da 44.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno na terceira posição das motas.

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Texto: AGYR // NFO – Lusa / Henrique Dias // OPraticante.pt

Site oficial do evento.

Joaquim Rodrigues Jr. a 2.26 minutos do vencedor

Um dia depois do segundo aniversário da morte do cunhado, o piloto Paulo Gonçalves, na sétima etapa do Dakar de 2020, Joaquim Rodrigues concluiu a jornada de 345 quilómetros cronometrados a 2.26 minutos do vencedor, o argentino Kevin Benavides (KTM), com o britânico Sam Sunderland (GasGas) a ser segundo classificado, a apenas quatro segundos do argentino.

Hoje foi, definitivamente, um dia muito melhor para mim depois dos momentos difíceis de ontem [quarta-feira].

Felizmente consegui recuperar, esforcei-me e tive toda a concentração nesta etapa”, contou o piloto de Barcelos, melhor português neste penúltimo dia de prova.

Joaquim Rodrigues Jr.
Joaquim Rodrigues Jr.

António Maio ficou preso nas dunas

António Maio (Yamaha) ficou preso nas dunas e terminou na 27.ª posição.

A etapa de hoje foi a mais difícil de todas as disputadas até ao momento. Fizemos imensos quilómetros de dunas pequeninas e a grande dificuldade foi a areia muito mole.

No início da especial consegui fazer uma boa navegação e estava muito motivado. No entanto, quando cheguei à zona das dunas, saltei, e a mota atascou”, explicou.

O capitão da GNR disse ainda que, “como a areia estava mole, a mota ficou completamente enterrada e foi muito difícil sair dali”, tendo perdido “imenso tempo”.

Joaquim Rodrigues Jr
António Maio

Rui Gonçalves “Sabia que hoje teria que ir super concentrado”

Já Rui Gonçalves (Sherco) foi 30.º classificado.

Na sua página Rui Gonçalves escreveu “Sabia que hoje teria que ir super concentrado pois a navegação iria ser difícil e um fator decisivo.

Tudo estava a correr bem até ao km 80 onde tive um problema técnico que me obrigou a abrandar muito o ritmo.

O objectivo passou a ser apenas conseguir levar a mota até ao Bivouac, senti que o tempo não passava e cada vez a dificuldade era maior, mas felizmente consegui chegar.

Tomamos a decisão de trocar o motor para a última etapa do @dakarrally onde toda a minha equipa tem dado o máximo para me proporcionar o melhor possível para cada etapa.

Hoje foi sem dúvida o dia onde todo o vosso apoio durante estas 2 últimas semanas fez toda a diferença, obrigado 🙌🏼🇵🇹

Rui Gonçalves

Sam Sunderland recuperou o comando

Na geral, Sam Sunderland recuperou o comando, agora com 6.52 minutos de vantagem sobre o chileno Pablo Quintanilla (Honda), com o austríaco Mathias Walkner (KTM) na terceira posição, a 7.15.

Joaquim Rodrigues Jr. subiu ao 14.º lugar, a 1:11.25 horas do líder. António Maio é, agora, 21.º e Rui Gonçalves o 23.º.

Mário Patrão (KTM) foi 38.º e terceiro dos pilotos sem assistência e está na 43.ª posição, Alexandre Azinhais (KTM) foi 89.º e está em 68.º, e Arcélio Couto (Honda) terminou em 93.º e está em 80.º.

Paulo Oliveira (KTM) teve problemas mecânicos e ficou parado a meio da etapa, enquanto Pedro Bianchi Prata (Honda) perdeu algum tempo a tentar ajudar o piloto que corre com a bandeira de Moçambique.

Carlos Sainz

Carlos Sainz conquistou a 41.ª vitória

O espanhol Carlos Sainz (Audi) venceu a 11.ª e penúltima etapa dos automóveis na 44.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno, enquanto o francês Sébastien Loeb (BRX) voltou a ganhar tempo ao líder, o catari Nasser Al-Attiyah (Toyota).

Sainz, vencedor das edições de 2010, 2018 e 2020, conquistou a 41.ª vitória em etapas na prova, segunda da presente edição, ao concluir os 345 quilómetros cronometrados de hoje, em Bisha, na Arábia Saudita, em 3:29.32 horas.

Sébastien Loeb foi segundo, a 2.21 minutos, e ganhou mais 4.21 minutos ao líder, Nasser Al-Attiyah, que foi apenas sétimo classificado, mas acabou penalizado em cinco minutos e, com isso, caiu de segundo para oitavo classificado da etapa,

O argentino Lúcio Alvarez (Toyota) foi o terceiro classificado do dia, a 3.10 minutos de Sainz.

Com estes resultados, Al-Attiyah tem, agora, 28.19 minutos de vantagem sobre Loeb e 1:03.43 horas sobre o saudita Yazeed Al Rajhi (Toyota), terceiro classificado da geral.

Miguel Barbosa

Miguel Barbosa “Esta foi a etapa mais difícil do Dakar”

Miguel Barbosa (Toyota) foi hoje 40.º e está na 35.ª posição.

Esta foi a etapa mais difícil do Dakar, tal como David Castera tinha prometido.

Estamos satisfeitos de aqui estar. Amanhã [sexta-feira] disputa-se a última etapa desta edição que está prestes a acabar”, comentou o piloto de Lisboa.

Nos veículos ligeiros, o norte-americano Seth Quintero (OT3) bateu o recorde de vitórias em etapas numa mesma edição, chegando aos 11 triunfos (só não venceu na segunda etapa), ultrapassando o francês Pierre Lartigue.

Depois dos problemas da véspera, Mário Franco (Yamaha) foi hoje 10.º classificado, a 46.36 minutos do norte-americano, e ocupa a 14.ª posição da geral, a 12:58.13 horas do líder, o chileno Francisco Lopez Contardo (Can-Am).

Luís Portela de Morais

Nos SSV, o polaco Marek Goczal (Can-Am) venceu pela sexta vez nesta edição, num dia em que Luís Portela de Morais (Can-Am) foi quinto classificado, a 14.45 minutos.

Foi um dia muito duro penso até que esta especial foi a mais difícil do Dakar 2022, mas correu tudo bem e fizemos um bom lugar na classificação.

Estamos verdadeiramente contentes com a nossa prestação de hoje.

Tivemos apenas um contratempo porque a determinada altura pensámos que tínhamos falhado um ‘waypoint’ e decidimos voltar para trás.

Fizemos quase mais cinco quilómetros nas dunas, o que demora imenso tempo. Falta um dia espero que amanhã [sexta-feira] seja mais fácil que hoje”, disse.

Rui Oliveira (Can-Am) foi 26.º.

Na geral, Portela de Morais está na sétima posição enquanto Rui Oliveira é 16.º.

Sexta-feira disputa-se a derradeira etapa, entre Bisha e Jeddah, com 164 quilómetros cronometrados.

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